Dilma fala em redução gradual do juro ao consumidor

Publicado em 02/11/2010 21:28
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Segundo a presidente eleita, a diminuição será possível com a redução da dívida na relação com o PIB

A presidente eleita Dilma Rousseff avalia que a redução da dívida pública deve contribuir para a diminuição do juro ao consumidor final. "Essa trajetória de queda da relação da dívida com PIB, quanto mais cair, mais teremos condição de reduzir juros", disse nesta terça-feira em entrevista de TV ao Jornal da Band. 

Dilma admitiu que é grande a distância entre o juro básico da economia (a Selic) e a taxa cobrada pelos bancos ao tomador final. Para ela, no entanto, a tendência é de redução, ainda que gradualmente. 

"O objetivo é que (a redução) seja feita de forma sustentável. Não há razão para uma discrepância entre taxa de juro base (Selic) e taxas ao consumo", afirmou, lembrando que a taxa de inadimplência no Brasil é pequena inclusive para padrões internacionais.

Dilma nega que Lula adotará 'saco de maldades' para ajudá-la

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) negou que o seu padrinho político e atual ocupante do cargo, Luiz Inácio Lula da Silva, irá antecipar medidas duras e impopulares para evitar um desgaste dela no começo do seu governo.

"Eu só vou querer coisas que sejam necessárias. Então, é necessário que a gente avalie a situação para a gente tomar medidas. Não acredito que o presidente vai tomar medidas duras. O presidente vai fazer aquilo que ele tem que fazer. Não tem o menor sentido tomar um saco de maldades", afirmou Dilma, em entrevista ao "Jornal do SBT".


No entanto, Dilma admitiu que pode haver mudanças na política econômica até o final do ano.

"Olha, o que acho que pode ter modificações agora, porque nós vamos botar o orçamento. Sempre que você bota o orçamento, tem que fazer ajustes."

Entre as medidas duras que Lula poderá tomar é negar o pedido Judiciário para que seja concedido um reajuste de 56% ao funcionalismo público dessas categorias. Há projeto no Congresso tramitando nesse sentido.

Lula pode assumir o desgaste de bancar um reajuste menor, concedendo a inflação no período. O presidente também está disposto a negociar com o Congresso um orçamento menor.

A ideia é aproveitar a alta popularidade de Lula para tomar decisões que possam ser desagradáveis.

Como na entrevista ao "Jornal da Band" dada hoje, Dilma afirmou que vai negociar ainda neste ano com as centrais sindicais o reajuste do salário mínimo.

"É um processo de discussão que vai ser aberto e a gente vai ter que chegar um acordo."

Ao comentar sobre a saúde, ela disse que a situação está desiquilibrada e prometeu mais leitos e centrais de atendimento.

"Essa situação não se resolve na base da mágica", disse.

Sobre a questão tributária, ela afirmou que irá trabalhar para reduzir os encargos na folha de pagamento.

"Você pode ter uma diminuição que permita a melhorai nas condições de produtividade."

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Fonte: O Estado de S. Paulo/Folha

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