Campanha tenta salvar escola do MST

Publicado em 28/11/2010 07:51 308 exibições
TCU determinou que a Associação Nacional de Cooperação Agrícola devolva R$ 3,42 mi em razão de suposto desvio

Uma campanha se espalhou entre movimentos sociais e entidades ligadas a grupos de esquerda, sindicatos e universidades para contornar a crise da Escola Nacional Florestan Fernandes.
A escola do MST, alcunha que a direção da entidade rejeita, foi criada em 2005 em Guararema (SP). Custou cerca de R$ 3,5 milhões, financiados pela União Europeia, pelo MST e pelas ONGs cristãs Caritas (Alemanha) e Frères Des Hommes (França).
Houve campanhas com apoio de Chico Buarque, José Saramago e Sebastião Salgado. Em cinco anos, quase 20 mil pessoas passaram pelos cursos e eventos na entidade.
Recentemente, a escola ganhou visibilidade quando, em viagem ao Brasil, o ator Benicio Del Toro a visitou e usou um boné do MST.
Agora, segundo mensagem na internet, a escola corre o risco de fechar. Um grupo vem fazendo campanhas de doações para manter a estrutura funcionando. No texto, a Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes não indica a razão da crise, mas aponta um "estrangulamento" do MST.
No próximo sábado, a associação promoverá uma visita coletiva para explicar o projeto e arregimentar colaboradores. A Folha tentou falar com a direção da escola e da associação, mas ninguém quis comentar a crise.
Sucessivas decisões do Tribunal de Contas da União vêm bloqueando repasses a ONGs e cooperativas dirigidas pelo MST. Em 28 de setembro, o TCU condenou a Associação Nacional de Cooperação Agrícola a devolver R$ 3,42 milhões por conta de suposto desvio de recursos. Cabe recurso da decisão.
O dinheiro deveria ser usado para capacitar cerca de 30 mil jovens e adultos, mas, segundo o TCU, não foi o que ocorreu. Parte do dinheiro (R$ 159 mil) foi usado para financiar um evento na escola.

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Fonte:
Folha de S. Paulo

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