Cabos eleitorais do PT agridem José Serra no Rio

Publicado em 20/10/2010 14:21 e atualizado em 21/10/2010 10:57
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Serra foi cercado por petistas e levou as mãos à cabeça. Assessores do candidato afirmaram que ele foi atingido por uma bandeirada.

Cabos eleitorais do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, entraram em confronto há pouco com militantes do PT no calçadão de Campo Grande, na zona oeste do Rio, onde o tucano fazia uma caminhada. Serra acusou os petistas pelo início do tumulto. Foi a tropa de choque do PT. Eles são a tropa de choque da mentira e da violência, disse o candidato, que se abrigou em uma farmácia. 

Militantes do PSDB formaram um cordão de isolamento para prosseguir com a caminhada e alguns comerciantes fecharam as portas. Assessores do tucano afirmaram que ele foi atingido por uma bandeirada. Não havia ferimento aparente. Depois da confusão, Serra disse a fotógrafos que não sabia o que o havia atingido, mas que ficou grogue com a pancada.


As pessoas próximas ao local do incidente chegaram a pensar que se tratava de um arrastão.  Dentro de uma farmácia, Serra disse: "Isso já houve várias vezes em São Paulo, como se fosse uma tropa de assalto. O PT tem tropa de choque, mas eu não sei se foi de propósito ou não", afirmou. "Lembra das tropas de assalto dos nazistas? Isso é típico de movimentos fascistas".

Testemunhas disseram que o tucano foi xingado e agredido. Serra se irritou com xingamentos e se virou para os protestos adversários, mas antes de manifestar qualquer reação, o candidato a vice, Indio da Costa (DEM), puxou Serra de volta para a caminhada. Mas, na passagem entre uma banca de jornal e duas drogarias, chegou a haver troca de agressões, quando cabos eleitorais de Dilma fecharam a passagem dos simpatizantes de Serra, que iam sentido à estação de trem de Campo Grande. Com a confusão, mais de 20 lojas fecharam as portas temendo depredações, entre o calçadão de Campo Grande e a rua Viúva Dantas.

Serra, que chegou a ser impedido pelo dono de entrar em uma da lojas para se proteger da confusão, deixou a caminhada depois que foi atingido por um objeto jogado. Segundo um dos seus seguranças, teria sido um rolo, provavelmente de adesivos, que estaria com os militantes do PT. Uma assessora do candidato tucano também afirmou ter levado um soco na boca do estômago durante o tumulto.

Segundo o ambulante Deivid Nilson de Oliveira, 22 anos, que estava exatamente no local que começou o choque, as agressões teriam começado depois que o candidato derrotado a deputado estadual pelo PT, Sandro "Mata Mosquito" puxou uma bandeira dos cabos eleitorais de Serra. Sandro negou, alegando que antes, um de seus cartazes havia sido rasgado por cabos eleitorais do PSDB.

De acordo com outro vendedor, mais adiante, ainda no calçadão, o ex-candidato a deputado estadual Edson Damata (PT) empurrou partidários de Serra, entre eles o filho da deputada estadual eleita Lucinha (PSDB), que tem base eleitoral em Campo Grande. O mesmo vendedor também afirmou que, durante a troca de socos, um militantes do PT saiu com o supercílio cortado.

"Eu estava abraçando o Serra, aí ele levou uma 'bobinada' de fita crepe na cabeça. Eu levei uma paulada de um cabo de vassoura na cabeça", disse o pastor Paulo César Gomes, 54, da Igreja Assembleia de Deus do Poder e Glória.

Os militantes do PT gritavam palavras como assassino, numa referência à demissão de agentes mata-mosquitos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso , sendo respondidos por gritos de simpatizantes do tucano, que chamaram Dilma de assassina, em alusão à sua participação no grupo VAR-Palmares, que cometeu atentados durante a ditadura militar.

Após a pancadaria, depois que Serra deixou o calçadão de Campo Grande, a maior parte dos cabos eleitorais do PT foi embora. Apenas cerca de 30 militantes do PT permaneceram reunidos em grupos, sem gritar as palavras de ordem que entoavam durante a passagem do candidato tucano.

Terminada a confusão, Serra entrou em uma van e só prosseguiu a caminhada minutos depois de outro ponto do bairro.

José Serra protege a cabeça após levar pancada durante confusão com militantes do PT em caminhada na zona oeste do Rio

Serra passa por exame em clínica do Rio

Depois de passar em uma clínica particular em Botafogo, zona sul do Rio, para ser examinado, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, seguiu para o estádio do Maracanã, na zona norte. Serra foi atingido na cabeça por um rolo de fita adesiva arremessado por manifestantes com bandeiras do PT em Campo Grande, no início da tarde. O candidato não sofreu ferimentos graves e manteve a agenda de hoje à tarde no Rio, que deve terminar em uma reunia com militantes tucanos no restaurante Porção Rios, no Flamengo.

O candidato tucano fará uma visita às obras de reforma do estádio. Ao redor do Maracanã, neste momento, há manifestantes com bandeiras do PT e da campanha de Dilma Rousseff.

Tumulto em caminhada de Serra no RJ foi organizado por agentes da saúde

O agente de saúde José Ribamar de Lima, diretor do Sindicato de Agentes de Combate à Endemias, disse que viu "ontem à noite na internet" a informação de que o candidato do PSDB José Serra faria campanha no calçadão de Campo Grande, zona oeste, e organizou, com outros companheiros uma manifestação para protestar contra a presença do tucano.

Segundo Ribamar, cartazes que chamavam Serra de "presidengue" e "o pior ministro da Saúde" foram improvisados na manhã desta quarta-feira. Segundo o sindicalista, "por coincidência", os agentes de saúde encontraram com militantes petistas que panfletavam para a candidata Dilma Rousseff. O encontro de cabos eleitorais de Serra com os petistas provocou uma briga generalizada no calçadão e o próprio candidato foi atingido na cabeça. A assessoria de Serra disse que ele foi ferido por uma bandeira, mas o pastor evangélico Paulo César Gomes, que ajudou a fazer um cordão de proteção a Serra, garantiu ter visto que o tucano foi atingido por um rolo de papelão grosso usado para enrolar adesivos de campanha.

"Nós vimos a agenda do Serra na internet. Ele demitiu mais de cinco mil agentes de saúde e é o culpado pelas vítimas da dengue. Nos sentimos na obrigação de denunciar um ministro que diz ser o melhor do País. Mas os cabos eleitorais deles nos receberam com essa violência", afirmou Ribamar, que continuava no calçadão depois do tumulto, ao lado de alguns colegas que exibiam uma faixa "Serrapresidengue". Ainda no começo da confusão, Serra considerou que este foi um momento mais tenso da campanha de rua.

Comentário de Reinaldo Azevedo:

Os nazistas estão nas ruas! Serra é agredido no Rio. O chefe da facção é o presidente da República

Quando aquele grupo de fascistas foi constranger os donos da gráfica Pana que imprimia o material da Diocese de Guarulhos e que também havia trabalhado para petistas , afirmei que as tropas de assalto dos nazistas estavam nas ruas; comparei a ação do grupo aos métodos da Sturmabteilung, a SA de Ernst Röhm, do tempo em que o nazismo não havia ainda se profissionalizado. Exagero? Eu apenas submeto a uma projeção aquilo que no petismo é ainda incipiente, imaginando, a partir de dados que eles próprios me fornecem , até onde podem chegar.

Hoje, um destacamento da Sturmabteilung (SA) agrediu o tucano José Serra. Agressão física mesmo! O candidato caminhava com partidários e aliados pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, quando se deparou com um grupo de militantes petistas, organizado com a finalidade exclusiva de constranger os tucanos e lhes tirar o direito constitucional de ir e vir. O pessoal da SA tentou impedir a passagem da social-democracia. Houve enfrentamento. Uma bobina de papel atingiu a cabeça de Serra, que chegou a ficar um pouco zonzo e teve de ser atendido no hospital Sorocaba. Pedras foram lançadas contra o grupo, que era acompanhado por repórter que cobriam a caminhada.

Quem é o (i)rresponsável por isso? Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República, cuja retórica de palanque simula uma guerra. Foi ele que, ao abandonar qualquer princípio de decoro a que sua condição obriga, ao renunciar à liturgia própria do cargo para se dedicar à campanha eleitoral mais rasteira, arrastou a disputa para o confronto de rua. Com uma diferença: só os seus brutamontes agridem.

Hoje, exercendo o seu papel predileto, o de vítima, Lula anunciou que a Polícia Federal está investigando ligações de telemarketing contra Dilma. Espero que a PF não esteja, também ela, a serviço do PT. Ou Lula não vai pedir que a polícia investigue os panfletos apócrifos contra Mônica Serra encontrados no QG petista?

Recorrendo à única metáfora em que consegue se expressar com alguma clareza teórica, afirmou: O jogador que quer disputar um título mundial, ele não vai ficar rebolando dentro do campo. Ele vai jogar para marcar gol. Ele vai tirar a bola do adversário. Agora, isso tem de ser feito, mas o baixo nível que a campanha está tomando é uma coisa. Não sei o que quer dizer direito, mas o certo é que esse jogo não supõe tentar quebrar a cabeça do adversário.

A retórica do presidente sempre foi e continua a ser a de um chefe de facção. E sua tropa de choque está nas ruas obedecendo, na prática, ao comando do chefe.

Por Reinaldo Azevedo

TSE mantém programa de Serra que trata José Dirceu como 'membro de quadrilha'

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou liminar pedida pelos advogados de Dilma Rousseff (PT), que pretendiam que o tribunal suspendesse propaganda da coligação tucana que apresenta o ex-ministro José Dirceu (PT) como "membro da quadrilha do mensalão" e afirma que a candidata foi testemunha dele.

A propaganda, que foi ao ar por 24 vezes no domingo, na modalidade inserção, apresenta a imagem de Dilma ao lado de Dirceu, que tem a foto destacada com os dizeres "membro da quadrilha". Em seguida, o programa apresenta uma fotografia do ex-ministro com manchete de jornal em que se lê: "Dilma: Zé Dirceu é uma pessoa injustiçada". Na sequência, aparece outra manchete: "Dirceu: PT terá mais poder com Dilma do que com Lula'.

Dilma e sua coligação afirmaram que a propaganda tem o objetivo de associá-las à prática de crime. No entanto, o relator, ministro Henrique Neves, considerou que a propaganda eleitoral relata imputações que se direcionam exclusivamente a José Dirceu, "as quais se fundamentam em notícias veiculadas pela imprensa bem como em denúncia apresentada pelo Ministério Público, em trâmite no Supremo Tribunal Federal".

Segundo ele, tanto as imagens quanto o áudio da inserção "limitam-se a divulgar o vínculo existente entre José Dirceu e a candidata, sem emitir juízo de valor ou associação, ainda que indireta, entre esta e os atos por ele eventualmente praticados".

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Fonte: O Estado de S. Paulo/Terra/Folha

2 comentários

  • JOÃO CALDERÕN Lauro de Freitas - BA

    Colegas Brasileiros!
    da mesma forma que o MST se apresenta como um Movimento de Baderneiros da Reforma Agraria o PT tem a mesma cor (vermelha) e a mesma cara, muda um pouco, que vezes estão de gravatas.
    Estão fazendo de tudo e mais um pouco para continuar com o osso na boca, e assim, pelo baixo nível em todos os escalões, a partir do Presidente Lula, o comportamento de uma GANG, porém artistas que são, se camuflam em dicursos populistas (Lobos vestidos de Ovelhas).
    Em matéria de oratória essa turma tem nota 10, em matéria de exemplo de moral e de respeito (Falsos Moralistas) tem nota "Zero".
    Olho para o J.Serra e tenho a convicção que Imoralidades não veremos no seu governo.
    Abs,

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  • Valter Antoniassi Fátima do Sul - MS

    Gente é só o que faltava! Daqui a pouco em vez de bobinas de papel,poderão vir tiros,bombas,granadas e etc...E o Serra que se cuide ,pois da naipe desse povo não se espera nada melhor disso...

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