Pragas provocam queda na produtividade do algodão no oeste da Bahia

Publicado em 11/11/2013 07:31 e atualizado em 27/02/2020 12:35 656 exibições

A produtividade do algodão no oeste da Bahia apresentou recuo na safra 2012/2013. Apesar da preocupação com a Helicoverpa armigera, cujo debate ganhou força nos últimos meses, a principal razão apontada pelos cotonicultores para a queda de desempenho das lavouras foi a incidência do “bicudo” (Anthonomus grandis), outra praga que costuma atacar as plantações, no final da colheita.

Foi o que apontou o Boletim Ativos de Grãos, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O levantamento mostra que o ataque de lagartas e a escassez de chuvas também contribuíram para afetar as plantações da fibra.

Em Mato Grosso, a situação foi melhor. Os agentes de mercado informaram que a região de Primavera do Leste, onde predomina o algodão safra, foi a área com maior média de produtividade, chegando a 300 arrobas/hectare. No meio norte do Estado, onde predomina o algodão da segunda safra, incluindo o município de Sorriso, ocorreu a menor média de produtividade, de 222 arrobas/hectare.

De acordo com dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o final de agosto, 85,1% da safra do Estado já havia sido colhida. Segundo o Imea, os produtores relataram dificuldades na época da colheita do produto, “devido ao clima frio, que atrapalhou a abertura das maçãs dos algodões mais tardios”.

Trigo – Com relação ao trigo, o boletim registrou que as fortes geadas que castigaram as regiões produtoras no Paraná, entre as quais Londrina, Maringá e Cascavel, provocaram queda de 18% na produtividade do cereal, e de 7% no volume estimado para a safra em 2013, em comparação com os resultados obtidos em 2012. “As geadas atingiram o trigo na fase mais sensível do desenvolvimento da planta, como o florescimento e a frutificação”, informa a CNA.

Duas geadas afetaram as lavouras de trigo no Paraná, em julho e na segunda quinzena de agosto, quando 60% das áreas estavam em estágio de florescimento e frutificação. 

Soja – Na safra 2011/2012, os estados da região Sul tiveram longos períodos de estiagem e chuvas mal distribuídas, devido ao fenômeno climático “La Niña”. Mas houve recuperação na safra 2012/2013. Na região do Cerrado, a produtividade caiu este ano, em consequência do ataque de lagartas.

Milho – Até o final de agosto, segundo a CNA/Cepea, foram recordes os números relativos à segunda safra de milho na região do Cerrado. No Paraná, contudo, a produtividade e a qualidade do milho foram prejudicadas pelas fortes chuvas ocorridas nas regiões produtoras nos meses de junho e julho. A produtividade média do milho, no norte paranaense, foi de 94,6 sacas/hectare. Já no Oeste do Estado, a produtividade média chegou a 82,7 sacas/hectare. 

Os melhores índices de produtividade do Cerrado e o aumento da área plantada, segundo números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), levaram ao recorde da produção de milho no país. O dado negativo é que “boa parte da produção está sendo estocada a céu aberto ou em silos-bolsas”, diz o estudo.

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Canal do Produtor

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