FAO alerta para aumento da ameaça de febre aftosa no mundo

Publicado em 05/05/2010 07:50 771 exibições
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), fez um alerta no final do mês de abril de 2010 para a necessidade de aumento da vigilância internacional sobre a febre aftosa, após três visitas recentes ao Japão e à Coréia do Sul. Segundo o chefe de Doenças Infecciosas do Serviço de Saúde Animal da agência da ONU, Juan Lubroth, possíveis falhas nas medidas de biossegurança nos dois países provocaram infecção recente em larga escala nas áreas de origem.

Ele afirmou que incursões em países livres de febre aftosa tem sido raras nos últimos 9 anos, por isso há motivos para séria preocupação para os eventos detectados num período de quatro meses.

Lubroth diz que é preciso questionar se o mundo não está diante de uma possível repetição da epidemia transcontinental de febre aftosa de 2001, que se espalhou pela África do Sul, Reino Unido e Europa após incursões anteriores ao Japão e à Coréia do Sul.

Juan Lubroth disse à Rádio ONU, de Saragosa, na Espanha, que é preciso aumentar a vigilância sobre a doença.

"Ainda não conhecemos como a doença entrou nesses países, mas serve como um alerta para outros países da região e de todo o mundo em fortalecer as capacidades de vigilância, diagnóstico e resposta rápida", afirmou.

Em 2001, a epidemia provocou, apenas no Reino Unido, perdas de mais de US$ 12 bilhões, o equivalente a R$ 21 bilhões, à agricultura, comércio de gado e turismo. Mais de seis milhões de ovelhas e cabeças de gado foram sacrificadas para impedir a propagação da doença.

De acordo com a FAO, autoridades japonesas confirmaram no início de abril um surto do tipo 'O' do vírus de febre aftosa, mais comum em países asiáticos. O país já abateu 385 animais, entre búfalos, bovinos e suínos. Na Coréia do Sul, 3,5 mil animais foram sacrificados até agora.

A febre aftosa é altamente contagiosa entre bovinos, ovinos, caprinos e suínos. Segundo a agência da ONU, os seres humanos não são afetados.

Tags:
Fonte:
Rádio ONU

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário