Setor pecuário de MT diz que não houve tratamento igualitário ao da soja

Publicado em 23/06/2010 07:25 139 exibições
O presidente da Associação de Criadores de Gado Nelore em Mato Grosso, Gilberto Porcel e pecuaristas de Mato Grosso, denunciaram o descaso do Governo do Estado com a pecuária. Segundo eles, o Governo só investiu em logística que beneficiasse a cultura da soja. O debate foi realizado na noite de segunda-feira, durante reunião de agropecuaristas com o pré-candidato ao Governo, Wilson Santos, e a comitiva do PSDB/DEM/PTB na Acrimat.

“Infelizmente, nós da pecuária somos muito esquecidos, porque nós somos manchetes só da coisa ruim, das coisas boas não se fala. Nós precisamos de um Governo que nos defenda na hora que for preciso. O Governo tem que ser um advogado nosso e não deixar primeiro ser preso”, afirmou.

Gilberto Porcel ressaltou que a mesma reunião foi feita com os pré-candidatos de outras coligações e que o objetivo é conhecer as propostas de cada um para o setor. Nessa reunião estiveram presentes diversos criadores e agricultores de renome que demonstraram a preocupação de como o futuro governador vai proceder diante das dificuldades que o setor da pecuária, da cana e da fruticultura vem passando.

Na oportunidade, os pecuaristas entregam documentos ao pré-candidato Wilson Santos com uma série de reivindicações que angustiam o setor produtivo do Estado. O primeiro documento apresenta a preocupação dos agricultores em relação ao decreto presidencial que proíbe o plantio de cana em 115 municípios do Estado.

O outro documento entregue pela Acrimat é um conjunto de reivindicações que passa pela expansão da infra-estrutura e logística do Estado. Investimentos que vão baratear o frete e o custo de produção em Mato Grosso tornando os produtos mato-grossenses mais competitivos.

Os produtores também solicitaram uma posição de Wilson sobre a questão ambiental.

Wilson se comprometeu a enfrentar o decreto presidencial em relação à cana. “Nós vamos provar cientificamente e tecnicamente que a cana não produz prejuízo ambiental, que a cana vai nos trazer milhares de empregos e gerar renda e impostos que vão nos ajudar a oxigenar o desenvolvimento no Estado”, afirmou. Também se comprometeu também a tratar a pecuária de forma igualitária em relação à soja e outras culturas. Ele ressaltou ainda que é preciso um programa arrojado que possa repor a pecuária estadual na cadeia produtiva como prioridade.

O pré-candidato sugeriu a volta do Programa de Melhoramento da Pecuária Mato-grossense (Promep). O programa estimulava o abatimento do novilho precoce reduzindo a carga tributária sobre ele.

Ele também defendeu uma postura de apoio e parceria na linha de frigoríficos para que impedir o abre e fecha desses empreendimentos. A medida vai evitar os prejuízos principalmente para a classe laboral.

“Várias dessas reivindicações estarão contempladas no nosso futuro Plano de Metas que vamos apresentar à sociedade a partir do mês de julho”, anunciou Wilson Santos.

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Só Notícias

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