No G1: FMI alerta para nova recessão em países ricos

Publicado em 11/11/2011 15:56 e atualizado em 12/11/2011 06:07 363 exibições
FMI informou que recuperação econômica continua em 'marcha lenta'.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta sexta-feira (11) que há um risco elevado de que as economias avançadas retornem à recessão, a não ser que as autoridades atuem com urgência para chegar a políticas que impulsionem o crescimento.

Em nota preparada para a cúpula do G20 em Cannes, na França, mas divulgada apenas nesta sexta-feira, o FMI informou que a recuperação econômica nos países avançados continua em "marcha lenta".

"A paralisia política e a incoerência contribuíram para exacerbar a incerteza, a perda de confiança e aumentou o estresse no mercado financeiro", informou o FMI.

O fundo argumentou que as economias avançadas precisam urgentemente implementar planos fiscais de médio prazo que tenham credibilidade e apresentar mais reformas para o setor financeiro. Nas principais economias emergentes, os governos devem permitir uma valorização cambial mais rápida.

Em particular, o FMI informou que há uma 'incerteza considerável' sobre como será alcançada a sustentabilidade fiscal nos Estados Unidos, no Japão e em alguns países da zona do euro.

'Para reduzir essa incerteza essas economias precisam caminhar mais rapidamente para colocar em prática planos críveis de consolidação no médio prazo, que ajudem a preservar o espaço para um suporte fiscal de curto prazo para a recuperação", acrescentou o FMI.

Inflação oficial acumula alta de 6,97%

IPCA segue acima do teto da meta de inflação definida pelo BC, de 6,5%.
Em outubro, o indicador desacelerou e recuou para 0,43%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país usada como base para as metas do governo, acumula alta de 6,97% em 12 meses e de 5,43% de janeiro a outubro, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (11). O IPCA em 12 meses segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, de 6,5%.

Em outubro, o indicador desacelerou e recuou para 0,43%, conforme o IBGE informou na véspera, em divulgação antecipada, devido a uma falha no sistema de publicação" no site do órgão.

Em setembro, o IPCA havia acumulado alta de 4,38% no ano e de 7,31% em 12 meses.

Os preços dos alimentos continuam subindo (de 0,64% para 0,56%), porém, em ritmo menor, com as principais influências partindo de leite (de 2,47% para 0,05%), frango inteiro (de 2,94% para -0,05%) e feijão carioca (de 6,14% para -1,88%).

Seguiram o mesmo comportamento os preços de transportes, que passaram de 0,78% para 0,48%. Pesaram no resultado as passagens aéreas. Os voos disponíveis subiram, em média, 14,26% em relação ao mês anterior (23,40%) devido, principalmente, à variação de preços de combustíveis (de 0,69% para 0,10%).

Subiram menos do que no mês anterior as despesas com habitação (de 0,71% para 0,62%), devido à taxa de água e esgoto (de 1,19% para 0,86%), aluguel (de 0,92% para 0,80%), energia elétrica (de 0,55% para 0,40%) e gás de botijão (de 1,36% para 0,10%). Desacelerou ainda a variação dos gastos com empregados domésticos, que havia subido1,00% em setembro, caiu para 0,10% em outubro, além de cabeleireiro (de 1,03% para 0,54%) e costureira (de 0,75% para 0,41%), levaram ao recuo das despesas pessoais (de 0,53% para 0,22%).

No grupo de gastos com artigos de vestuário tambem houve desaceleração, de 0,80% em setembro para 0,74% em outubro, e o o grupo artigos de residência se manteve em queda, indo de -0,36% para -0,20%.

Por região
Considerando as regiões pesquisadas pelo IBGE, a maior variação foi registrada na região metropolitana de Porto Alegre (0,98%) e a menor em Salvador (0,00%).

INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor ficou em 0,32% em outubro, após alta de 0,45% em setembro. No ano, o índice acumula aumento de 4,94%, e, em 12 meses, de 6,66%. Em outubro do ano passado, o INPC havia ficado em 0,92%.

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Fonte:
G1

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