Senado dos EUA deve aprovar Warsh para chair do Fed nesta quarta-feira em meio à intensificação da inflação

Publicado em 13/05/2026 14:37 e atualizado em 13/05/2026 15:18

Logotipo Reuters

 

Por Howard Schneider e Ann Saphir

13 Mai (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos deve confirmar Kevin Warsh como chair do Federal Reserve nesta quarta-feira, colocando o advogado e financista de 56 anos no comando do banco central dos EUA, que luta contra a intensificação da inflação, o que pode dificultar a realização dos cortes nas taxas de juros demandados pelo presidente Donald Trump.

A votação no Senado está marcada para as 15h (horário de Brasília), após a votação de terça-feira na Casa de maioria republicana que aprovou a indicação de Warsh para a Diretoria do Fed, composta por sete membros.

Sua posse em ambos os cargos aguardará então as assinaturas finais da Casa Branca na documentação enviada pelo Senado. Warsh assumirá o bastão de liderança do chair do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira, mas que permanecerá como diretor do Fed. O diretor do Fed Stephen Miran, atualmente o maior defensor dos cortes nas taxas de juros do banco central, deixará seu lugar na diretoria para dar lugar a Warsh.

Com expectativa de presidir a próxima reunião do Fed, em 16 e 17 de junho,  Warsh se junta ao banco central num momento em que os formuladores de políticas estão envolvidos em um debate vigoroso sobre a direção das taxas de juros.

Várias autoridades têm argumentado que o Fed deveria considerar aumentos nos juros, preocupadas com o fato de a inflação estar se expandindo, mesmo além do impacto das tarifas do governo Trump e do aumento nos preços do petróleo decorrente da guerra do Irã.

Um índice de preços ao produtor, um componente-chave da inflação geral, aumentou 6% em abril em relação ao ano anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Esse é o ritmo mais rápido desde dezembro de 2022, quando o Fed estava lutando contra um aumento recorde de 40 anos nos preços com aumentos acentuados das taxas.

Os analistas esperam que o índice de inflação PCE  tenha aumentado 3,8% no mês passado, afastando-se ainda mais da meta do Fed de 2%.

No período que antecede sua primeira reunião, Warsh poderá ter que lidar com um grupo dividido de formuladores de políticas, com apoio crescente a uma linguagem mais dura com a inflação, indicando que um aumento da taxa é tão provável quanto um corte da taxa nos próximos meses. Pelo menos cinco dos 19 formuladores de políticas do Fed disseram que queriam essa mudança a partir de abril.

Também em junho, os formuladores de políticas do Fed devem divulgar novas previsões para a trajetória das taxas. As projeções de março para um único corte nas taxas este ano parecem cada vez mais ultrapassadas, já que a taxa de desemprego gira em torno de 4,3%, indicando que o mercado de trabalho pode não precisar do apoio de um corte nas taxas. Entretanto, a inflação continuou a ganhar força: um relatório do governo na terça-feira mostrou que os preços ao consumidor subiram em abril no ritmo mais rápido em três anos.

Os mercados financeiros agora não esperam nenhuma alteração na faixa de 3,5% a 3,75% do juro básico do Fed para este ano, com um aumento da taxa podendo ocorrer já em janeiro.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário