Usinas priorizam etanol no início da safra e produção do biocombustível dispara mais de 30%

Publicado em 01/05/2026 10:00
Mudança no mix reduz fabricação de açúcar e pode ampliar competitividade do etanol nos postos.

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O início da safra 2026/2027 no Centro-Sul do Brasil é marcado por uma mudança estratégica das usinas, com maior direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de etanol. Na primeira quinzena de abril, apenas 32,93% da matéria-prima processada foi destinada ao açúcar, enquanto mais de dois terços do volume moído abasteceram a fabricação do biocombustível.

O impacto foi imediato na produção. O volume de açúcar caiu 11,94% na comparação anual, totalizando 647,21 mil toneladas, frente às 735 mil toneladas registradas no mesmo período da safra passada.

Por outro lado, a produção de etanol avançou de forma expressiva. As unidades do Centro-Sul fabricaram 1,23 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de abril, crescimento de 33,32% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior. Desse total, 879,87 milhões de litros correspondem ao etanol hidratado, com alta de 18,54%, enquanto o etanol anidro somou 350,20 milhões de litros.

O etanol de milho também segue ampliando sua participação na matriz produtiva. No período, foram produzidos 411,94 milhões de litros, avanço de 15,06%, o que representa 33,49% de todo o biocombustível fabricado na região.

Segundo avaliação da UNICA, o maior direcionamento ao etanol reflete condições de mercado mais favoráveis ao biocombustível neste início de safra.

“Esse movimento reflete as condições de mercado favoráveis ao etanol neste início de safra e, ao mesmo tempo, oferece maior segurança ao abastecimento doméstico em um momento em que inúmeros países enfrentam incertezas energéticas”, destacou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial, Regulação e Competitividade da UNICA 

Mercado Interno

No mercado, as vendas de etanol somaram 1,25 bilhão de litros na primeira quinzena da safra, com 1,25 bilhão destinados ao consumo interno. O etanol hidratado respondeu por 819,60 milhões de litros, enquanto o anidro totalizou 432,54 milhões de litros. As exportações, por sua vez, atingiram 28,88 milhões de litros, com crescimento de 18,03%.

Apesar do aumento na oferta e no volume comercializado, o setor ainda observa uma defasagem no repasse de preços ao consumidor final. A expectativa, segundo a UNICA, é de que o ritmo de vendas ganhe força nas próximas semanas.
“A expectativa é de crescimento consistente das vendas à medida que a queda de preço já observada na porta da usina seja transmitida para o consumidor final. Na primeira quinzena de abril, os preços ao consumidor ainda não refletiam o movimento verificado no elo produtor,  esse repasse, quando ocorrer, deve ampliar a atratividade do etanol hidratado nos postos", explica Rodrigues. 

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Por:
Andréia Marques I @andreia.marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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