Colheitadeiras impulsionam mercado de máquinas agrícolas

Publicado em 27/09/2010 07:39
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Desempenho do setor está 47% superior ao do ano passado, com destaque para as vendas de máquinas de média e alta potência que já somam 60% das negociações.
Até o final do ano devem ser comercializadas cerca de 69 mil máquinas agrícolas no País. O desempenho será perto de 25% maior que no ano passado, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). E isso se deve, principalmente, à retomada do mercado tradicional - tratores de média e alta potência e colheitadeiras. As vendas de máquinas de até 100 cv, que "sustentaram" o setor em 2009, também influenciam o segmento positivamente este ano mas com menor representatividade.

De acordo com Milton Rego, vice-presidente da Anfavea, a proporção de comercialização de máquinas de baixa e alta potência se inverteu este ano. Em 2009, 60% da unidades vendidas foram de baixa, impulsionadas principalmente pelo programa Mais Alimento do governo federal. Nesta temporada, as máquinas de maior força estão somando 60% das vendas.

O Paraná, segundo Milton, se destaca como um dos principais mercados para as máquinas agrícolas. Atualmente detém 25% das vendas de colheitadeiras e 15% da de tratores. Tem como mola propulsora nos últimos anos, conforme ele, o programa Trator Solidário, do governo estadual, que oferece aos pequenos agricultores a possibilidade de adquirir unidades com preços de mercado diferenciado e linha de financiamento própria para sua faixa de renda. O programa, lembra o presidente da Anfavea, serviu como exemplo para a formatação de programas nacionais da mesma linha.

Apesar do bom desempenho do setor de máquinas agrícolas este ano, Milton observa que não se trata de crescimento e sim de recuperação de mercado. Entre 2004 e 2009 o deficit do setor chegou a 25 mil tratores e 15 mil colheitadeiras. Programas de financiamento por meio do Finame, linha de crédito do BNDES com juros e prazos especiais, e pelo Mais Alimento, reforça ele, ajudaram a alavancar o setor, principalmente no período da crise financeira mundial. ""O que está acontecendo é que uma nova fatia de produtores está tendo acesso a esse mercado, uma nova parcela de agricultores está sendo incorporada"", frisa.

Para o representante da Anfavea, ainda é cedo para falar sobre expectativas para 2011, principalmente por conta de mudanças políticas que podem ocorrer nesta eleição. Ele acredita, contudo, que o crescimento será moderado. ""Estamos em um final de ciclo de recuperação que começou em 2005 e agora deveremos voltar ao crescimento sustentável entre 5% e 10% ao ano"".
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Fonte: Folha de Londrina

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