Ministro Fávaro recebe representantes do Rio Grande do Sul para tratar de demandas prioritárias do setor agrícola
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu representantes da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul, Farsul, da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Federarroz, e da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul, Ocergs, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, e o deputado Alceu Moreira para tratar das principais demandas do setor.
Em reunião, nesta quinta-feira (17), eles conversaram com Fávaro sobre a necessidade de medidas que viabilizem o acesso ao crédito para os agricultores gaúchos que não têm conseguido novos recursos junto aos agentes financeiros. Segundo informaram, em razão de uma estiagem prolongada e a recente passagem de um ciclone pela região, os agricultores tiveram muitos prejuízos e precisam de soluções para renegociar suas dívidas. Nesse sentido, eles pediram a ajuda de Fávaro para buscar soluções para o impasse.O ministério já estuda o assunto.
Calendário
Outro tema levado para o ministro foi a revisão do calendário de semeadura da soja, que é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, para reduzir ao máximo possível a ocorrência da ferrugem asiática da soja, considerada uma das mais severas doenças que incidem na cultura.
A proposta é mudar a data de plantio da soja para o Rio Grande do Sul para 01 de outubro de 2023 até 18 de fevereiro de 2024. No calendário atual, o plantio começa em 1o de outubro deste ano e vai até 8 de janeiro de 2024, o que reduz em 40 dias a janela de semeadura. O ministro Fávaro afirmou que os pedidos de mudanças serão avaliados de forma técnica, considerando as necessidades específicas de cada estado.
“Nós compreendemos que o Brasil é um país continental, com grandes diferenças regionais e vamos tratar as exceções de forma excepcional. Isso será feito com base na ciência e nas verdadeiras particularidades, evitando a pirataria de sementes e o plantio de soja sobre soja, que prejudica nossa produção com risco sanitário”, afirmou o ministro.
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