Produtor Rural de Sinop/MT faz greve de fome no TJ de Cuiabá contra venda de sentenças

Publicado em 21/10/2011 14:01 e atualizado em 21/10/2011 14:43 547 exibições
O produtor rural Clayton Arantes, de 52 anos, está acampado em frente ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e iniciou uma greve de fome às 7h30 de ontem como forma de protesto contra o que ele chamou de "máfia dos mercadores de sentenças" na comarca da cidade de Sinop, município a 500 km de Cuiabá.

Arantes afirma que essa "máfia" seria liderada pelo juiz Paulo Martini, da 1ª e 2ª Varas da Comarca. Se sentindo injustiçado, o produtor diz que quer "ter o direito de ser julgado por um magistrado imparcial".

O produtor disse ainda que todos os processos de denúncias contra produtores rurais de Sinop acabam sendo julgados por Martini, o que torna as decisões arbitrárias.

O processo que envolve Clayton Arantes é referente a desapropriação de 20% de sua propriedade - cerca de 968 hectares, avaliada em R$ 15 milhões - sendo essa, sua área produtiva.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Cláudio Stábile, confirmou que pedirá o afastamento do juiz Paulo Martini, acusado de venda de sentenças e de arbitrariedades contra advogados, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Veja mais informações na notícia da Folha de S. Paulo.

Leia também a notícia do site Olhar Direto sobre o afastamento do afastamento do juíz Paulo Martini pedido pelo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Clique no título e veja a notícia na íntegra.

>> OAB de Mato Grosso pedirá afastamento de juiz ao CNJ

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Cláudio Stábile, confirmou em entrevista ao Olhar Direto que pedirá o afastamento do juiz Paulo Martini, da Primeira Vara da Comarca Cível de Sinop, acusado de venda de sentenças e de arbitrariedades contra advogados, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Martini é acusado pelo produtor rural Clayton Arantes de venda de sentença e abuso de poder.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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