União entre tecnologia e barragens torna sustentável a irrigação

Publicado em 16/11/2011 06:40 255 exibições
É muito bom fazer chover”, garante o entusiasmado Audacir Minetto, gaúcho da cidade de Caiçara, com os olhos fixos na lavoura de trigo irrigada, no Cerrado de Goiás. Foi na mesma Cristalina, onde hoje se debruça sobre o cultivo de 346 hectares, que ele viu um pivô rodando pela primeira vez, no final de 1998. “Juro que me emocionei.” Nos idos da década de 1980, Minetto desembarcou no município com os três irmãos, dentre eles Luiz Walmor, do qual é sócio até hoje. Levaram um punhado de conhecimento técnico e uma vontade imensa de trabalhar naquele lugar promissor. Hoje, entre os plantios de batata, feijão, cebola e trigo, o agricultor mantém cinco pivôs – mas quer chegar a oito, com 550 hectares sob a água. O feijão é o carro-chefe, mas o trigo é a menina dos olhos. “No Sul, uma média normal de produtividade é de até 2 mil quilos por hectare. Nós vamos fechar aqui com 6 mil quilos e de qualidade superior”, compara. 

Tanto potencial poderia ter ficado pelo caminho não fosse o reforço em tecnologia que Minetto buscou. Há pouco mais de oito anos, ele usava o bico da botina para cavoucar a terra e descobrir o nível de umidade do solo, na tentativa de saber o momento ideal para acionar os pivôs. Até que conheceu uma estação meteorológica criada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que, instalada na propriedade, ajuda a determinar a quantidade de água que a planta necessita. Assim, quando inicia um plantio, o agricultor já entra no site do sistema e cadastra a área, o pivô, a cultura, o sistema de plantio, o espaçamento entre linhas e o número de plantas, para então receber recomendações diretamente dos técnicos da universidade, com base na análise de itens como temperatura, umidade do ar e velocidade do vento. “Agora, sei exatamente quanto e quando irrigar”, afirma. 

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Globo Rural

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