Ponta Grossa/PR: Região recebe misturadora de fertilizantes para atrair produtores

Publicado em 19/08/2010 07:58 e atualizado em 26/02/2020 16:17 791 exibições
Fabricação do insumo é vista como ponto positivo para aposta no noroeste mineiro.
A cidade de Ponta Grossa (PR) está incluída no trabalho de convencimento que a Vale promove para levar produtores de grãos a migrarem para a região de Pirapora (MG). Mas não será fácil fazer agricultores paranaenses, como Luiz Eduardo Pilati Rosas, apostarem no noroeste mineiro.

"Temos um grande problema naquela região que é a falta de chuvas", observa Rosas, produtor de soja, milho e feijão, atual vice-presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais.

O governo mineiro e a Vale sabem que apenas o suporte financeiro oferecido pelo Banco do Brasil, que disponibilizou R$ 200 milhões em crédito aos agricultores interessados em Minas, e a oferta de infraestrutura não são suficientes para atrair produtores de regiões consolidadas como as paranaenses Cascavel, Londrina e Maringá, às gaúchas Erechim, Ijuí e Passo Fundo.

Fertilizantes

É para flexibilizar a posição de agricultores como Rosas, contudo, que um dos argumentos será o de que o Terminal de Pirapora deve ganhar uma misturadora de fertilizantes. "O complexo é suficiente para receber uma misturadora e o governo de Minas está empenhado em conversar com as empresas para criar essa opção", diz o diretor de comercialização de logística da Vale, Marcello Spinelli.

A unidade abriria espaço para uma maior utilização do corredor da Ferrovia Centro Atlântica. "Seria interessante, porque o Porto de Tubarão tem capacidade para receber a matéria-prima (entre elas, fosfato produzido pela Vale no Peru), utilizando a logística reversa, ou seja, sai o grão e volta o fertilizante ", diz.

Para o agricultor paranaense, que já desenvolveu atividades no Maranhão, uma das novas fronteiras agrícolas do país, a unidade de fertilizantes pode ser um incentivo consistente para fazer o noroeste mineiro entrar no mapa de interesse do setor agrícola brasileiro como opção viável. "O solo é como um guarda-roupas e é preciso saber o que cabe nele, ou seja, se a terra é fértil para produzir. A produção de alimentos será o grande gargalo do mundo, o que vai tornar novas fronteiras viáveis", avalia Rosas.

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Fonte:
Brasil Econômico

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