RS: Estudo orienta produtores na hora de plantar

Publicado em 23/09/2010 08:26
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Levantamento sobre as condições do clima no Rio Grande do Sul apresenta um prognóstico até novembro.
A confirmação da ocorrência do fenômeno La Niña durante a safra 2010/2011 colocou em alerta muitos produtores no Rio Grande do Sul, em função da estiagem e possível redução dos recursos hídricos. Para orientar os agricultores sobre como se precaver e evitar ao máximo possível as perdas, a Secretaria da Agricultura (Seappa) divulgou o prognóstico climático para os meses de setembro a novembro, documento que permitirá a publicação do relatório técnico com as recomendações sobre plantio para as lavouras de soja, arroz e milho. Até o final do mês, os produtores terão esse documento à disposição, para acessar através do site da secretaria, disse o presidente do conselho de Agrometeorologia da Seappa, Fernando Heemann.

A maior preocupação se concentra nos meses de novembro e dezembro, período em que será preciso redobrar os cuidados com as lavouras, pela possível falta de umidade. Tudo indica que o La Niña será de média intensidade, por isso é preciso pensar em alternativas como plantio de variedades mais precoces, disse Heemann.

A análise detalhada dos modelos estatísticos já indica precipitações pouco abaixo do padrão para os próximos meses, pela expansão das anomalias negativas no PacÍfico Central e a tendência de persistência deste sinal. As regiões mais afetadas são a metade Sul e Oeste do Estado, especialmente nos meses de setembro e outubro. Segundo o membro do conselho de Agrometeorologia da Seappa, José Inácio da Silva, em novembro as precipitações tendem a ficar abaixo do padrão em todo o Estado.
Em relação às temperaturas mínimas, a indicação é de variação nos próximos meses, com o mês de setembro abaixo do padrão climatológico, especialmente no Oeste gaúcho. Para o mês de outubro, o modelo indica temperatura mínima acima do padrão e em novembro espera-se variação dentro do padrão climatológico em todo o Estado, disse.

Sobre os dados do mês de agosto, Silva diz que as precipitações estiveram abaixo da média dos últimos 30 anos, já que a taxa normal de chuvas no Estado, nesse período, aponta para índices entre 80 milímetros e 180 milímetros. Em 2010, os níveis foram de 10 a 90 milímetros, cerca de um terço do normal.

De acordo com o informe conjuntural da Emater, as condições climáticas têm beneficiado as culturas em andamento, como é o caso do milho, que teve acelerada a realização da semeadura das lavouras, que ainda se encontram, aproximadamente, 10% defasadas em relação à média histórica. No Noroeste e Alto Uruguai, deverão ser replantadas algumas áreas pontuais, em decorrência da má germinação das plantas, ocorrida pela falta de umidade no início da semeadura.

No caso do trigo, a Emater informou que com a volta das chuvas, houve melhora na evolução das lavouras, já apresentando áreas em fase inicial de enchimento de grãos. Porém, a cultura ainda está, na sua maioria, nos estágios de desenvolvimento e floração. O feijão também foi beneficiado pelas precipitações, que aumentaram a umidade. A única cultura que teve prejuízos foi a de arroz, que se encontra em fase de preparativos para implantação das lavouras. As fortes precipitações na zona Sul e Central do Estado paralisaram os trabalhos de sistematização dos quadros.
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Fonte: Jornal do Comércio

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