Safra 10/11: Custo médio encolhe 7%

Publicado em 31/05/2010 07:57 528 exibições
Recuo, apesar da elevação da taxa de câmbio, é motivado por outra redução: os preços das sementes e defensivos.
Se há um número negativo que todo mundo aprecia é aquele que aponta que um produto está mais barato em relação àquele adquirido no ano passado, por exemplo. Desta vez, o número em queda reflete mais uma estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre o custo operacional da produção da soja no Estado para a safra 10/11, cujo plantio estará liberado em Mato Grosso a partir do dia 16 de setembro, com o fim do período de proibição para plantas vivas de soja, o vazio sanitário. Pelos números divulgados na última quinta-feira, o plantio deverá ficar cerca de 7% abaixo das cifras empregadas na temporada o ao ciclo 09/10.

Considerando os valores efetivamente aplicados para cada hectare no ano passado nas cinco regiões avaliadas pelo Imea, a safra 09/10 teve um custo médio de R$ 1,59 mil. Para projeção atual, a média seria de R$ 1,47 mil. O recuo, apesar da elevação da taxa de câmbio – que passa de R$ 1,78 para R$ 1,80, é motivado por outra redução, as cotações dos insumos, sementes e defensivos – principalmente, fungicidas e herbicidas. No ano passado, por exemplo, na região sudeste, que tem o maior custo de produção no Estado, exigiu em cada hectare R$ 387 em defensivos, contra estimativa de R$ 321,91 para 10/11. Nesta mesma comparação, o custo com sementes passou de R$ 167,13 para R$ 116,50. O item insumos, que agrega em sua composição sementes, fertilizantes e defensivos, totalizou na safra passada R$ 901,41, contra estimativa de R$ 843,07 por hectare.

Neste terceiro levantamento para a safra 10/11 o Imea está considerando os cultivos para soja convencional (Diamantino, Sapezal e Sorriso) e soja transgênica (Campo Verde e Canarana), uma produtividade média de 52 sacas por hectare e a taxa de câmbio em R$ 1,80.

Em cada uma das cinco regiões apuradas, o Imea tem um município como referência. Nesta classificação, o plantio mais caro continua em Campo Verde (139 quilômetros ao sul de Cuiabá), R$ 1,54 mil, e o mais barato está em Diamantino (206 quilômetros ao norte de Cuiabá), com projeção de R$ 1,40 mil. Na intermediária estão Canarana, com estimativa de R$ 1,48 mil, Sapezal R$ 1,50 mil, e Sorriso com R$ 1,42 mil. Em uma das estimativas para a safra 09/10, a região sudeste chegou a ter o custo operacional cotado em R$ 1,73 mil.

Transgênicos – A terceira estimativa do Imea – órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato) – mostra que nos municípios onde a opção é pelo grão transgênico o custo operacional das lavouras será superior quando comparado às convencionais. O levantamento para Campo Verde baseia-se na variedade transgênica, assim como em Canarana. As duas cidades possuem as maiores estimativas de custo por hectare, R$ 1,54 mil e R$ 1,48 mil, respectivamente. Já as outras cidades-referências, Diamantino, Sapezal e Sorriso, com opções por sementes convencionais, apresentam as menores cotações, R$ 1,40 mil, R$ 1,50 mil e R$ 1,42 mil, respectivamente.

Área – As porções médio norte e sudeste do Estado concentram o maior volume de lavouras de soja do Estado. Juntas correspondem a mais de 63% dos mais de 6,2 milhões de hectares cultivados no ciclo 09/10. Sozinha, a região médio norte detém 39% do total estadual, ou 2,46 milhões de hectares. A área plantada nesta temporada com soja no Estado foi 9% acima do volume apurado na safra 08/09, quando 5,7 milhões de ha foram cobertos com a oleaginosa.

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Fonte:
Diário de Cuiabá

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