Venda de adubos retorna a patamares normais

Publicado em 13/11/2010 03:37
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por Mauro Zafalon, vai-e-vem das commodities

Os números do setor de adubos e fertilizantes são impressionantes. As importações somaram US$ 720 milhões no mês passado, com evolução média diária de 36% em relação à do mesmo período de 2009. Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
Já as importações acumuladas de janeiro a setembro, em volume, somaram 10,7 milhões de toneladas, 35% mais do que nos nove primeiros meses do ano passado, conforme informações da Anda (Associação Nacional para a Difusão de Adubos).
Apesar dessa indicação de aquecimento, o setor está apenas retornando aos patamares normais anteriores à crise financeira.
Com a melhora dos preços internacionais, a demanda está melhor, concorda David Roquetti Filho, diretor-executivo da Anda. A procura aumentou, principalmente por parte dos produtores que postergaram a compra para o segundo semestre.
Os números deste ano mostram alta sobre os de 2009, mas ainda indicam queda em relação aos de 2008 e aos de 2007, avalia o executivo. A entrega de adubo até setembro somou 16,7 milhões de toneladas, 8% menos do que em 2008.
Utilizando dados da RC Consultores, Roquetti diz que a distribuição de adubos neste ano deverá ser de 23,5 milhões de toneladas, podendo subir para 24,5 milhões no próximo.
Se confirmados, esses valores são bem superiores aos 22,5 milhões de 2009, mas ainda ficam abaixo dos 24,6 milhões de 2007.
O melhor cenário de preços neste segundo semestre deu ânimo maior aos produtores, que devem usar mais insumos nas lavouras.
As perspectivas são de maior utilização de fertilizantes também na safra do próximo ano.
Renovação dos canaviais e maiores cuidados com café, soja e milho devem gerar uma demanda maior de fertilizantes no país.

Boi firme Os pecuaristas devem avaliar com calma os frigoríficos da sua região e negociar o boi gordo pela melhor oferta. Sem desespero. A tendência é que os preços permaneçam firmes pelo menos até dezembro. 

Ainda em alta A avaliação é Ian Hill, da Agropecuária Jacarezinho. "Não me surpreenderei se a atual cotação [média de R$ 112 por arroba, em São Paulo] subir ainda mais, mesmo que lentamente, nas próximas semanas." 

Bebendo melhor O brasileiro ainda toma pouco vinho. O consumo per capita mantém-se em torno de três litros por ano. Mas, na avaliação de Franco Perini, da Vinícola Perini, o consumidor nacional está bebendo melhor. 

Saudáveis "O brasileiro volta suas atenções para o consumo de bebidas saudáveis. Vinhos e sucos são opções", ressalta Perini. Com isso, as vinícolas brasileiras aumentam as vendas, principalmente as de espumantes finos. 

Ovinos Em cinco anos, o Brasil deverá ser autossuficiente na produção de ovinos, acredita Paulo Schwab, presidente da Arco (Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos). 

Regular Schwab acredita que o país possa chegar a 50 milhões de cabeças nesse período, o que garantiria uma produção que sustenta o consumo regular o ano todo, sem sobressaltos.

Com KARLA DOMINGUES

OLHO NO PREÇO COTAÇÕES 

Mercado Interno 
BOI GORDO 

(arroba em SP) R$ 109,30 
SUÍNO 
(arroba em SP) R$ 66,00 

Chicago 
MILHO 

(US$ por bushel) 5,34 
SOJA 
(US$ por bushel) 12,7 

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Fonte: Folha de S. Paulo

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