Investimento estrangeiro reforça potencial do MaToPiBa

Publicado em 15/06/2010 10:55 452 exibições
Apesar da precariedade logística em algumas áreas, os estados que compõem o MaToPiBa estão no foco dos investimentos de grupos nacionais mas também de estrangeiros no Brasil. O grupo argentino Los Grobo é um dos que mais crescem no país. A empresa tem hoje 50 mil hectares no país e planeja aumentar em 60% a sua área de cultivo na próxima safra. Na última década, o país viu a chegada de argentinos, australianos e norte-americanos. Dados do Banco Central mostram que, somente em abril, os investimentos estrangeiros na agropecuária somaram US$ 26 milhões, montante 225% maior que o registrado no mesmo mês de 2008 (R$ 8 milhões).

A presença crescente de capital externo nas fronteiras agrícolas brasileiras é um forte indicativo do potencial de expansão do agronegócio nessas regiões, considera a analista da Agra FNP Jacqueline Bierhals. “Existem especuladores, mas, na maior parte dos casos, trata-se de investimento em produção”, relata. Para ela, a apreciação da terra ocorre em função da expectativa de crescimento da região e dos esperados investimentos em infraestrutura, como a conclusão do Porto de Itaqui, no Maranhão.

Na região de Balsas (MA), o hectare de terra aberta, já preparada para o cultivo de grãos, vale em média R$ 4,2 mil, 46,5% mais do que há três anos. A valorização foi ainda maior em áreas de cerrado, aptas para o plantio de grãos mas que ainda estão cobertas pela vegetação nativa. Hoje, para comprar um hectare na região é preciso desembolsar cerca de R$ 2 mil, 150% mais que três anos atrás. Índices semelhantes foram apurados pela AgraFNP no Piauí e no Tocantins.

No Oeste da Bahia, região onde a agricultura de grãos já está mais consolidada, a cotação do hectare aberto duplicou nos últimos 36 meses e atualmente vale cerca de R$ 9 mil. Áreas de cerrado podem ser adquiridas em média por R$ 3 mil/ha, 45% mais que há três anos.

O preço da terra nessas regiões já teve altas maiores entre 2006 e 2007, afirma Jacqueline. “Como os preços são atrelados à cotação das commodities, já não têm aumentado na mesma proporção de outros tempos. A saca de soja, por exemplo, vale hoje quase a metade do que valia antes da crise na Bolsa de Chicago, e isso reflete na avaliação da terra”, diz.

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Fonte:
Gazeta do Povo

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