Com fim do vazio sanitário, plantio de algodão no Tocantins está autorizado a partir do próximo dia 21
A partir do dia 21 de novembro, os cotonicultores tocantinenses poderão iniciar o plantio do algodão. O período do vazio sanitário para a cultura, com duração de 60 dias, encerra no próximo sábado, 20. A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), adota à medida visando prevenir e controlar o bicudo do algodoeiro, a principal praga que ataca a cultura.
Para realizar o plantio de algodão, os produtores rurais devem realizar o cadastro obrigatório das propriedades produtoras junto ao escritório da Agência no município onde a lavoura está cultivada, até 15 de janeiro de 2022, conforme estabelece a legislação. Já as áreas plantadas a partir do dia 15 de Janeiro deverão realizar o cadastramento da propriedade ou área na Adapec até o dia 15 de março de cada ano.
Segundo o responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle do Bicudo do Algodoeiro, Cleovan Barbosa, durante o vazio sanitário a Adapec realizou o monitoramento de todas as áreas de plantio cadastradas junto ao órgão, e não foi detectada a presença de plantas vivas no campo.
“A produção de algodão no Tocantins vem ganhando espaço no campo a cada safra, por isso, é fundamental mantermos a defesa sanitária desta cultura com o vazio sanitário e outras normas legislativas, a fim de controlar a presença da praga do bicudo do algodoeiro. Além disso, a produção do algodão contribuirá para o fomento da economia do Estado,” destacou o presidente da Adapec, Paulo Lima.
Dados
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o Tocantins plantou na safra passada uma área de plantio de algodão de 3.121 (ha) distribuída entre os municípios de Campos Lindos, Dianópolis, Mateiros, Peixe e Tocantínia. A produção estimada na safra 2020/2021 foi de 10,76 mil toneladas de algodão em caroço.
Bicudo do Algodoeiro
Os adultos são besouros com coloração cinza ou castanha, com 3 mm a 7 mm de cumprimento. Infesta as lavouras de algodão desde o início da emissão de botões florais até a colheita, podendo ter de 4 a 6 gerações em um ciclo da cultura e se não controlado pode causar perdas de até 70% da produção.
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