Máquinas agrícolas: Expansão requer renovação da frota

Publicado em 17/05/2011 08:05 469 exibições
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), apresentou ontem (16) um cenário extremamente favorável às fabricantes de máquinas e implementos agrícolas com revendas em Mato Grosso. Nos próximos cinco anos, o Estado terá de renovar seu parque de máquinas para dar suporte à expansão da sojicultura. Pelo balanço do Instituto, serão necessários neste período – uma estima - 3.169 tratores e 2.288 colheitadeiras, volume que renovaria em 100% a frota atual.

Conforme o Imea, nos próximos cinco anos a área de soja deverá crescer em torno de 2,5% ao ano, por meio do aproveitamento da cultura em áreas de pastagens degradadas. Para dar suporte à expansão, sojicultores precisarão investir em tecnologia e isso implica na renovação do parque de máquinas, especialmente com a aquisição de tratores e colheitadeiras.

Os dados fazem parte do levantamento que apontou a atual situação do “parque de máquinas” de Mato Grosso. O estudo foi encomendado pela Famato com o objetivo de verificar a quantidade real de máquinas usadas nas lavouras mato-grossenses e a projeção para os próximos cinco anos.

O superintendente do Imea, Otavio Celidônio, afirma que existe muita pastagem que pode ser convertida para produção agrícola. Mas, para que isso aconteça, as instituições financeiras terão de disponibilizar novas linhas de crédito e as indústrias de máquinas precisarão se preparar para atender à demanda do setor produtivo. “É fundamental a renovação do parque de máquinas de Mato Grosso, pois as máquinas antigas geram custos altos e provocam perdas de produtividade. Então, o produtor precisa de novas máquinas para evitar perdas e maximizar os lucros”.

Segundo o diretor-executivo da Famato, Seneri Paludo, outro desafio será trazer as indústrias de tratores e colheitadeiras para Mato Grosso. “A gente tem de trabalhar essa estratégia juntamente com o governo estadual para trazer cada vez mais essas empresas. Isso vai favorecer redução de preços e vai gerar divisas de capital ao Estado”.

O estudo concluiu também que a comercialização de máquinas agrícolas acompanhou o crescimento anual da área de plantio em 2004. Naquele ano, com a crise que atingiu a agricultura em função do descompasso entre cotações e custo de produção – com a explosão do dólar -, a correlação entre vendas de máquinas e preço médio da soja caiu consideravelmente. Isso significa que até 2004 a área de soja crescia em função dos preços da commodity e, consequentemente, havia necessidade de aumentar o parque de máquinas para atender a produção de larga escala. Após esse período, em função da falta de liquidez, o investimento em máquinas em Mato Grosso diminuiu.

BALANÇO - De 1995 até 2003 as vendas de tratores e colheitadeiras cresceram 686% e 432%, respectivamente. De 2004 a 2009, o resultado foi o oposto. Neste período a comercialização de tratores reduziu 46% e a venda de colheitadeiras caiu 41%. Esses resultados, segundo o Imea, também consideram a entrada de maquinário de outros estados – o que representa 10% do total que foi oficialmente vendido em Mato Grosso.

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Diário de Cuiabá

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