Appa registra importação recorde de fertilizantes

Publicado em 18/02/2011 12:35 707 exibições
Só em janeiro de 2011, foram importadas 750 mil toneladas do produto, maior marca registrada pelo Porto na história. Alta no preço das comodities está incentivando a compra de insumos agrícolas.
A importação de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina, no mês de janeiro, foi 76% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado. Foram 750 mil toneladas de fertilizantes importados, a melhor marca alcançada pelos portos paranaenses na história.

Para dar vazão à demanda, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está atracando, simultaneamente, até cinco navios para descarga de fertilizantes, apesar de existirem no cais comercial apenas dois berços preferenciais à movimentação do produto. Fora isso, o Porto dispõe ainda do terminal da Fospar, exclusivo para movimentação de fertilizantes e desde setembro de 2010, o terminal da Ponta do Félix, em Antonina, também está movimentando fertilizantes em dois berços de atracação.

“Estamos procurando adequar da melhor maneira possível nossa logística para atender esta demanda. Hoje, nossa produção diária está variando entre 20 e 25 mil toneladas por dia só no cais comercial e sem chuva”, explicou o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron.

De acordo com Dicesar Santiago de Souza, diretor para assuntos portuários do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), a principal explicação para a alta nas importações de fertilizantes é o aumento de preço das comodities (soja e milho) no mercado externo. “A alta nos preços está causando uma maior procura para plantar a safrinha. O produtor quer aproveitar o bom preço do milho no mercado internacional”, explicou.
Com o preço do fertilizante praticamente estável e alta no preço das comodities, o produtor quer adubar mais a terra, aumentar a produção e a lucratividade. Outra explicação para a alta nas importações de fertilizantes é que muitos produtores resolveram adiantar a compra de insumos para a safra de verão 2011/2012. De acordo com o diretor do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Otimar Hubner, o preço atrativo das comodities no mercado externo tem incentivado os produtores a refazerem seus estoques. “Os insumos importados ainda serão processados. Por isso, o agricultor precisa comprar já o fertilizante, para quando chegar a época do plantio, em julho, agosto e setembro, já estar preparado”, explicou.

Chuva – As condições climáticas dos últimos meses tem afetado em partes a importação de fertilizantes. 30% do mês de dezembro de 2009 foi de chuva, prejudicando a descarga dos fertilizantes. Com isso, houve maior demora na descarga do produto em Paranaguá. Mesmo assim, a produtividade atingida pelo Porto de Paranaguá em janeiro foi alta. “O Porto atingiu médias de meses como julho e agosto, quando chove muito menos”, disse diretor do Sindiadubos.

O Porto de Paranaguá é o porto que mais importa fertilizantes no Brasil. Em 2010, a Appa registrou o recebimento de 7,2 milhões de toneladas do produto, volume 47% superior ao registrado em 2009 quando o mercado começou a se recuperar da crise que atingiu o setor em 2008.

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Appa

2 comentários

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Caro Paulo Roberto, não é só "petulância" de querer ser o Celeiro do Mundo, é IGNORÂNCIA mesmo! Produzimos mal apenas 150 milhões de t enquanto que China, India e EUA ultrapassam, 400, 500, 600 milhões de toneladas. Não temos Potássio a não ser a 1.000 m de profundidade. Fosfatos? Só "moendo" pedras a um custo caríssimo, da finura do cimento, colocando este pó dentro de enormes tanques com água, insuflando ar de baixo para cima para fazer espuma que coletamos para secar para em seguida aplicar enxôfre (que também não temos) na forma de Ácido Sulfúrico, fabricando desnecessariamente Ácido Fosfórico e "sobrando" montanhas de gêsso, que mais tarde pagamos um caminhão para trazê-lo para nossa lavoura, sendo que podia ter vindo junto do adubo... nós não damos nenhuma demonstração de povo sério!"... como sempre comemos farinha de mandioca e arrotamos caviar.... Eita Brasil, ziu! ziu! ziu! ziu! ziu! Enquanto isto no estrangeiro temos Minas de Potássio a céu aberto e fosfato sedimentar a céu aberto também, é só pegar a Pá Carregadeira e encher o Caminhão e transformar. Quem já não comprou Fosfato da Carolina do Norte ou do Marrocos? Nós temos duas Minas dessas, a de Jacupiranga em São Paulo cujo resto estão deixando para fabricar Sal Mineral (Baixo Flúor) e a nossa grande está debaixo da cidade de Olinda em Pernambuco, tombada pelo Patrimonio Histórico.... duvida que esteja perdida? Mas continuamos arrotando caviar... (Moer pedra como se faz em Catalão, GO - basáltica, só com energia subsidiada, se não, não dá e mesmo assim é caro)

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, esta noticia vem corroborar minha hipótese . Como temos a "petulância" de querer ser o CELEIRO DO MUNDO, se somos dependentes de "insumos" para a produção, que "gostam" de "andar" na MONTANHA RUSSA !!. As jazidas dos fertilizantes já foram "descobertas" no solo pátrio , faltam "patriotas" para explorá-las !!. O montante dos investimentos para a implantação desses parques industriais são proibitivos ao CAPITAL NACIONAL ? ou este setor está "marcado" como um território "exclusivo" às transacionais ??. Chega de perguntas por hoje !!! . ....." E VAMOS EM FRENTE ! ! ! " ...

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