Café fecha em alta com atenção à qualidade da safra e ao clima nos países produtores

Publicado em 10/06/2026 14:52 e atualizado em 10/06/2026 15:57
Mercado reage após recentes quedas e monitora riscos climáticos, enquanto colheita brasileira avança e amplia a oferta da nova safra

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Os preços do café encerraram a sessão desta quarta-feira (10) em alta nas bolsas internacionais. O mercado encontrou suporte em preocupações climáticas nos países produtores e em um movimento de recomposição de posições após as recentes quedas, enquanto os agentes continuam acompanhando o avanço da colheita brasileira.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato julho/26 do café arábica fechou cotado a 248,40 cents/lb, com alta de 400 pontos. O setembro/26 avançou 370 pontos, para 244,60 cents/lb, enquanto o dezembro/26 registrou ganho de 335 pontos, encerrando o dia a 237,25 cents/lb.

Em Londres, o robusta também terminou a sessão em campo positivo. O contrato julho/26 subiu US$ 61, fechando a US$ 3.354 por tonelada. O setembro/26 avançou US$ 67, para US$ 3.297 por tonelada, enquanto o novembro/26 ganhou US$ 70, encerrando a US$ 3.231 por tonelada.

O mercado recebeu suporte das preocupações com o comportamento do clima em importantes regiões produtoras globais. Além disso, após as fortes baixas registradas nas últimas semanas, investidores voltaram às compras em um movimento de recuperação técnica das cotações.

No Brasil, a colheita segue avançando nas principais regiões produtoras. Segundo o Cepea, o tempo mais seco registrado neste início de junho tem favorecido tanto a maturação dos frutos quanto o rendimento das operações de campo. Apesar disso, produtores relatam preocupação com o tamanho dos grãos colhidos até o momento, especialmente em áreas do Sul de Minas Gerais e da Mogiana Paulista. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam que a safra está em fase inicial e que é cedo para conclusões definitivas sobre a qualidade final da produção.

A comercialização também continua ganhando ritmo. Com a entrada gradual do café novo no mercado, produtores têm aproveitado os atuais níveis de preços para reforçar o caixa e realizar novos negócios, movimento que contribui para ampliar a oferta disponível.

Mesmo com a recuperação observada nesta quarta-feira, o mercado segue atento às perspectivas de uma safra brasileira volumosa em 2026/27. Dessa forma, as cotações continuam equilibrando fatores de sustentação, como as incertezas climáticas e questões relacionadas à qualidade dos grãos, com a pressão exercida pelo avanço da colheita e pela expectativa de maior oferta nos próximos meses.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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