Algodão recua mais de 4% na semana em NY, mas dólar ameniza perdas no mercado interno

Publicado em 26/06/2026 16:28
Queda do petróleo foi o principal fator de pressão nesta semana

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Os preços do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira (26) em queda na Bolsa de Nova York, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana. O movimento levou os principais contratos a registrarem desvalorizações superiores a 4% no comparativo semanal.

O contrato dezembro/26 perdeu 0,59 cent (-0,77%), encerrando o dia cotado a 76,38 cents/lb. O vencimento julho/26 caiu 1,74 cent (-2,37%), fechando a 71,66 cents/lb. O outubro/26 recuou 0,74 cent (-0,98%), para 74,43 cents/lb, enquanto o março/27 registrou baixa de 0,55 cent (-0,70%), terminando a sessão a 77,74 cents/lb.

Na comparação semanal, os contratos futuros do algodão registraram perdas em relação ao fechamento da sexta anterior. O dezembro/26 passou de 79,67 para 76,38 cents/lb, acumulando queda de 3,29 cents (-4,13%). O julho/26 saiu de 76,05 para 71,66 cents/lb, com recuo de 4,39 cents (-5,77%). O outubro/26 passou de 79,24 para 74,43 cents/lb, registrando perda de 4,81 cents (-6,07%), enquanto o março/27 caiu de 81,05 para 77,74 cents/lb, com baixa de 3,31 cents (-4,08%) no período.

Entre os fatores acompanhados pelo mercado, os preços do petróleo voltaram a cair nesta sexta-feira. O aumento do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz ampliou a oferta global da commodity, após a recuperação das exportações de petróleo do Golfo Pérsico para cerca de 75% dos níveis anteriores ao conflito, segundo cálculos da Bloomberg.

Na avaliação de Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, a queda do petróleo foi o principal fator de pressão sobre o algodão nesta semana, já que reduz o custo das fibras sintéticas, concorrentes diretas da pluma. O analista também destacou o fortalecimento do dólar frente às principais moedas, refletido na alta do índice DXY, como outro elemento que pesou sobre as cotações internacionais.

Segundo Barabach, no mercado brasileiro o impacto foi parcialmente amortecido pela valorização do dólar frente ao real e pelo período de entressafra. Com a colheita ainda em estágio inicial e a oferta de algodão novo limitada, além do bom ritmo das exportações nos últimos meses, os preços domésticos sentiram os reflexos da queda em Nova York de forma mais moderada, embora tenham registrado correção no mercado físico.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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