Dólar sobe ante o real após EUA e Irã retomarem ataques no Oriente Médio

Publicado em 13/07/2026 10:53 e atualizado em 13/07/2026 11:45

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 13 Jul (Reuters) - O dólar segue em alta ante o real nesta segunda-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana também avança ante outras divisas de países emergentes, após Estados Unidos e Irã terem voltado a se atacar no Oriente Médio.

Às 10h46, o dólar à vista subia 0,33%, aos R$5,1245 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,22%, aos R$5,1485.

No fim de semana e nesta segunda-feira, forças dos EUA e do Irã trocaram ataques com mísseis e drones no Oriente Médio, sendo que Teerã disse ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, por onde são transportados cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo.

Em reação, o petróleo Brent subia para a faixa dos US$78 o barril nesta manhã, enquanto os rendimentos dos Treasuries também avançavam.

Nos mercados de moedas, o dólar sustentava ganhos ante divisas emergentes como a rupia indiana, o peso chileno e o real, mas as variações eram modestas.

No Brasil, uma nova pesquisa eleitoral BTG/Nexus mostrou empate técnico na disputa pelo Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na simulação de segundo turno, Lula tem 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ambos os candidatos mantiveram os mesmos percentuais da pesquisa anterior.

No boletim Focus divulgado mais cedo, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20 e para o final do próximo ano em R$5,28.

Já a Selic projetada para o encerramento de 2026 seguiu em 14,00%, o que pressupõe mais um corte de 25 pontos-base da taxa básica até o fim do ano. Para o final de 2027, a projeção da Selic permaneceu em 12,00%.

Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente em função da perspectiva de alta de juros nos EUA e de nova baixa no Brasil.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

(Edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)

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Por:
Reuters
Fonte:
Reuters

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