Chicago: Otimismo vindo da Europa anima mercado de grãos

Publicado em 24/10/2011 07:11 e atualizado em 24/10/2011 09:50 1052 exibições
A semana começou bastante positiva para o complexo de grãos na Bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira, por volta das 7h44 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja já somavam altas de mais de 15 pontos. O milho e o trigo acompanhavam o avanço e também registravam significativas altas depois das perdas recentes da última semana. Acompanhe as cotações, em tempo real, nas tabelas ao lado.

O principal termômetro para os negócios entre as commodities têm sido, há algum tempo, o andamento do mercado financeiro e da evolução dos planos para conter a crise na Zona do Euro.

As expectativas nesse início de semana são bastante positivas após a reunião da cúpula da União Europeia que aconteceu nesse domingo (23). A informação, segundo uma notícia no site do Estadão, é de os líderes anunciaram estar próximos de um acordo para frear a crise e que o anúncio do mesmo pode ser feito na quarta-feira (26).

Um dos principais pilares do pacote de medidas já foi praticamente selado e finalizado: a recapitalização dos bancos em mais de 100 bilhões. Porém, alguns líderes falaram em um provável pedido de auxílio ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para que essas medidas possam se concretizar.

"A ideia é a de ter até quarta-feira um ambicioso pacote de medidas para salvar a estabilidade do mundo", disse José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia.

Frente a boas expectativas, as commodities operam no azul com os traders mais aptos ao risco e com o temor reduzido de que uma desaceleração na economia poderia reduzir a demanda mundial por matérias-primas.

"Estamos vendo as commodities avançando hoje e isso simplesmente reflete o otimismo a cerca da questão da crise da dívida europeia. E isso traduz ainda, em parte, uma segurança para a demanda", disse o economista especialista em agronegócio, Michael Creed.

Veja o que dizem alguns dos principais veículos de comunicação sobre a situação na Europa:
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>> No Estadão: Europa quer ajuda do mundo para financiar dívida

A Europa deve pedir a ajuda do mundo para financiar sua crise da dívida. Bruxelas quer que o Fundo Monetário Internacional (FMI),o G-20 e os países com elevados superávits nas contas externas contribuam para que o bloco consiga blindar a economia e garantir a volta da estabilidade na zona do euro.

Ontem, a União Europeia (UE) concluiu mais uma cúpula anunciando que está próxima de um acordo para frear a crise e que poderá anunciá-lo na quarta-feira. Um dos três pilares do plano foi praticamente fechado: a recapitalização dos bancos em mais de 100 bilhões.

>> Na agência AFP: Zona do Euro aponta alinhamento para reforço do fundo de estabilidade

Os principais líderes da Eurozona - o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel - apontaram um maior alinhamento europeu nas medidas a serem tomadas em relação à solução da crise da dívida europeia, principalmente no que se refere ao reforço do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) neste domingo, em Bruxelas, à margem da reunião da Eurozona.

Segundo Sarkozy, "um acordo vasto se perfila para reforçar o FEEF", sobre o qual Paris possuía até então fortes diferenças com Berlim. Sarkozy falou durante a reunião de dirigentes europeus em Bruxelas, onde pediu que seja alcançado na quarta-feira, durante a reunião da Eurozona, "um acordo que acalme a crise". Contudo, o presidente francês advertiu que serão necessários "longas horas de discussão" para que se atinja uma solução definitiva na quarta-feira.

>> Da agência EFE: UE espera conseguir acordo sobre plano anticrise nesta quarta

A União Europeia espera conseguir na quarta-feira um acordo sobre seu plano integral anticrise da dívida soberana que incluirá um consenso para recapitalizar os bancos, um reforço do fundo de resgate e uma decisão sobre a participação do setor privado no segundo lance de auxílio à Grécia.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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