APROBIO defende começo da mistura B11 em março de 2019

Publicado em 29/03/2018 16:30

O diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), Julio Cesar Minelli, apresentou nesta quarta-feira (28), na 5ª reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) no Ministério de Minas e Energia, proposta de definição de um cronograma de implantação do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil do atual B10 para, progressivamente, até o B15, por deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), conforme legislação. A sugestão é que março de 2019 seja a data inicial já com B11. “Podemos pensar em aumento de um ponto percentual a cada ano, até chegarmos ao B15 em cinco anos”, diz. A proposta, que seria apresentada ao CNPE, visa que todos os agentes estejam, desde já, com a devida previsibilidade e incluída em seus planos de investimento.

Na reunião, foram também apresentados resultados sobre a implantação inicial do B10, que foram considerados positivos em testes de motores realizados por várias empresas e, que segundo informações das distribuidoras, correu bem. Representantes dos distribuidores e produtores também apresentaram suas projeções de oferta e demanda para o ano, levando em conta alguns cenários econômicos com crescimentos diferentes do Produto Interno Bruto (PIB).

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) também fez a sua apresentação, apresentando dados gerais e dos últimos leilões. Pela APROBIO, Minelli voltou a reafirmar que o setor está preparado para fornecer biodiesel, que “nunca faltou”, ao mercado e reafirmou os dados que foram apresentados pelo setor ao MME em 2016, com projeções de fornecimento e crescimento até 2030, dependendo das decisões estratégicas tomadas para o setor. “Importante é melhorarmos cada vez mais a previsibilidade para os próximos passos”, afirmou. O assessor técnico da APROBIO, Antônio Ventilli, também participou da reunião. 

Tanto o CMAB como o Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Etanol (CMAE) foram criados para acompanhar o balanço entre a oferta e a demanda dos dois biocombustíveis, além do diesel e da gasolina. Outro objetivo é reduzir a assimetria de informação entre os agentes e debater estratégias que garantam o adequado abastecimento do mercado. 

Instituídos pela Resolução CNPE nº 14, de 08 de junho de 2017, os fóruns são formados por representantes do Governo e entidades representativas dos respectivos biocombustíveis. As reuniões são bimestrais e a próxima está marcada para o mês de maio.

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Fonte:
APROBIO

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