Resultado positivo, ou não, novamente atrelado à China

Publicado em 18/01/2010 08:42 787 exibições
A safra de soja 09/10 da América do Sul deverá pressionar mais o preço futuro da soja. Do ponto de vista de oferta e demanda, pesa no mercado a proximidade da safra da América do Sul e o consumo da China. Na Bolsa de Chicago, as cotações da soja no contrato maio de 2010 recuaram 2,2% em uma semana e 3,5% nos últimos 30 dias.

O consumo mundial está estimado em 233,75 milhões de toneladas no ciclo 09/10, bem abaixo da produção projetada para 09/10 e superior ao registrado em 08/09, de 220,45 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais mundiais de soja em 09/10 crescerão para até 57,09 milhões de toneladas, 34,6% acima dos estoques finais mundiais da safra anterior, de 42,41 milhões de toneladas.

A relação entre estoques finais mundiais de soja e a demanda mundial em 09/10 subirá para 24,4%, bem acima dos 19,2% registrados na safra passada.

Segundo Carlos Cogo, do Mercado da Soja, existe o temor de que os chineses possam cancelar parte das compras ainda não embarcadas. “Poderia haver um excesso de óleo e farelo no mercado chinês, a partir de março, reduzindo as margens de esmagamento das indústrias locais e, com isso, diminuindo a demanda pelo grão importado”.

Com a proximidade da safra cheia na América do Sul, os importadores chineses tendem a interromper completamente as compras nos EUA a partir de abril. Por enquanto, segundo o especialista, a demanda importadora chinesa segue forte. “A China tem previsão de importar 12 milhões de toneladas de soja no primeiro trimestre de 2010, 2 milhões de toneladas a mais que o trimestre anterior, para criar um excedente. Essas 12 milhões de toneladas de importações previstas para a China, o maior importador mundial de soja, no período de janeiro a março, representariam um aumento de 1,85 milhão de toneladas em comparação com o mesmo período de 2009”.

Neste cenário de incertezas, de uma coisa todos estão certos: o nível das importações da China é que definirá a sustentação dos preços futuros da soja. A China é atualmente o principal destino das exportações de soja em grão e de óleo de soja da Argentina e do Brasil.
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Diário de Cuiabá

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