Algodão: Prejuízos com a lagarta poderão ser contidos com vazio sanitário

Publicado em 15/03/2013 11:15
693 exibições
O "vazio sanitário" pode ser a solução para conter o avanço da lagarta Helicorpea zea na Bahia. É o que afirmou o diretor de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Cósam de Carvalho Coutinho.

Antes uma praga secundária no oeste da Bahia, a Helicoverpa zea, também conhecida como lagarta da espiga de milho, provocou um prejuízo este ano estimado em R$1 bilhão nas lavouras de algodão.

A medida do "vazio sanitário" consiste em um período no qual seria proibido o cultivo de lavouras, e é visto dentro de um conjunto de ações emergenciais de controle da Helicoverpa que serão discutidos nos dias 3 e 4 de abril por especialistas num seminário que será promovido pela Embrapa. O aumento da proliferação da lagarta, segundo Coutinho, está associado a questões de manejo das lavouras que devem ser melhor estudadas.

Uma das soluções apontadas é o cultivo do milho transgênico (Bt), que tem toxinas que matam as lagartas. Também foram solicitados, em caráter de autorização emergencial ao governo federal, cinco defensivos agrícolas. Coutinho afirma que os produtos já são registrados para outras culturas, e agora serão também liberados para as lavouras de soja e de algodão.

Os produtos foram liberados pelo Comitê Técnico para Assessoramento de Agrotóxicos (CTA), formado por representantes dos ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente. Mas agora o comitê também irá estudar a proposta dos produtores de importação de produtos à base do princípio ativo benzoato de emamectina, que em outros países tem sido eficientes para controlar a Helicoverpa.
Tags:
Por Izadora Pimenta
Fonte Notícias Agrícolas

Nenhum comentário