CNA fará estudo sobre carência de mão de obra no campo

Publicado em 20/12/2010 07:38 240 exibições
A carência de mão de obra no campo será avaliada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) num estudo que deve ser feito em 2011. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, afirmou que o estudo sobre o "apagão de mão de obra no campo" medirá a qualidade atual da mão de obra e indicará o nível de estudo "da porteira para dentro".

"Formamos um milhão de pessoas por ano, mas não chega nem perto do necessário. Queremos medir a qualidade atual da mão de obra", disse a senadora. "Precisamos saber o que precisa ser feito para melhorar os níveis de mão de obra nas fazendas", completou.

Em entrevista coletiva para detalhar o documento "Perspectivas para 2011 e Balanço para 2010", a presidente da CNA disse que vai propor à Confederação Nacional da Indústria (CNI) uma parceria para avaliar, também, o nível de capacitação nas agroindústrias.

Ao falar sobre a inflação, durante a entrevista coletiva, a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos, lembrou que esse é um tema que causa preocupação. “O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar o ano em 6% e as previsões para 2011 são de 5,4%, acima da meta de inflação”, afirmou.

Para a superintendente, o impacto do item alimentos nos índices de inflação vai diminuir a partir de março, quando a safra de grãos começar a ser colhida. A superintendente lembrou que boa parte da demanda por alimentos vem do mercado interno, reflexo do aumento da renda e da geração de empregos.

Apesar do cenário relativamente positivo previsto para 2011, a presidente da CNA avaliou que o dólar desvalorizado preocupa, pois esse fator baixa os preços dos produtos brasileiros na comparação com outros países.

"A artificialidade da moeda chinesa tem arrasado a todos. Os Estados Unidos jamais deixarão de emitir moeda. Portanto, a China que deveria redirecionar sua economia e faria isso por conta do mercado interno que tem e da grande poupança interna. Mas a China não se dispõe. Está se dizendo disposta [a valorizar sua moeda] de forma muito vagarosa", avaliou.

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CNA

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