Avanço do algodão brasileiro no mercado indiano ganha força com missão comercial
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Uma delegação brasileira composta por representantes do Cotton Brazil, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão e da ApexBrasil está na Índia em agenda oficial até o dia 28 de fevereiro. O país asiático é reconhecido como um dos principais polos da indústria têxtil mundial e faz parte da estratégia brasileira de expansão de mercado para a fibra.
MISSÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE ALGODÃO
A iniciativa busca ampliar a presença do algodão brasileiro no mercado indiano, fortalecer relações comerciais e apresentar atributos como rastreabilidade e sustentabilidade da produção nacional.
De acordo com Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil, a Índia conta com um parque industrial de fiação altamente competitivo, cenário que favorece a consolidação de parcerias duradouras com fornecedores do Brasil.
A Índia ocupa a posição de segundo maior produtor e consumidor de algodão do mundo e passou a ser considerada parceira estratégica para o setor brasileiro. Esta é a terceira missão estruturada promovida pelo Cotton Brazil no país.
Os números recentes apontam crescimento nas exportações. Na safra 2024/25, o Brasil foi responsável por 24% das origens do algodão importado pela Índia, índice superior aos 4% registrados no ciclo anterior.
O avanço é creditado às missões comerciais realizadas ao longo de 2024 e à maior competitividade da fibra brasileira. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil já enviou aproximadamente 185 mil toneladas ao mercado indiano.
MISSÃO DO GOVERNO AO PAÍS ASIÁTICO
A agenda do setor ocorre paralelamente à missão oficial do governo brasileiro à Índia. Representantes da cadeia do algodão acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em negociações para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial entre o Mercosul e a Índia.
A proposta do setor é contribuir para a redução das tarifas de importação do algodão brasileiro e discutir a criação de cotas com tarifa zero, medida que pode elevar a competitividade do produto no mercado asiático.
A programação inclui ainda reunião com representantes do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar um estudo técnico que destaca a integração entre as cadeias produtivas dos dois países.
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