Minério de ferro recua com dados de vendas fracas de automóveis na China
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Por Ruth Chai
CINGAPURA, 12 Fev (Reuters) - Os contratos futuros do minério de ferro foram negociados em baixa nesta quinta-feira, com a queda nas vendas de automóveis e dados decepcionantes sobre consumo na China reforçando os sinais de fraqueza na demanda interna do maior consumidor mundial de aço.
O contrato de minério de ferro mais negociado para maio na Bolsa de Commodities de Dalian (DCE) caiu 0,2%, a 762 iuanes (US$110,40) por tonelada .
O contrato de referência de minério de ferro para março na Bolsa de Cingapura recuava 0,35%, a US$99,6 por tonelada.
As vendas de automóveis na China em janeiro caíram no ritmo mais rápido em quase dois anos, à medida que a concorrência se intensificou em um mercado acirrado, onde as montadoras enfrentam o fim dos subsídios governamentais, a redução da demanda e regulamentações mais rígidas.
As vendas no mercado interno caíram 19,5% em relação ao ano anterior, para 1,4 milhão de veículos, a maior queda desde fevereiro de 2024, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.
Com os problemas do setor imobiliário chinês mostrando poucos sinais de melhora, a demanda por aço mudou em grande parte da construção civil para a manufatura, com os setores automotivo, de eletrodomésticos e de construção naval sendo os que mais crescem dentro da indústria.
Em 2025, a indústria representou cerca de 53% do uso total de aço na China, enquanto a construção civil representava aproxidamente 36%, de acordo com dados da consultoria Mysteel.
O sentimento dos investidores melhorou ligeiramente depois que o banco central da China se comprometeu a oferecer apoio financeiro para impulsionar a demanda interna, já que a supercapitalização industrial e o consumo fraco pesam sobre a confiança das empresas e prejudicam as perspectivas de crescimento.
No entanto, uma série de dados preocupantes sobre o consumo divulgados na quarta-feira destacou a fraca demanda arraigada na segunda maior economia do mundo.
O índice de preços ao consumidor (IPC) aumentou 0,2% em relação ao ano anterior, abaixo do aumento de 0,4% projetado em uma pesquisa da Reuters, e o índice de preços ao produtor (IPP) caiu 1,4% em relação ao ano anterior, prolongando uma tendência deflacionária que já dura anos e continuando a pesar sobre os lucros das empresas industriais.
(Reportagem de Ruth Chai)
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