Biodiesel estimula indústria e amplia esmagamento de soja em 2024
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas mensais do complexo soja no Brasil até outubro de 2023 e as projeções para 2024.
Os dados de janeiro a outubro deste ano, verificados a partir da amostra representativa de cerca de 89,3% da oleaginosa no país indicam que a produção de soja em grão deve chegar a 158,1 milhões de t, com um processamento de 53,6 milhões de t, confirmando os maiores volumes já registrados em toda a série histórica.
Novos recordes também são observados para os coprodutos da soja. Segundo a estimativa, a produção de farelo será de 41 milhões de t e a de óleo alcança 10,8 milhões. Para as exportações, as projeções são de: i) soja em grão, 100,5 milhões de t; ii) farelo de soja, 22 milhões de t; e iii) óleo de soja, 2,35 milhões de t. A receita projetada proveniente dessas exportações em 2023 é de US$ 67,1 bilhões.
SAFRA 2024
As projeções da ABIOVE para 2024 foram ajustadas, por conta principalmente dos impactos do clima nas lavouras. Mesmo assim, a expectativa é de um grande ciclo. A produção de soja pode alcançar 161,9 milhões de t, número inferior à última projeção (164,7 milhões).
Já a estimativa de processamento do grão cresce para 54,5 milhões de t, especialmente em função do aumento da mistura de biodiesel adicionado ao diesel comercial que, conforme cronograma do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sobe dos atuais 12% (B12) para 13% (B13) a partir de março do ano que vem. A produção dos derivados da soja também sinaliza crescimento. A de farelo vai para 41,7 milhões de t e a da de óleo de soja para 11 milhões de t.
As exportações foram reavaliadas para: i) soja em grão, 100,2 milhões de t; ii) farelo de soja, 21,6 milhões de t; e iii) óleo de soja, 1,6 milhão de t, sendo este menor volume em razão do maior consumo doméstico do produto. Por fim, a expectativa é de que as exportações dos produtos do complexo soja em 2024 gerem US$ 64 bilhões em divisas: US$ 52,6 da soja em grão, US$ 9,7 bilhões do farelo e US$ 1,7 bilhões do óleo.
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