Para sepultar o sonho presidencial de Serra, Lula ressuscitou a oposição

Publicado em 02/11/2010 03:38
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Eu gostaria de uma eleição plebiscitária, ou seja: nós contra eles, pão pão, queijo queijo, desafiou em outubro de 2009 o mais presunçoso dos presidentes, em êxtase com taxas de popularidade anabolizadas por comerciantes de porcentagens. Bastaria ensinar ao país que Dilma Rousseff era o codinome com que disputaria a própria sucessão para que o jogo começasse com o placar já assinalando 80% a 4%. Um oceano de brasileiros felizes contra a poça de insatisfeitos profissionais, imaginou o campeão da bazófia. A goleada estava garantida.

A maior obra de um governo é eleger o sucessor, avisou Lula em fevereiro passado, quando abandonou o emprego para virar animador de palanque fora-da-lei. Nos oito meses seguintes, o chefe de Estado reduzido a chefe de facção atropelou a Constituição, debochou da Justiça Eleitoral, afrontou o Ministério Público, zombou dos adversários, fez o que pôde e tudo o que não podia para impor ao país a vontade do monarca.

Para transformar em herdeira uma formidável nulidade, o presidente de todos os brasileiros açulou a radicalização maniqueísta, abençoou a beligerância das milícias, colocou a administração federal a serviço de uma candidatura, protegeu os estupradores de sigilo fiscal, aplaudiu a produtividade da usina de dossiês e redimiu previamente todos os pecadores para conseguir o que queria. Ganhou a eleição. Mas o Lula que vai deixando o governo é ainda menor do que o que entrou. E não foi pouco o que perdeu.

O país redesenhado pelas urnas do dia 31 informa que a estratégia do nós contra eles foi uma má ideia. Disfarçado de Dilma Rousseff, Lula sepultou os sonhos presidenciais de José Serra. Mas ressuscitou, com dimensões especialmente impressionantes, a oposição que não houve em seus oito anos de reinado. No mundo dos ibopes e sensus, os que não se ajoelham no altar de Lula nunca ultrapassaram a fronteira dos 5%. Sabe-se agora que somam 45% do eleitorado. O Brasil insatisfeito é infinitamente maior que Serra, muito mais combativo que o PSDB. E está disposto a resistir energicamente ao prolongamento da Era da Mediocridade.

Popularidade não rima com voto, reiterou a paisagem eleitoral. No Brasil das pesquisas, Lula vai beirando os 100% de aprovação (ou 103%, se a margem de erro for camarada). Na vida como ela é, a unanimidade foi rebaixada a 56% dos votos válidos. A dupla Lula-Dilma venceu na metade superior do mapa. Foi derrotada na metade muito mais desenvolvida. Os 10 Estados que elegeram candidatos do PSDB e do DEM abrangem 53% do eleitorado.

Se o PSDB não assimilar a partitura composta pela resistência democrática, que destaca enfaticamente valores éticos e morais, vai perder o bonde da história. Os eleitores que não compraram a dupla Lula-Dilma também rejeitam partidos que só agem ─ e com dolorosa timidez ─ quando começa a temporada de caça ao voto. Se os líderes tucanos não aprenderem a opor-se o tempo todo, não haverá ninguém a liderar.

Os brasileiros inconformados descobriram que podem viver sem eles. E sabem o que querem. A grande frente oposicionista só será chefiada por quem souber compreender e interpretar o que pensa.

O PSDB, tão enfraquecido nas eleições para o Congresso e derrotado na disputa presidencial, acabou conquistando o maior número de governos estaduais 8. A grande surpresa, porém, acabou sendo o PSB, que levou 6, mais que os 5 do PT, de quem é aliado tradicional.

Os comentaristas mencionam o fato de que, com isso, o partido poderá adquirir vôo próprio, desligando-se do PT no futuro para se constutir uma espécie de terceira força com alguma consistência ideológica, entre o PT e o PSDB já que o PMDB é uma confederação de interesses regionais sem qualquer traço de programa comum.

Outro dado interessante comentado no vídeo: os partidos de oposição governarão cerca de 100 milhões de brasileiros, enquanto os governistas farão o mesmo com 88 milhões.

Vejam o vídeo:

01/11/2010

 às 20:01 \ Política & Cia

Resultado da enquete: 71% dos eleitores não confiam em nenhum instituto de pesquisa

Amigos, no que depender deste blog, a coisa está feia para os institutos de pesquisa.

Dos 6.865 leitores-eleitores que participaram da enquete que estamos encerrando agora, 4.847 disseram não confiar nos institutos que pesquisaram as intenções de voto nessa eleição sonoros 71% do total.

Entre os institutos, o Datafolha foi considerado o mais confiável, com 14% dos votos. O Ibope e o Vox Populi ficaram empatados com 5% dos votos. Já o Sensus, em último lugar, foi considerado confiável por apenas 294 eleitores, 4% do total.

Mas, vejam vocês, 2% dos participantes da enquete, 155 pessoas, disseram confiar em todos os institutos.

Agora passamos a uma nova enquete, que está aí ao lado.

Com a eleição de Dilma Rousseff, neste domingo dia 31, queremos saber: você acha que a ex-ministra chefe da Casa Civil fará um bom governo? Sim ou não?

A nova enquete já está no ar, participe!

01/11/2010

 às 13:00 \ Política & Cia

Futuro governo começa a operar com a transição, que teve Sarney e Mailson como precursores

Sarney e Mailson: os precursores da transição

Sarney e Mailson, em 1985: os precursores da transição

Eleita Dilma Rousseff, começam a girar as engrenagens de seu futuro governo.

Será nesta sexta-feira, em dependências do Centro Cultural do Banco do Brasil, na Asa Norte, em Brasília, a primeira reunião sobre a transição do governo Lula para o governo da presidente eleita. O ministro-chefe interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, é quem deve comandar a transição pelo lado do governo, e provavelmente o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci será o chefe do grupo de especialistas da presidente eleita.

Técnicos do Ministério do Planejamento e da Casa Civil, alguns deles ex-subordinados de Dilma, já estão operando na coleta de dados sobre a situação geral do governo para passar à equipe da presidente. Por decreto de Lula, o governo destinou 2,8 milhões de reais para os trabalhos da transição, que vão durar dois meses, e a nova presidente poderá nomear até 50 pessoas para trabalhar com ela durante esse período.

TRANSIÇÃO TRANQUILA  Por ser a Dilma, a transição deve ser tranqüila, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Mas o presidente assinou o decreto prevendo a possibilidade de que o eleito fosse também José Serra ou Marina Silva. Em 2002, quando se elegeu pela primeira vez, Lula considerou exemplar a transição do governo FHC para a nova administração, no que seria o início de uma saudável tradição brasileira.

Mas, quando se fala em transição de um governo para outro, é justo, com o auxílio de dois dos participantes, lembrar seus precursores, e eles se chamam José Sarney, presidente da República de 1985 a 1990, e seu último ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega.

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01/11/2010

 às 9:50 \ Política & Cia

Volta de Palocci ao primeiro plano da política significará ressurreição espetacular

Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro

Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi acusado de ser o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro, mas o STF não aceitou denúncia contra ele

Política também se faz com símbolos e com aparências.

A presidente eleita Dilma Rousseff praticamente anunciou ao país, na noite passada, que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci terá papel relevante em seu governo com o simples, mas altamente significativo, gesto de fazer-se acompanhar por ele, e apenas por ele, à chegada ao hotel de Brasília onde faria seu primeiro pronunciamento após a vitória eleitoral.

Palocci sentou-se ao lado da presidente no banco de trás do carro.

Findo o pronunciamento no hotel, a ministra dirigiu-se ao Palácio da Alvorada para encontrar-se com o presidente Lula e lá estava novamente, no banco de trás, o ex-ministro Palocci.

Palocci muito provavelmente será o ministro mais importante do governo Dilma o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência.

Se confirmada, a designação significará uma espetacular ressurreição daquele que, por sua habilidade na condução da economia, no trato com empresários e com o Congresso, vinha sendo considerado por muita gente, até cair em desgraça, a maior revelação de político do PT desde o surgimento do próprio Lula na vida pública.

O CASEIRO FRANCENILDO  Palocci, que como se sabe é médico, pilotou a economia de 1º de janeiro de 2003, dia da posse de Lula no primeiro mandato, até 27 de março de 2006, quando deixou o Ministério da Fazenda no bojo do escândalo da quebra de sigilo bancário de Francenildo Santos Costa, caseiro de uma mansão em Brasília onde supostamente se realizariam acertos irregulares entre funcionários do governo com lobistas, e encontros com garotas de programa. A quebra de sigilo se destinaria a intimidar uma testemunha incômoda.

O ex-ministro seria processado pelo Ministério Público Federal mas, em agosto do ano passado, por 5 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram o pedido de abertura de uma ação penal contra ele.

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, considerou que, a despeito da ocorrência da quebra irregular de sigilo, e de os dados do caseiro terem sido mostrados a Palocci pelo então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, não havia provas suficientes de que o ex-ministro tivesse ordenado a ilegalidade. O processo contra Mattoso prossegue.

Contra o ex-ministro da Fazenda ainda pesam acusações de recebimento de propinas de empresas contratadas pela prefeitura de Ribeirão Preto (SP), cargo que ocupou duas vezes, para uma caixinha destinada a financiar campanhas. As contas do ex-prefeito no período em que teria ocorrido o crime (2001 a 2004), porém, passaram pelo crivo do Tribunal de Contas do Estado e o caso, embora não encerrado, não prosperou.

Eu gostaria de uma eleição plebiscitária, ou seja: nós contra eles, pão pão, queijo queijo, desafiou em outubro de 2009 o mais presunçoso dos presidentes, em êxtase com taxas de popularidade anabolizadas por comerciantes de porcentagens. Bastaria ensinar ao país que Dilma Rousseff era o codinome com que disputaria a própria sucessão para que o jogo começasse com o placar já assinalando 80% a 4%. Um oceano de brasileiros felizes contra a poça de insatisfeitos profissionais, imaginou o campeão da bazófia. A goleada estava garantida.

A maior obra de um governo é eleger o sucessor, avisou Lula em fevereiro passado, quando abandonou o emprego para virar animador de palanque fora-da-lei. Nos oito meses seguintes, o chefe de Estado reduzido a chefe de facção atropelou a Constituição, debochou da Justiça Eleitoral, afrontou o Ministério Público, zombou dos adversários, fez o que pôde e tudo o que não podia para impor ao país a vontade do monarca.

Para transformar em herdeira uma formidável nulidade, o presidente de todos os brasileiros açulou a radicalização maniqueísta, abençoou a beligerância das milícias, colocou a administração federal a serviço de uma candidatura, protegeu os estupradores de sigilo fiscal, aplaudiu a produtividade da usina de dossiês e redimiu previamente todos os pecadores para conseguir o que queria. Ganhou a eleição. Mas o Lula que vai deixando o governo é ainda menor do que o que entrou. E não foi pouco o que perdeu.

O país redesenhado pelas urnas do dia 31 informa que a estratégia do nós contra eles foi uma má ideia. Disfarçado de Dilma Rousseff, Lula sepultou os sonhos presidenciais de José Serra. Mas ressuscitou, com dimensões especialmente impressionantes, a oposição que não houve em seus oito anos de reinado. No mundo dos ibopes e sensus, os que não se ajoelham no altar de Lula nunca ultrapassaram a fronteira dos 5%. Sabe-se agora que somam 45% do eleitorado. O Brasil insatisfeito é infinitamente maior que Serra, muito mais combativo que o PSDB. E está disposto a resistir energicamente ao prolongamento da Era da Mediocridade.

Popularidade não rima com voto, reiterou a paisagem eleitoral. No Brasil das pesquisas, Lula vai beirando os 100% de aprovação (ou 103%, se a margem de erro for camarada). Na vida como ela é, a unanimidade foi rebaixada a 56% dos votos válidos. A dupla Lula-Dilma venceu na metade superior do mapa. Foi derrotada na metade muito mais desenvolvida. Os 10 Estados que elegeram candidatos do PSDB e do DEM abrangem 53% do eleitorado.

Se o PSDB não assimilar a partitura composta pela resistência democrática, que destaca enfaticamente valores éticos e morais, vai perder o bonde da história. Os eleitores que não compraram a dupla Lula-Dilma também rejeitam partidos que só agem ─ e com dolorosa timidez ─ quando começa a temporada de caça ao voto. Se os líderes tucanos não aprenderem a opor-se o tempo todo, não haverá ninguém a liderar.

Os brasileiros inconformados descobriram que podem viver sem eles. E sabem o que querem. A grande frente oposicionista só será chefiada por quem souber compreender e interpretar o que pensa.

Os partidos que mais conquistaram governos estaduais. O PSB é a maior novidade. Veja o vídeo

Augusto Nunes e Ricardo Setti, colunistas do site de VEJA, comentam em video, direto de nosso estúdio em São Paulo, como ficou o mapa do poder nos estados com os resultados eleitorais.

O PSDB, tão enfraquecido nas eleições para o Congresso e derrotado na disputa presidencial, acabou conquistando o maior número de governos estaduais 8. A grande surpresa, porém, acabou sendo o PSB, que levou 6, mais que os 5 do PT, de quem é aliado tradicional.

Os comentaristas mencionam o fato de que, com isso, o partido poderá adquirir vôo próprio, desligando-se do PT no futuro para se constutir uma espécie de terceira força com alguma consistência ideológica, entre o PT e o PSDB já que o PMDB é uma confederação de interesses regionais sem qualquer traço de programa comum.

Outro dado interessante comentado no vídeo: os partidos de oposição governarão cerca de 100 milhões de brasileiros, enquanto os governistas farão o mesmo com 88 milhões.

Vejam o vídeo:

Amigos, no que depender deste blog, a coisa está feia para os institutos de pesquisa.

Dos 6.865 leitores-eleitores que participaram da enquete que estamos encerrando agora, 4.847 disseram não confiar nos institutos que pesquisaram as intenções de voto nessa eleição sonoros 71% do total.

Entre os institutos, o Datafolha foi considerado o mais confiável, com 14% dos votos. O Ibope e o Vox Populi ficaram empatados com 5% dos votos. Já o Sensus, em último lugar, foi considerado confiável por apenas 294 eleitores, 4% do total.

Mas, vejam vocês, 2% dos participantes da enquete, 155 pessoas, disseram confiar em todos os institutos.

Agora passamos a uma nova enquete, que está aí ao lado.

Com a eleição de Dilma Rousseff, neste domingo dia 31, queremos saber: você acha que a ex-ministra chefe da Casa Civil fará um bom governo? Sim ou não?

A nova enquete já está no ar, participe!

Sarney e Mailson: os precursores da transição

Sarney e Mailson, em 1985: os precursores da transição

Eleita Dilma Rousseff, começam a girar as engrenagens de seu futuro governo.

Será nesta sexta-feira, em dependências do Centro Cultural do Banco do Brasil, na Asa Norte, em Brasília, a primeira reunião sobre a transição do governo Lula para o governo da presidente eleita. O ministro-chefe interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, é quem deve comandar a transição pelo lado do governo, e provavelmente o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci será o chefe do grupo de especialistas da presidente eleita.

Técnicos do Ministério do Planejamento e da Casa Civil, alguns deles ex-subordinados de Dilma, já estão operando na coleta de dados sobre a situação geral do governo para passar à equipe da presidente. Por decreto de Lula, o governo destinou 2,8 milhões de reais para os trabalhos da transição, que vão durar dois meses, e a nova presidente poderá nomear até 50 pessoas para trabalhar com ela durante esse período.

TRANSIÇÃO TRANQUILA  Por ser a Dilma, a transição deve ser tranqüila, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Mas o presidente assinou o decreto prevendo a possibilidade de que o eleito fosse também José Serra ou Marina Silva. Em 2002, quando se elegeu pela primeira vez, Lula considerou exemplar a transição do governo FHC para a nova administração, no que seria o início de uma saudável tradição brasileira.

Mas, quando se fala em transição de um governo para outro, é justo, com o auxílio de dois dos participantes, lembrar seus precursores, e eles se chamam José Sarney, presidente da República de 1985 a 1990, e seu último ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega.

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Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiroOs partidos que mais conquistaram governos estaduais. O PSB é a maior novidade. Veja o vídeo

Augusto Nunes e Ricardo Setti, colunistas do site de VEJA, comentam em video, direto de nosso estúdio em São Paulo, como ficou o mapa do poder nos estados com os resultados eleitorais.

O PSDB, tão enfraquecido nas eleições para o Congresso e derrotado na disputa presidencial, acabou conquistando o maior número de governos estaduais 8. A grande surpresa, porém, acabou sendo o PSB, que levou 6, mais que os 5 do PT, de quem é aliado tradicional.

Os comentaristas mencionam o fato de que, com isso, o partido poderá adquirir vôo próprio, desligando-se do PT no futuro para se constutir uma espécie de terceira força com alguma consistência ideológica, entre o PT e o PSDB já que o PMDB é uma confederação de interesses regionais sem qualquer traço de programa comum.

Outro dado interessante comentado no vídeo: os partidos de oposição governarão cerca de 100 milhões de brasileiros, enquanto os governistas farão o mesmo com 88 milhões.

Vejam o vídeo:

Resultado da enquete: 71% dos eleitores não confiam em nenhum instituto de pesquisa

Amigos, no que depender deste blog, a coisa está feia para os institutos de pesquisa.

Dos 6.865 leitores-eleitores que participaram da enquete que estamos encerrando agora, 4.847 disseram não confiar nos institutos que pesquisaram as intenções de voto nessa eleição sonoros 71% do total.

Entre os institutos, o Datafolha foi considerado o mais confiável, com 14% dos votos. O Ibope e o Vox Populi ficaram empatados com 5% dos votos. Já o Sensus, em último lugar, foi considerado confiável por apenas 294 eleitores, 4% do total.

Mas, vejam vocês, 2% dos participantes da enquete, 155 pessoas, disseram confiar em todos os institutos.

Agora passamos a uma nova enquete, que está aí ao lado.

Com a eleição de Dilma Rousseff, neste domingo dia 31, queremos saber: você acha que a ex-ministra chefe da Casa Civil fará um bom governo? Sim ou não?

A nova enquete já está no ar, participe!

Sarney e Mailson: os precursores da transição

Sarney e Mailson, em 1985: os precursores da transição

Eleita Dilma Rousseff, começam a girar as engrenagens de seu futuro governo.

Será nesta sexta-feira, em dependências do Centro Cultural do Banco do Brasil, na Asa Norte, em Brasília, a primeira reunião sobre a transição do governo Lula para o governo da presidente eleita. O ministro-chefe interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, é quem deve comandar a transição pelo lado do governo, e provavelmente o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci será o chefe do grupo de especialistas da presidente eleita.

Técnicos do Ministério do Planejamento e da Casa Civil, alguns deles ex-subordinados de Dilma, já estão operando na coleta de dados sobre a situação geral do governo para passar à equipe da presidente. Por decreto de Lula, o governo destinou 2,8 milhões de reais para os trabalhos da transição, que vão durar dois meses, e a nova presidente poderá nomear até 50 pessoas para trabalhar com ela durante esse período.

TRANSIÇÃO TRANQUILA  Por ser a Dilma, a transição deve ser tranqüila, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Mas o presidente assinou o decreto prevendo a possibilidade de que o eleito fosse também José Serra ou Marina Silva. Em 2002, quando se elegeu pela primeira vez, Lula considerou exemplar a transição do governo FHC para a nova administração, no que seria o início de uma saudável tradição brasileira.

Mas, quando se fala em transição de um governo para outro, é justo, com o auxílio de dois dos participantes, lembrar seus precursores, e eles se chamam José Sarney, presidente da República de 1985 a 1990, e seu último ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega.

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Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro

Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi acusado de ser o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro, mas o STF não aceitou denúncia contra ele

Política também se faz com símbolos e com aparências.

A presidente eleita Dilma Rousseff praticamente anunciou ao país, na noite passada, que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci terá papel relevante em seu governo com o simples, mas altamente significativo, gesto de fazer-se acompanhar por ele, e apenas por ele, à chegada ao hotel de Brasília onde faria seu primeiro pronunciamento após a vitória eleitoral.

Palocci sentou-se ao lado da presidente no banco de trás do carro.

Findo o pronunciamento no hotel, a ministra dirigiu-se ao Palácio da Alvorada para encontrar-se com o presidente Lula e lá estava novamente, no banco de trás, o ex-ministro Palocci.

Palocci muito provavelmente será o ministro mais importante do governo Dilma o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência.

Se confirmada, a designação significará uma espetacular ressurreição daquele que, por sua habilidade na condução da economia, no trato com empresários e com o Congresso, vinha sendo considerado por muita gente, até cair em desgraça, a maior revelação de político do PT desde o surgimento do próprio Lula na vida pública.

O CASEIRO FRANCENILDO  Palocci, que como se sabe é médico, pilotou a economia de 1º de janeiro de 2003, dia da posse de Lula no primeiro mandato, até 27 de março de 2006, quando deixou o Ministério da Fazenda no bojo do escândalo da quebra de sigilo bancário de Francenildo Santos Costa, caseiro de uma mansão em Brasília onde supostamente se realizariam acertos irregulares entre funcionários do governo com lobistas, e encontros com garotas de programa. A quebra de sigilo se destinaria a intimidar uma testemunha incômoda.

O ex-ministro seria processado pelo Ministério Público Federal mas, em agosto do ano passado, por 5 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram o pedido de abertura de uma ação penal contra ele.

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, considerou que, a despeito da ocorrência da quebra irregular de sigilo, e de os dados do caseiro terem sido mostrados a Palocci pelo então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, não havia provas suficientes de que o ex-ministro tivesse ordenado a ilegalidade. O processo contra Mattoso prossegue.

Contra o ex-ministro da Fazenda ainda pesam acusações de recebimento de propinas de empresas contratadas pela prefeitura de Ribeirão Preto (SP), cargo que ocupou duas vezes, para uma caixinha destinada a financiar campanhas. As contas do ex-prefeito no período em que teria ocorrido o crime (2001 a 2004), porém, passaram pelo crivo do Tribunal de Contas do Estado e o caso, embora não encerrado, não prosperou.

Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi acusado de ser o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro, mas o STF não aceitou denúncia contra ele

Política também se faz com símbolos e com aparências.

A presidente eleita Dilma Rousseff praticamente anunciou ao país, na noite passada, que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci terá papel relevante em seu governo com o simples, mas altamente significativo, gesto de fazer-se acompanhar por ele, e apenas por ele, à chegada ao hotel de Brasília onde faria seu primeiro pronunciamento após a vitória eleitoral.

Palocci sentou-se ao lado da presidente no banco de trás do carro.

Findo o pronunciamento no hotel, a ministra dirigiu-se ao Palácio da Alvorada para encontrar-se com o presidente Lula e lá estava novamente, no banco de trás, o ex-ministro Palocci.

Palocci muito provavelmente será o ministro mais importante do governo Dilma o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência.

Se confirmada, a designação significará uma espetacular ressurreição daquele que, por sua habilidade na condução da economia, no trato com empresários e com o Congresso, vinha sendo considerado por muita gente, até cair em desgraça, a maior revelação de político do PT desde o surgimento do próprio Lula na vida pública.

O CASEIRO FRANCENILDO  Palocci, que como se sabe é médico, pilotou a economia de 1º de janeiro de 2003, dia da posse de Lula no primeiro mandato, até 27 de março de 2006, quando deixou o Ministério da Fazenda no bojo do escândalo da quebra de sigilo bancário de Francenildo Santos Costa, caseiro de uma mansão em Brasília onde supostamente se realizariam acertos irregulares entre funcionários do governo com lobistas, e encontros com garotas de programa. A quebra de sigilo se destinaria a intimidar uma testemunha incômoda.

O ex-ministro seria processado pelo Ministério Público Federal mas, em agosto do ano passado, por 5 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram o pedido de abertura de uma ação penal contra ele.

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, considerou que, a despeito da ocorrência da quebra irregular de sigilo, e de os dados do caseiro terem sido mostrados a Palocci pelo então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, não havia provas suficientes de que o ex-ministro tivesse ordenado a ilegalidade. O processo contra Mattoso prossegue.

Contra o ex-ministro da Fazenda ainda pesam acusações de recebimento de propinas de empresas contratadas pela prefeitura de Ribeirão Preto (SP), cargo que ocupou duas vezes, para uma caixinha destinada a financiar campanhas. As contas do ex-prefeito no período em que teria ocorrido o crime (2001 a 2004), porém, passaram pelo crivo do Tribunal de Contas do Estado e o caso, embora não encerrado, não prosperou.

(Por Ricardo Setti)

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Fonte: Blog Augusto Nunes (Veja)

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