No Rio, Dilma encerra entrevista ao ser questionada sobre polêmica do aborto

Publicado em 06/10/2010 16:58
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Em rápida e confusa coletiva em Duque de Caxias, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, prometeu redução de juros e instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em toda a Baixada Fluminense, caso seja eleita. Acompanhada do governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB), a petista reiniciou sua campanha no segundo turno em região em que Marina Silva (PV) teve um dos seus melhores desempenhos. Ao ser questionada sobre a polêmica em relação ao aborto e à parte do eleitorado evangélico, Dilma encerrou a entrevista e iniciou a carreata que deve passar por três cidades Caxias, Belford Roxo e São João de Meriti.

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Vamos levar para a Baixada as UPPs, afirmou a candidata. Foto: Sergio Moraes/Reuters

Dilma disse que escolheu a Baixada para começar a campanha do segundo turno porque pretende priorizar investimentos em saneamento básico e tratamento de água justamente uma das principais bandeiras de Marina.

O advogado Marcio Silva, que atua na campanha da presidenciável Dilma Rousseff, depôs hoje no inquérito da Polícia Federal que investiga denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. Ele é um dos donos do escritório Trajano & Silva Advogados, onde Israel Guerra, filho da ex-ministra Erenice Guerra, despachava com empresários interessados em fechar negócios com o governo. Na saída, o advogado disse que desconhecia o assunto tratado por Israel e seus clientes, já que as salas de reuniões do escritório são fechadas. Viemos esclarecer que nós não tivemos nenhuma participação. Não sabíamos dessas reuniões e não temos nenhuma relação com as empresas citadas, afirmou referindo-se à MTA e a outras que se beneficiaram do suposto esquema.

Sobre o fato de Israel colocar o endereço do escritório como sendo de sua empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, Márcio disse que alguns colegas advogados (o que não era o caso de Israel, que não é advogado) do Paraná e São Paulo também utilizam a estrutura quando vêm a Brasília. Ele acredita que foi citado nas investigações por ser advogado de uma campanha presidencial. Fora isso, não há outro motivo, reiterou. Segundo ele, as denúncias não têm nenhuma relação com o setor jurídico da campanha da petista.


A cúpula da PMDB, deputados, senadores atuais e reeleitos e governadores estão reunidos em uma manifestação de unidade para a campanha de Dilma Rousseff. Depois de conversar com a candidata, o presidente da Câmara e vice na chapa da petista, Michel Temer, afirmou que já está acertada uma participação mais ativa do PMDB na campanha. Temer contou que conversou com Dilma sobre as críticas que ouviu de peemedebistas sobre a reduzida participação do partido no comando da campanha. Ele foi afirmativo ao dizer que agora participará mais efetivamente.

Temer comentou que o coordenador peemedebista Moreira Franco já está se encontrando com o grupo de coordenação. Me mantive discreto no momento em que não se exigiu muito a minha presença. Não sei se foi erro de coordenação, mas o que ficou acertado agora é que vou participar ativamente. Eu disse que quem está interessado em ganhar essa eleição agora sou eu e o PMDB, afirmou Temer.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que foi derrotado pelo petista Jaques Wagner no primeiro turno para o governo da Bahia, disse que vai se empenhar na campanha. Geddel esteve com Temer no encontro com Dilma. O peemedebista baiano era um dos mais queixosos e que demonstrava mais irritação nos últimos dias. Ele reclamava de que o comando da campanha de Dilma não cumpriu o acordo de tratar de forma igualitária os candidatos da base, nos estados onde havia dois palanques, que foi o caso da Bahia.

Os peemedebistas que chegaram para o encontro afirmavam que, a partir de agora, o partido fará uma mobilização grande, colocando os militantes na rua e o partido empenhado em vencer a eleição.Estávamos assistindo o jogo no banco de reservas, agora vamos entrar em campo, resumiu o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR). O deputado era candidato a vice na chapa de Osmar Dias (PDT), candidato ao governo do Paraná, derrotado no primeiro turno pelo tucano Beto Richa.



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Fonte: O Estado de S. Paulo

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