Petista que está fazendo faculdade há 21 anos vai assumir importante diretoria do MEC!!!

Publicado em 26/03/2012 19:20 e atualizado em 08/08/2013 17:57 1246 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Petista que está fazendo faculdade há 21 anos vai assumir importante diretoria do MEC!!!

Irailton, que vai ser um dos chefões do MEC: petista não tem o diploma que o cargo exige, mas tem

Irailton, que vai ser um dos chefões do MEC: petista não tem o diploma que o cargo exige, mas tem "PQI", o "Petista que Indica". É Mercadante começando a demonstrar seu estilo

 

O trabalho de Fernando Haddad no Ministério da Educação já se tornou célebre. Os alunos que prestaram o Enem que o digam. A lisura nas provas do Enad já começa a falar por si mesma. Quem o sucedeu na pasta foi Aloizio Mercadante. Sua maior contribuição à educação até então havia sido mudar o sentido da palavra “irrevogável”, que, a exemplo da fábula orwelliana, passou a significar o contrário. Já se conta uma outra. Ele nomeou para a Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do MEC o petista Irailton Lima de Sousa, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento da Educação Profissional Dom Moacyr, do Acre. Muito bem.

Irailton carrega o título de “professor”, mas professor não é, assim como Mercadante não era doutor até outro dia. Só conseguiu esse título depois de uma patuscada política, com um “tese” feita no joelho sobre as grandezas do governo Lula… Irailton, vejam vocês, ESTÁ FAZENDO FACULDADE HÁ… 21 ANOS!!! E NÃO CONCLUIU O CURSO! Entre os documentos obrigatórios que precisa entregar para assumir a pasta está o diploma de graduação. Darão um jeito. Assim como Mercadante deu um jeito de ser “doutor”.

Altino Machado conta a história em detalhes no Blog da Amazônia. Mercadante anunciou, por exemplo, a intenção de moralizar o Enade. Pois é… Indagado se fez a prova, Irailton, que vai ser chefão do MEC, disse que não. O conjunto da obra, creio, diz muito da moralidade dos companheiros.

Leiam trechos do texto publicado no Blog da Amazônia.
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O “professor” Irailton Lima de Sousa, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento da Educação Profissional Dom Moacyr, do Acre, anunciou que vai assumir a Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.

Militante do PT e ex-candidato a vereador em Rio Branco, Irailton Sousa foi indicado para o cargo com aval do ex-governador do Acre, Binho Marques (PT), que atualmente é o titular da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, além do aval do atual governador Tião Viana (PT).

Porém, Irailton Sousa, enfrenta dificuldade para apresentar o diploma de graduação em Ciências Sociais pela Ufac (Universidade Federal do Acre), exigido pelo MEC. Segundo a coordenação do curso de bacharelado em Ciências Sociais, Sousa iniciou o curso, pela primeira vez, em 1991.

- Os cargos no Ministério da Educação são de livre provimento. São cargos políticos. Não existe uma exigência legal para que tenha a formação - argumenta Sousa.

Consultada pelo Blog da Amazônia, a coordenadora do curso de bacharelado em Ciências Sociais, professora doutora Eurenice Oliveira de Lima, enviou a seguinte nota de esclarecimento:

“1 - O referido aluno iniciou o curso, pela primeira vez, em 1991. Temendo um processo de jubilamento, prestou novamente vestibular e reiniciou o curso em 1998. Considerando todo o período, ele está há 21 anos no curso Ciências Sociais. Em 2004, este aluno não estava sequer cadastrado no Sistema de Informação do Ensino (SIE).

2 - Conforme o Histórico Escolar do aluno, disponível no sistema da UFAC, a carga horária cumprida por ele ao longo desses 21 anos foi de 2.070 horas, sendo que a carga horária exigida para concessão de diploma como Bacharel em Ciências Sociais é de 2.295 horas.

3 - Este aluno deveria ter sido jubilado em 2005. No entanto, em 2007, a Coordenação do Curso autorizou ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC (NURCA) o recadastramento para que ele tivesse a oportunidade de defender sua monografia, o que foi feito em 2008, sob a orientação do Prof. Dr. Ermício Sena.

4 - De acordo com o Projeto Curricular Pedagógico do Curso de Ciências Sociais, o prazo de integralização é de sete anos. No entanto, o aluno em questão defendeu sua monografia sem integralização de créditos, dez anos depois de sua matrícula em 1998.

5 - Além disso, à época da defesa de sua monografia, o aluno devia outros créditos e também o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Estabelece o Ministério da Educação e Cultura (MEC) que o ENADE faz parte do componente curricular, de maneira que o seu descumprimento não permite colar grau ou obter diplomação. Isto posto, a declaração de conclusão do curso, que o aluno pleiteia junto a esta Coordenação, não tem validade legal.

6 - Outrossim, uma vez defendida a monografia, o mencionado aluno ingressou com uma solicitação de colação de grau especial, por meio da Vice-Reitoria, na pessoa do Prof. Dr. Pascoal Muniz, procedimento este totalmente inadequado. Pois o caminho correto é que esta solicitação seja feita diretamente na Coordenação do Curso, instância responsável por dar sequência aos procedimentos cabíveis, que se pauta pela normas vigentes na Instituição e sempre orientou os alunos sobre seus direitos e deveres.

7 - Como se vê, esta é a síntese da trajetória acadêmica apresentada pelo discente. Cabe a pergunta: este aluno tem autoridade para tecer críticas à UFAC e a seu corpo docente, que estão apenas cumprindo a legislação educacional em vigor? Entendo que este não é o melhor caminho para quem pretende cuidar do futuro de milhões de jovens brasileiros que aguardam ansiosamente as oportunidades do PRONATEC, programa em que o aluno parece pleitear um cargo de direção.

8 - Por fim, ressalto que a Coordenação do Curso de Bacharelado em Ciências Sociais está aberta e disponível a prestar quaisquer esclarecimentos sobre o caso, assim como as demais instâncias da UFAC, primando sempre pela transparência e rigor na administração pública.

Leiam trechos da entrevista que Irailton concedeu ao Blog da Amazônia:
BLOG DA AMAZÔNIA - Quem o convidou para assumir a Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação?
IRAILTON SOUSA - 
O convite veio da parte do professor Marco Antonio, que é o novo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC. O professor Marco Antonio está constituindo uma nova equipe para a Setec. Ele entende que um dos grandes desafios da secretaria e da política de educação profissional para o país diz respeito ao envolvimento das redes estaduais, de modo que tenham uma participação mais ativa na execução dos muitos programas do MEC, em particular o Brasil Profissionalizado e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec. Eu sou atualmente o coordenador do Fórum Nacional de Educação Profissional, com delegação para representar todos os estados da federação nas discussões com o Ministério da Educação sobre educação profissional.
(…)

O ex-governador do Acre, Binho Marques, que atualmente é o titular da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, não teve influência em sua indicação? Foi ele quem o indicou para o Instituto Dom Moacyr.
O secretário Marco Antonio, de Educação Profissional e Tecnológica, está buscando alguém que tenha boa interlocução entre os estados. O governador Tião Viana liberou a minha ida para Brasília, mas o ex-governador Binho Marques foi quem chancelou essa decisão quando foi consultado pelo secretário Marco Antonio.

(…)
Para assumir a Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica é necessário diploma de formação superior e você parece não ter obtido ainda a sua diplomação em ciências sociais na Universidade Federal do Acre. Como contornar isso?
Os cargos no Ministério da Educação são de livre provimento. São cargos políticos. Não existe uma exigência legal para que tenha a formação. Ocorre que, na composição da documentação, o MEC solicita que seja apresentado no rol de documentos o diploma de graduação.

(…)
Você fez Enade, que é obrigatório?
Não, não fiz. O que está por se resolver: Educação Física 2 e o Enade. A Educação Física 2, todas as vezes que fui fazer a matrícula, tinha passado do prazo. Quanto ao Enade, eu não sabia que tinha sido convocado para fazer o exame. Não recebi qualquer correspondência e por isso não fiquei sabendo que estava inscrito pra fazer o Enade. Agora vou ser prejudicado, não posso receber o diploma, por não ter feito uma coisa para qual eu nem sabia que estava inscrito? Acho isso uma injustiça.

(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Líder do governo no Senado minimiza acusações contra Demóstenes e diz não ver motivos para processo por quebra de decoro

Por Gabriela Guerreiro, na Folha Online:
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), minimizou nesta segunda-feira as denúncias contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Braga disse ser “desagradável” politizar as acusações contra o democrata e disse que o senador deve ter “amplo direito de defesa” no caso.

“Nós vivemos em um estado democrático de direito, o senador tem que ter amplo direito de defesa. Claro que isso é constrangedor a todos, mas essa matéria está sendo tratada pelos órgãos próprios. Espero que esse processo não seja politizado.” O líder governista disse que não vê motivos para a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Demóstenes no Conselho de Ética do Senado. “Eu não entendo até onde poderia se caracterizar a falta de decoro.”
(…)
Leia posta das 20h36

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 20:35

O caso Demóstenes, o Jornalismo da Esgotosfera Governista e o que tem de ser dito. Ou: Quando a PF usará com petistas o método que usa com oposicionistas?

Por Gabriel Castro, na VEJA Online. Volto em seguida.
A blindagem dos senadores ao colega Demóstenes Torres (DEM-GO) parece ter chegado ao fim. Respeitado pelos colegas, o democrata vinha até agora dispondo do benefício da dúvida, apesar das notícias sobre seu envolvimento com Carlinhos Cachoeira, chefe de uma quadrilha que controlava o jogo ilegal em Goiás. Agora, com novas notícias mostrando que a intimidade ia muito além de uma amizade inofensiva, os parlamentares cobram explicações.

“O caso é grave e esta Casa não terá moral para intimar qualquer cidadão para depor em suas comissões se não ouvirmos os esclarecimentos do senador Demóstenes. E eu disse isso a ele”, afirmou Pedro Taques (PDT-MT) nesta segunda-feira. “Que ele possa o quanto antes, quem sabe amanhã ou depois, voltar à tribuna e se posicionar sobre os novos fatos”, afirmou Jorge Viana (PT-AC), que havia, junto com cerca de quarenta colegas, elogiado Demóstenes quando o democrata subiu à tribuna para rebater as primeiras acusações. À época, sabia-se apenas que o senador goiano havia recebido eletrodomésticos de Cachoeira, como um presente de casamento.

Embora ninguém (ainda) fale abertamente em levar Demóstenes ao Conselho de Ética, Pedro Taques disse que vai agir para ver o caso esclarecido: “Vou tomar as minhas providências”, afirmou. “Não podemos proteger os amigos e prejudicar os inimigos”. Desde que o caso veio à tona, o senador goiano tem evitado dar entrevistas.

Voltei
Vale para Demóstenes o que vale para qualquer político, de qualquer partido: que pague por aquilo que fez. As coisas que têm vindo a público, tudo indica, não são nada abonadoras, o que absolutamente não muda a sua atuação pregressa no Senado.

O entusiasmo com que o Jornalismo da Esgotosfera Governista (JEG) e aqueles seres das sombras tratam do assunto é de vomitar. A linha de intervenção é mais ou menos esta: “Está vendo? Justo ele! Tão moralista! Olhem aí… ” Eu diria que, no extremo do mau-caratismo, chegam a estar menos satisfeitos com o fato de um político da oposição ter caído em desgraça do que com a suposta comprovação de que decência, então, não existe mesmo.

De novo e quantas vezes for necessário dizê-lo: que Demóstenes pague por tudo o que fez, mas que se instaure logo o devido processo legal! Ou, em nome da moral, o Brasil começará a funcionar como um estado policial.

Vagabundos do JEG tentam ligar este ou aquele jornalistas a Demóstenes, inclusive este escriba. Como raramente voltei a Brasília depois que de lá saí, em 1996, nunca estive com o senador pessoalmente. Mas falei, sim, com ele ao telefone umas dez vezes em seis anos. Eu e a torcida do Corinthians! Ainda que fossem 200!!! E daí? Suponho que a Polícia Federal tenha tudo gravado, não é? Que bom! Só converso com políticos o que pode ser conversado em praça pública ou num convento.

QUER DIZER QUE AGORA VAGABUNDO QUE PÕE A FUÇA AO LADO DE ZÉ DIRCEU VAI TENTAR TORRAR A MINHA PACIÊNCIA PORQUE ELOGIEI, ALGUMAS VEZES, A ATUAÇÃO DE DEMÓSTENES? Elogiei e não me arrependo! Sempre o fiz por motivos que considerei bons.  Por aqueles mesmos motivos, eu o faria de novo! Divergi frontalmente num caso notório, por exemplo: ele foi relator no Senado da Lei da Ficha Limpa, aquele coquetel de inconstitucionalidades (o Supremo, por maioria, não pensa assim, mas eu penso). Se, além da amizade com Carlinhos Cachoeira, havia também negócios, que arque com as consequências. Assim é na democracia.

Estado paralelo
O jornalismo faz bem em noticiar o que sabe e o que vem a público a respeito. Aliás, foi a VEJA o primeiro veículo impresso a fazê-lo. Se a informação já rompeu o cerco a que deveria estar restrita antes das devidas medidas legais, que o leitor fique sabendo — ou ela se prestará à chantagem. Mas o jornalismo falha brutalmente num aspecto, que tem de ser indagado: quer dizer que um senador da República estava sendo investigado havia três anos, sem a devida autorização legal para isso? É justo indagar quantos são os outros políticos submetidos ao mesmo procedimento, não? Todas informações que circulam por aí sobre o senador decorrem de vazamentos promovidos ou pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. Não são as instâncias oficias de investigação e apuração que estão funcionando, mas o estado paralelo.

Estados democráticos investigam quem tem de ser investigado, com as devidas autorizações legais, e não são seletivos na escolha dos alvos. É curioso que nunca exista um peixão do PT na rede da Polícia Federal. Talvez os “companheiros” de José Dirceu tenham uma moral muito mais elevada do que os oposicionistas, né? Atenção: não estou pedindo que Demóstenes não seja investigado, já que ninguém investiga petistas. Ao contrário: estou cobrando que também se investiguem petistas.

É claro que o tsunami que colhe o senador é ruim para a oposição. Não por acaso, a esgotosfera — que se dedica à defesa de patriotas como José Dirceu, Delúbio Soares e companhia — está vibrando. Não só, reitero, porque um oposicionista está na berlinda, mas porque eles próprios se sentem absolvidos por todos os crimes que praticam ou por todos os crimes que justificam.

Atenção!
Não! Não há conspiração que consiga criar diálogos entre Demóstenes e Cachoeira. O que quer que esteja lá nas conversas está nas conversas. Ponto final! Aliás, que todas elas venham a público. Vamos acabar com essa novela! Ambos devem responder por seu conteúdo. Havendo indícios de crime, que tudo seja investigado. Caracterizada a falta de decoro ou coisa pior, que Demóstenes seja cassado! Mas que se adote, reitero, esse procedimento, então, com os, vá lá, “suspeitos” de todas as legendas.

Por enquanto, o que se tem é uma óbvia operação, mais uma, para, por intermédio de um oposicionista, desmoralizar a oposição e inferir que não ser crítico do governo Dilma senão estando ligado a interesses escusos. Ocorre, isto também é fato, que a atuação de Demóstenes, a conhecida ao menos, nada tinha a ver com o ramo de atividade do senhor Carlinhos Cachoeira.

Ora, era só o que faltava! Agora vem uma súcia de notórios ladrões de dinheiro público, mamadores safados das tetas de estatais, de racistas descarados, de pilantras envolvidos até com espionagem apontar o dedo: “Olhe, Fulano falou bem de Demóstenes não sei quando”! E daí? Que Demóstenes seja punido pelo que fez e que a Polícia Federal do Brasil use com políticos de todos os partidos os métodos empregados com os de oposição. Ou será uma Polícia Federal do PT, a sua KGB, a sua Stasi, a sua Dina.

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 19:26

Diante de Raúl Castro, papa defende os direitos humanos em Cuba e fala dos presos políticos e dos exilados

O papa Bento 16 é um líder religioso de coragem — sempre foi, diga-se, desde quando se colocou como o bastião da doutrina no Vaticano, contendo a fúria daqueles que pretendiam transformar a Igreja Católica numa dessas agências da ONU… Refiro-me, obviamente, à coragem teológica — não condescende com o laicismo; afinal, ele representa a Igreja Católica — e também à coragem política: não condescende com a violência de estado, qualquer que seja ela. Abaixo, há uma síntese do que vai no Globo Online, com base no noticiário das agências internacionais. Volto depois.
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O Papa Bento 16 chegou a Cuba afirmando carregar consigo as “justas aspirações” de todos os cubanos, inclusive dos presos e dos que estão fora da ilha, tocando indiretamente no tema dos direitos humanos. Milhares de pessoas receberam o Pontífice e cerca de 200 mil são esperados para uma missa a ser celebrada por ele.

“Levo no meu coração as justas aspirações e legítimos desejos de todos os cubanos, onde quer que se encontrem, seus sofrimentos e alegrias, suas preocupações e desejos mais nobres e de modo especial dos jovens e velhos, dos adolescentes e crianças, dos enfermos e trabalhadores, dos presos e de seus familiares, assim como dos pobres e necessitados”, afirmou o Pontífice, diante do presidente Raúl Castro.

O Papa descreveu o atual momento de Cuba como um período em que o país “olha para o amanhã e para ele se esforça por renovar e ampliar seus horizontes”, fazendo referência em seguida a José Martí, mártir da independência cubana.

Bento 16 também descreveu “um momento de especial dificuldade econômica” em que vivem muitas partes do mundo hoje em dia. Comentou que muitos concordam ser essa situação decorrente de uma crise de tipo espiritual e imoral que deixa o homem “desprotegido frente à ambição e ao egoísmo que não têm em conta o bem autêntico das pessoas e famílias”.

Desde a visita de João Paulo 2º à ilha, em 1998, a Igreja Católica vem se tornando um dos principais interlocutores do governo cubano, e muitos esperam que a visita sirva para ampliar o papel mediador do Vaticano em assuntos sensíveis como presos e dissidentes políticos. Outra expectativa é que a visita de Bento XVI ajude a ampliar participação da Igreja na vida da ilha por meio de programas sociais e educativos. “Um dos frutos importantes daquela visita foi a inauguração de uma nova etapa nas relações entre a Igreja e o Estado cubano. Mas ainda há muitos aspectos em que se pode e deve avançar”, disse o Pontífice hoje.

Em seu discurso, Raúl Castro de certa forma respondeu às críticas de falta de democracia em Cuba e fez referência indireta às reformas que vem implementando desde que assumiu o poder em 2008. “A nação seguiu invariavelmente mudando tudo o que deve ser mudado conforme as altas aspirações do povo cubano e com a livre participação desses nas decisões transcendentais de nossa sociedade, incluindo as econômicas e sociais”, afirmou Raúl.
(…)

Voltei
O papa, como vocês sabem, não é de nada! Bacana é a Maria do Rosário! Fosse a nossa valente ministra a discursar em Cuba, ela atacaria o embargo americano. O papa, como vocês sabem, não é de nada. Bacana é Lula. Fosse ele a discursar, compararia os presos políticos a bandidos brasileiros. O papa, como vocês sabem, não é de nada. Bacana é Dilma. Fosse ela a discursar, diria que, em matéria de direitos humanos, ninguém tem lições a dar a Cuba — afinal, grave mesmo é haver terroristas presos em Guantánamo…

Por Reinaldo Azevedo

 

Agora falta o PT escolher um nome legítimo para disputar a Prefeitura de São Paulo; por enquanto, tem um interventor da ditadura lulista

O jornalismo pautado pelo PT deveria se perguntar por que Lula deu um murro na mesa e decidiu que o candidato à Prefeitura de São Paulo seria Fernando Haddad —  E SEM PRÉVIAS. O PSDB, fato inegável, realizou as suas na cidade. O resultado foi compatível com um processo que de fato existiu, que não se limitou a cumprir uma formalidade.

Serra é, assim, o legítimo pré-candidato do PSDB à Prefeitura — candidato oficial tão logo se realize a convenção. Desafio um dos “cientistas políticos” tornados bocas de aluguel do PT a demonstrar que não. E faço a pergunta: “E Haddad? É o candidato legítimo do PT”?

Por que o partido não realiza uma prévia entre ele e Marta Suplicy pra gente ver no que dá? Mas quê… A direção do partido abortou o processo porque ele perderia feio. Se existe hoje um candidato imposto, que referenda os piores hábitos da política, é Haddad. As bocas de aluguel silenciam a respeito porque, afinal, são pagas para pensar outra coisa — é o “negócio” como ciência.

Para o bem e para o mal, o PSDB não tem um “coroné” como Lula. É para o mal porque a ausência de um líder unificador traz contratempos, é evidente. O partido demora, muitas vezes, a reagir e permite certa canibalização interna. Mas é “para o bem” porque o partido sobreviverá à saída de cena deste ao daquele ao longo da história, como sobreviveu. Sérgio Motta e Mário Covas se foram, e a legenda está aí. Na ausência de Lula, como está demonstrado, o PT se esfarela — e, curiosamente, o governo também. Rezar para que o Apedeuta se recupere plenamente, para os petistas, é mais do que um voto da decência humana, como é o meu. Também é uma questão se sobrevivência política.

Vamos, petistas, coragem! Vamos, “analistas”, coragem! Que o PT renuncie à prática velha do dedaço e realize prévias entre Haddad e Marta Suplicy — e sem interferência da máquina federal (assim como Geraldo Alckmin não interferiu na disputa tucana).

Que o PT escolha o legítimo representante do partido (ou “legítima”), a exemplo do que fez o PSDB. Fazer digressões desairosas sobre a eleição interna do PSDB — ignorando como se deu a “nomeação” do candidato do PT e chamando isso de “análise isenta” — é coisa de vigarista intelectual.

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 16:44

Israel rompe com Conselho de Direitos Humanos da ONU. Faz bem! Aquilo é um Conselho de Ditaduras

Israel rompeu o Conselho de Direitos Humanos da ONU, que aprovou mais uma resolução contra o país e decidiu investigar os assentamentos judaicos na Cisjordânia. Fez muito bem! Fosse eu governo, faria a mesma coisa. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, foi ao ponto. “Este Conselho, com maioria automática hostil a Israel, é hipócrita e deveria se envergonhar. Foram tomadas 91 decisões, 39 delas relativas a Israel, com três referentes à Síria e uma ao Irã.”

A conta dele está certa e fala por si mesma.

Conselho de Direitos Humanos? Aquilo parece uma piada, um antro de ditadores e vigaristas. Trata-se de um arranjo político, para dar “poder aos pequenos”, daí que a distribuição de cadeiras obedeça a um critério regional. Só os EUA se opuseram à resolução contra Israel. Dez países se abstiveram, e os demais votaram a favor. Muito bem. Abaixo, segue a lista a dos países que integram o tal conselho entre junho de 2011 e dezembro de 2012. Volto depois.

ÁFRICA
Angola 2013
Benin 2014
Botswana 2014
Burkina Faso 2014
Camarões 2012
Congo 2014
Djibouti 2012
Líbia 2013
Mauritânia 2013
Ilhas Maurício 2012
Nigéria 2012
Senegal 2012
Uganda 2013

AMÉRICA LATINA
Chile 2014
Costa Rica 2014
Cuba 2012
Equador 2013
Guatemala 2013
México 2012
Peru 2014
Uruguai 2012

ÁSIA
Bangladesh 2012
China 2012
Índia 2014
Indonésia 2014
Jordânia 2012
Kuwait 2014
Quirguistão 2012
Malásia 2013
Maldivas 2013
Filipinas 2014
Qatar 2013
Arábia Saudita 2012
Tailândia 2013

Europa Ocidental
Áustria 2014
Bélgica 2012
Itália 2014
Noruega 2012
Espanha 2013
Suíça 2013
Estados Unidos 2012

EUROPA ORIENTAL
República Chega 2014
Hungria 2012
Polônia 2013
Moldávia 2013
Romênia 2014
Rússia 2012

Voltei
A África, por exemplo, tem direito a 13 das 47 cadeiras. Tente encontrar 13 países naquele continente que tenham os direitos humanos como fundamento… Não se esforce tanto. Se achar cinco, já está bom… A América Latina fica com oito. Cuba, que acaba de prender 70 pessoas, com boas-vindas ao papa, brilha no grupo. Veja o grupo da Ásia. Alguém conhece país mais humanista do que a China, para citar um caso?

As resoluções do Conselho de Direitos Humanos são essencialmente políticas, pautadas, não raro, por um antiamericanismo patológico. Digamos que seja o caso de investigar os assentamentos judaicos na Cisjordânia… Por que não o massacre de cristãos na Nigéria ou na Indonésia, a perseguição aos dissidentes em Cuba e o permanente massacre no Sudão (a divisão mudou muito pouco a realidade do país)?

É claro que todas as nações que aderem à Carta da ONU têm de ter seu assento e coisa e tal. Mas é uma piada grotesca que notórias tiranias façam parte justamente de um “Conselho de Direitos Humanos” e que esse conselho tenha Israel como seu alvo principal. Morrem mais cristãos em um mês na Nigéria ou no Sudão do que palestinos em 10 anos. Todas as mortes nos diminuem, é evidente, mas por que alguns cadáveres não merecem nem mesmo as lágrimas da hipocrisia?

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 15:50

Comissão de Ética decide aprofundar investigações contra Pimentel

Por Márcio Falcão, na Folha:
A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu nesta segunda-feira (26) aprofundar as investigações e encaminhar um pedido de informações ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) sobre consultorias realizadas entre os anos de 2009 e 2010.

A atividade levantou suspeitas de tráfico de influência, o que o ministro, amigo de longa data da presidente Dilma Rousseff, nega. A maioria da comissão acatou parecer do relator, Fábio Coutinho. O voto decisivo foi do presidente do colegiado, Sepúlveda Pertence, que desempatou, votando duas vezes. O parecer sustenta que em casos excepcionais a comissão pode avaliar a conduta do agente público por fato anterior ao exercício do cargo. A partir da resposta de Pimentel, a comissão vai avaliar se é possível abrir processo ético.

“Sem fazer nenhum juízo de mérito por ora sobre as acusações correntes ao ministro do desenvolvimento, resolvemos dar-lhe a oportunidade de se manifestar para que então possamos ajuizar se existe essa situação excepcional em que se justificaria a abertura de um processo ética, embora os fatos veiculados sejam todos eles anteriores a sua posse no ministério”, disse Pertence. Pimentel terá um prazo de dez dias para se manifestar à comissão.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 14:59

Serra diz que há possibilidade de aproximação com PSB e PC do B em SP

Por Daniela Lima, naFolha:
Em entrevista concedida à Folha, o ex-governador José Serra, agora pré-candidato oficial do PSDB à Prefeitura de São Paulo, afirma que trabalhará para atrair partidos de “esquerda democrática” à sua candidatura, referindo-se ao PSB e ao PC do B.

“As esquerdas democráticas têm um compromisso com a justiça social e com a eficiência na aplicação dos recursos públicos, duas marcas do PSDB e, felizmente, da minha atuação na vida pública. Espero que possamos avançar”, afirma Serra.

O ex-governador também defendeu alianças com o governo federal para combater o crack em São Paulo. “[Vamos buscar parcerias] Em todas as áreas. Se os recursos estiverem no Estado, na União, no BNDEs, no Banco Mundial, na ONU, não importa. Fui prefeito e governador, em ambos os casos com alta aprovação, com o PT no governo federal”, afirmou. Veja abaixo a íntegra das respostas de Serra a perguntas sobre política e problemas da capital paulistana.

Folha: Vencidas as prévias, o senhor poderá se debruçar oficialmente sobre a costura de alianças em torno de sua candidatura. DEM e PSD reivindicam a vaga de vice. Como o senhor pretende acomodar esses dois partidos, hoje rompidos, na coligação?
José Serra:
 Vamos trabalhar para ter o maior apoio possível. Uma coligação do tamanho da nossa cidade e de seus desafios. E não apenas para a campanha, mas também para enfrentar os problemas que uma capital mundial como São Paulo tem. Problemas imensos, multifacetados, interligados.

Na campanha e na administração vou buscar a soma, como fiz quando fui ministro, quando fui prefeito da vez anterior, quando fui governador. Política é entendimento. Isso pode ser só um clichê ou ser, de fato, a construção de um consenso. Todos sabem como trabalho. Encontraremos o núcleo de propostas que satisfaçam as aspirações de todas as legendas que nos apoiarem. O objetivo é o bem de São Paulo.

A experiência federal indica que aliança pautada só no imediatismo ameaça paralisar o governo. E estou certo de que o PSD e o DEM querem o melhor para a cidade.. Não será difícil escolher, ouvindo todos, um vice à altura de São Paulo, independente do partido a que pertença. Vamos primeiro construir uma boa e sólida aliança, baseada num projeto que faça a cidade avançar e não retroagir, lá na frente escolheremos o vice. Sem ansiedade.

Há um trabalho forte para atrair o PSB para a coligação tucana, ou pelo menos afastar os socialistas do PT. O senhor acredita ser possível a aliança com o PSB em São Paulo? Como vê uma eventual aproximação do PSDB com outros partidos ditos de esquerda, como o PCdoB, por exemplo?
Como disse, política é a construção de um consenso com base em um núcleo de propostas. Só os tiranos impõem sua vontade sem negociar. Há a possibilidade de aproximação com esses partidos, sim. Ambos são da base do prefeito e um deles da base do governador.

As esquerdas democráticas têm um compromisso com a justiça social e com a eficiência na aplicação dos recursos públicos, duas marcas do PSDB e, felizmente, da minha atuação na vida pública. Espero que possamos avançar.

Sua saída da prefeitura em 2006 para concorrer ao governo do Estado será amplamente explorada pelos adversários. Como o senhor pretender reagir a isso?
Você poderia dizer “novamente explorada” pelos adversários, pois eles já fizeram isso duas vezes e não tiveram êxito. Agora seguem com a pauta pela terceira vez.
A votação que eu tive na cidade como candidato a governador em 2006, superior à que tive como prefeito no primeiro turno, indica que a população compreendeu a minha decisão. O PT ficou chateado pois impedi a sua vitória na disputa pelo governo do Estado. E isso é mesmo verdade. Fui eleito no primeiro turno, com 58% dos votos, a primeira vez na história de São Paulo.
Como a exploração não funcionou, em 2006 os adversários montaram o dossiê dos aloprados, lembra? Em 2010 a população entendeu e apoiou de novo, pois mesmo perdendo a eleição presidencial no Brasil, ganhei em São Paulo nos dois turnos, pelo que fiz como governador no Estado e na cidade. Essa é a história, esses são os fatos. Se quiserem explorar o assunto de novo, que explorem. O eleitorado de São Paulo não se deixa enganar.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Racismo - Site do PSTU prega a destruição do Estado de Israel em benefício da humanidade e diz que judeus colaboraram com o nazismo. Tem de ser posto na ilegalidade já!

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Dois delinquentes foram presos por manter um site que prega, abertamente, a violência contra negros, gays, mulheres, meninas, judeus, cristãos, esquerdistas etc. Trata-se de uma festival de horrores e boçalidades. É evidente que a liberdade de expressão não é um direito absoluto, que se sobreponha a qualquer outro valor. Desde sempre, é preciso não cair na armadilha do paradoxo: a liberdade de expressão, um dos pilares do estado de democrático e de direito, deve suportar uma pregação contra a própria liberdade de expressão e o estado democrático e de direito? Eu entendo que não. O debate é longo. Se dois meliantes merecem estar na cadeia, e acho que merecem, por terem escrito o que escreveram, que punição cabe a um PARTIDO POLÍTICO que prega abertamente a extinção de um país? É o que faz o PSTU.

No site no partido, um estupefaciente artigo assinado por um certo Fábio José C. de Queiroz, colaborador habitual da página, não deixa a menor dúvida: Israel tem de ser destruído. E ela deixa bem claro: não está entre aqueles que defendem a existência dos dois estados, não! O valente chama da “capitulação” o fato de a antiga OLP (Organização para a Libertação da Palestina) ter aceitado a existência do “estado judeu”. Queiroz está com Ahmadinejad, com o Hamas e com o Hezbollah. Nota: ele integra a direção estadual do PSTU no Ceará.

Já fiz um PDF da página. É uma vergonha que um texto como aquele esteja no ar. Se, a partir de agora, o Ministério Público nada fizer, se a Polícia Federal deixar por isso mesmo, se os demais partidos não reagirem, estarão sendo cúmplice de uma violação da Constituição, da Lei dos Partidos (9.096/95) e da lei que pune o racismo.

Estabelece o Artigo 4º da Constituição:
A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo.

No Artigo 5º, encontramos com todas as letras:
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;

Nos artigos 1º e 20 da Lei 7.716, a do racismo, lemos:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

Se isso tudo lhes parecer pouco, temos a Lei 9096, dos Partidos Políticos, cujos dois primeiros artigos são claros a mais não poder:
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.
Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana.

Pregar a destruição de um país viola, pois, como é óbvio, também essa lei. Eis o PSTU, composto de notáveis defensores da liberdade, que saem por aí acusando de “fascistas” quem simplesmente ousa divergir de seus postulados. Vocês sabem: quando esquerdistas querem varrer nações do mapa, eles têm bons motivos… E isso, claro!, não tem nada a ver com preconceito!!! O tal texto foi publicado em 5 de fevereiro de 2009. A data não muda seu conteúdo. ATENÇÃO! É MENTIRA QUE ESSA SEJA A POSIÇÃO DO MILITANTE, NÃO DO PARTIDO. O TEXTO O PROVA, DE MODO INEQUÍVOCO:

“Fechou-se um ciclo, mas não o processo de enfrentamento dos palestinos contra o Estado sionista, racista e terrorista de Israel. O PSTU se orgulha de se posicionar frontalmente pela destruição de um Estado gendarme cuja vocação histórica tem sido a de servir aos interesses imperialistas (…)”

Será que o PSTU estaria disposto a dar ao menos uma chance a Israel? Não! Leiam:
“Assim como não havia meio termo no embate frente ao nazi-fascismo, não há possibilidade de posição contemporizadora no que toca esse problema que não é do Oriente Médio, mas diz respeito a toda humanidade.”

Você entenderam direito: o PSTU quer destruir Israel em benefício da humanidade!

Seria o partido apenas crítico do governo de Israel, mas defensor da existência do país,  vá lá, em outros moldes?  Não! Trata-se de  ”um estado que surgiu expelindo sangue e lama por todos os poros”. O articulista deixa claro por que advoga a solução final. Israel corresponderia à “formação de uma máquina estatal artificial, militarista e confessadamente racista.” Assim, “imaginar que é possível solucionar a grave questão palestina ignorando esse aspecto essencial é atirar às calendas gregas uma real solução para um drama que se arrasta deixando finíssimas partículas de sangue coaguladas pelo chão.”

E qual é a real solução? A “destruição de um Estado gendarme”. O PSTU não quer que se tenha a menor dúvida sobre o seu pensamento: “Nunca é demasiado lembrar: os sionistas que estiveram na base do banho de sangue com que se adubou a terra roubada dos palestinos não são os herdeiros das vítimas dos fornos crematórios nazistas, mas, inversamente, não deixaram de colaborar com os carrascos hitleristas, como enfatizou Schoenman (vide A história oculta do sionismo).”

O texto se refere ao americano de origem judaica Ralph Schoenman, militante de esquerda e crítico severo do estado de Israel. Esta é uma das flores do anti-semitismo: usar palavras de um judeu contra todos os judeus. Canalhice intelectual implícita: “Por que um judeu mentiria ao criticar Israel?” Pressuposto: um judeu só mentiria quando defende o país!. É asqueroso! Em tempo: Schoenman, no máximo, pede o fim da ajuda internacional a Israel, não a sua destruição.

O partido não poupa Yasser Arafat ou Mohamed Abbas. Eles teriam capitulado!!! Leiam:
“A esquerda majoritária está frente uma encruzilhada: ou supera as suas cartas programáticas ou ignora a realidade. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) surgiu sem reconhecer o Estado de Israel. No seu ato de criação, a OLP adotou uma Carta em que proclamava a luta armada contra o Estado judaico, não reconhecido por Arafat e seus correligionários. A capitulação dos anos 1990 marcou a crise da direção histórica dos palestinos, especialmente de Yasser Arafat. À época, [Edward] Said se manifestou profeticamente: “A dificuldade adicional é que todos os seus possíveis sucessores são figuras menores, que provavelmente tornarão as coisas piores”. Sem dúvida, o papel nefasto e cúmplice cumprido por Mahmoud Abbas, líder do Fatah, herdeiro político de Arafat, ratifica o prognóstico do intelectual palestino.”

Caminhando para a conclusão, há a exortação inequívoca:
“Assim, para a pergunta ‘o que fazer com o Estado colonial sionista’, só há uma resposta: a sua destruição. Os atalhos apenas nos levam a um ponto mais longínquo de uma sociedade definitivamente pós-sionista, portanto, laica, democrática e não-racista.

Por alguma razão, intuo que esses bravos nem contam com a possibilidade de que Israel possa se defender, né?

Entenderam? Prega-se ali um não-racismo sem judeus! É o que quer o PSTU. Parece que o tal Mohammed Merah, na França, queria a mesma coisa.

 O autor e a direção do partido ainda estão soltos. Por quê?

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 7:45

48 anos depois, há gente querendo cassar de novo os direitos políticos de Serra

O principal adversário do tucano José Serra na eleição para a Prefeitura de São Paulo não é o candidato do PT, do PMDB ou de outro partido qualquer. Seu principal oponente é a cobertura política de boa parte da imprensa paulistana. O viés de certo jornalismo que se quer isento já ultrapassa a fronteira do ridículo. Nas prévias realizadas ontem, Serra obteve 52,1% dos votos — José Aníbal ficou com 31,2%, e Ricardo Trípoli, com 16,7%. Bastaria 33%  mais um, certo? Ele superou, no entanto, a soma dos outros dois. Leiam jornais de São Paulo, e vocês ficarão com a impressão de que Serra foi derrotado. E tal perspectiva, claro!, é atribuída a seus próprios “assessores”, que estariam esperando mais… A sorte de Serra é que existem os eleitores!

Ora, se a perspectiva fosse uma vitória com, sei lá, 70% ou 80% dos votos, então prévias para quê? José Aníbal e Ricardo Trípoli só mantiveram suas respectivas postulações — Andrea Matarazzo e Bruno Covas desistiram como parte do entendimento político que juntou parcela do PSDB — porque, afinal, as prévias se mostraram um processo efetivo, que, de fato, mobilizou o partido. O evento deveria, em si, independentemente de méritos e deméritos dos postulantes, estar sendo aplaudido. Por virtuoso, necessariamente afastava a possibilidade de um esmagamento. Um observador que ignorasse como se andam a fazer salsichas no Brasil ficaria estupefato: “Esperem aí: esse cara obteve 52,1% dos votos, e estão dizendo que o resultado é ruim?” A sorte de Serra é que existem os eleitores.

Quanto tempo vai demorar para que alguém lance suspeitas sobre a legitimidade de Dilma Rousseff? Afinal, havia 124 milhões de eleitores no Brasil em 2010, e ela obteve “apenas” 55.752.529 — 44,9% dos votos. Entenderam? Nada menos de 55,1% dos brasileiros habilitados a votar NÃO VOTARAM NELA. Mas esse é o tipo de conta que não se faz com petista porque logo se lança a suspeita de que o analista é um golpista. Com um tucano, tudo bem! A sorte de Serra é que existem os eleitores.

Talvez seja chegada a hora de os senhores editores e diretores de redação refletirem um tantinho se não estão passando da conta. Até quando a candidatura de Serra ficará refém do samba de uma nota só da renúncia à Prefeitura em 2006 — como se os próprios eleitores não tivessem se posicionado a respeito, inclusive os da cidade de São Paulo, ao elegê-lo governador? Elegeram-no porque reprovaram a sua gestão? Dos outros pré-candidatos não se cobram propostas, descumprimentos de promessas, passado, nada… Toda a severidade do chamado “jornalismo crítico” está reservada ao tucano. A sorte de Serra é que existem os eleitores.

O que mais esperam que diga? Por qual nova explicação anseiam? Em 2006, aconteceria uma de duas coisas: ou o PSDB lançava Serra candidato ao governo de São Paulo, ou Aloizio Mercadante, do PT, seria eleito. O que, afinal de contas, esses setores do jornalismo censuram nos tucanos? A “traição” de terem impedido a vitória de Mercadante? Teria sido legítima se tivesse acontecido — apesar do dossiê dos aloprados… —, mas não aconteceu. Qual foi o pecado do PSDB? Não ter escolhido a derrota? A sorte de Serra é que existem os eleitores.

Caso vença a eleição, não há no horizonte circunstância que force Serra a disputar um outro cargo em 2014. Esse jogo está jogado. A insistência no tema, é indisfarçável, integra um trabalho que já não tem mais nada a ver com jornalismo: é militância política. Não por acaso, a questão é hoje o único tema de que se ocupam o petista Fernando Haddad e o neopeemedebista Gabriel Chalita. Ambos, aliás, podem fazer propostas escancaradamente anti-sociais — a exemplo do que disseram sobre a inspeção veicular —, e não se lê uma só linha de crítica, nada! É que é preciso voltar a 2006, ao papel, ao esforço de criminalizar politicamente o que crime não é; à tentativa de condenar Serra por algo que a população aceitou. A sorte de Serra é que existem os eleitores.

E é justamente porque os eleitores existem que se faz esse trabalho incansável: quem sabe eles mudem de ideia, não é? Analistas ditos “isentos”, que fingem estar preocupados apenas com a “ciência política”, são ouvidos para falar sobre a política e pregam — sem citar nomes, claro! — o que chamam “renovação”. Os renovadores, então, seriam Gabriel Chalita e Fernando Haddad. Como ninguém aposta no taco do primeiro, trata-se de campanha eleitoral para o segundo — conta-se com o outro apenas como esbirro do projeto. O homem da renovação é aquele que foi feito candidato porque o coronel Lula mandou.

Cada um escreva o que bem entender. Faço o mesmo. Eu estou aqui apontando a existência de uma pauta direcionada, fanaticamente anti-Serra, que preserva os demais candidatos de qualquer abordagem crítica, que consegue transformar a vitória nas prévias eleitorais numa espécie de derrota. Afinal, disputando com dois outros, ele obteve “apenas” 52,1% dos votos. Sabem como é… 47,9% não votaram nele, assim como 55,1% dos brasileiros NÃO VOTARAM EM DILMA!

Gilberto Dimenstein tinha todo o direito de tentar eleger Aloizio Mercadante, seu ex-cunhado, tio de seus filhos, em 2006. Aquela pequena ceninha que ele armou não precisava, no entanto, ter virado categoria de pensamento. Chegou a hora de a imprensa paulistana se ocupar dos problemas da cidade. Serra já teve os direitos políticos cassados em 1964. Nao será a democracia a cassá-los de novo!

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 7:35

Aborto - Vídeo com provocação contra defensores da vida some do Youtube. Mas já está de volta!

Contei aqui a história de Elisa Gargiulo, a moça que, na quarta-feira, decidiu se imiscuir numa manifestação pública contra o aborto promovida por um grupo de católicos para, em nome das mulheres, defender a legalização da prática. Acompanhada de outras seis pessoas, ela resolveu documentar o seu ato de grande coragem e postou o filme no Youtube. Elisa não se contentou. No Facebook, denunciou:
“Vejam no video. Foi muito agressivo o jeito que os pro-morte me intimidaram e me empurraram com seus cartazes horrorosos. Depois disso, ficaram nos perseguindo e intimidando, aos berros (…). Fiquei muito triste. Não só com a truculência mas com a quantidade ridícula de pessoas que estavam lá com a gente. (…) Fico pensando na violência que sofri hoje (…)”

Resolvi assistir ao filme. Não houve violência nenhuma! Ao contrário. Os católicos foram extremamente educados com ela. Embora ela estivesse lá para fazer um provocação e, quem sabe, gerar tumulto para poder acusar os adversários de truculentos, nada disso aconteceu. Ao contrário. Falou-se no direito democrático de divergir — coisa que, é provável, a moça não reconhece àqueles de quem discorda.

Devo lhes dizer que essa é uma tática de militância: seja violento e acuse o outro de violência; seja intolerante e acuse o outro de intolerância; seja preconceituoso e acuse o outros de discriminação. No primeiro grande comício dos nazistas após Hitler se tornar chanceler, 19 dias depois da tragédia, Goebbels fez um discurso em que acusava a grande imprensa de… discriminar os nazistas!!!

A ideologia embota de tal maneira o cérebro que blogs e sites de esquerda publicavam o filme e diziam: “Vejam a violência dos católicos!”; “Olhem como os católicos são truculentos!” E escreviam essas coisas contra as evidências da própria imagem. Pois bem. Chamei aqui a atenção para o fato e não deu outra! Resolveram tirar o vídeo do ar!

Acontece que o filme foi recuperado pelos internautas. E agora eu também fiz uma cópia. Elisa foi tratada com civilidade. E devo dizer aos católicos que este há de ser o padrão. Os provocadores vão sempre existir. Não caiam no truque. Segue o filme outra vez. Já mudei o arquivo do post original. Volto em seguida.

Somos aqueles que se opõem à cultura da morte e da violência. Por isso, deixo claro que não publicarei eventuais comentários com agressões à moça. Eu torço é para que ela abandone seu equívoco; para que não carregue na memória, vida afora, o peso de defesa tão nefasta.

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 7:33

Os direitos humanos de que Maria do Rosário gosta: Cuba prende 70 antes de chegada do papa

Por flávia Marreiro, na Folha:
A menos de 24 horas da chegada do papa Bento 16 a Cuba, opositores do governo comunista da ilha afirmaram ontem que ao menos 70 de seus apoiadores, entre eles 25 mulheres do grupo Damas de Branco, foram detidos por agentes do Estado. A maior parte das prisões aconteceu em Santiago de Cuba, no leste, cidade onde desembarcará o papa hoje. Os números são da ilegal, mas tolerada Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional e das Damas de Branco, que protestaram ontem em Havana.

As detenções parecem não ser suficientes para dissuadir os opositores de irem às missas celebradas por Bento 16 -hoje em Santiago e a segunda e última em Havana, na quarta-feira. Ontem, na capital, a porta-voz das Damas de Branco, Berta Soler, exortou suas companheiras a desafiarem o governo e participar das atividades ignorando advertências feitas por policiais e cercos formais e informais nas casas das ativistas. “Casa não é calabouço. Se quiserem nos impedir, que nos prendam”, disse Soler.

“Eles apareceram na minha casa às 6h da manhã e disseram que eu não viesse que ia ser candela [ia pegar fogo], que eu ia ficar presa até o papa ir embora”, disse Elza Sarduy, 27, também “dama”. “Não vamos lá fazer política”, disse Soler, que voltou a pedir audiência de “ao menos um minuto” com o papa.

Momentos antes, Soler liderara a marcha silenciosa das mais de 30 mulheres de branco presentes pelo canteiro central da 5ª Avenida de Miramar, coalhada de representações diplomáticas. O cortejo foi seguido por ao menos o dobro de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos, uma não usual profusão de imprensa estrangeira credenciada oficialmente para registrar a visita de Bento 16. A manifestação é um dos mais emblemáticos e resistentes símbolos da diminuta e pulverizada oposição.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 7:31

Dilma baixa 40 medidas protecionistas e os empresários querem bem mais

Por Raquel Landim, no Estadão:
A presidente Dilma Rousseff já adotou uma avalanche de iniciativas para proteger a indústria nacional da invasão dos importados. Levantamento feito pelo ‘Estado’ identificou 40 medidas aplicadas ou em análise. O protecionismo brasileiro provoca apreensão nos parceiros comerciais, mas os empresários reclamam que as medidas são pontuais e não resolvem o problema.

O esforço engloba desde medidas abrangentes como intervenção no câmbio, maior fiscalização nos portos e preferência a produtos nacionais em licitações, até sobretaxas para produtos específicos, elevação de impostos só para importados e a renegociação do acordo automotivo com o México.

Desde o início da crise em 2008, o ministério da Fazenda já alterou 13 vezes a alíquota e/ou o prazo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para frear a entrada de dólares - seis só no governo Dilma. O Banco Central também intervém rotineiramente no mercado de câmbio para impedir a alta do real. A equipe do ministro Guido Mantega adotou medidas heterodoxas no comércio exterior como a alta de 30 pontos porcentuais do IPI dos carros importados ou a transformação do imposto de importação do vestuário em valor fixo (a medida já é lei, mas não foi regulamentada).

A Receita Federal se tornou protagonista no esforço de defender a indústria. Na semana passada, deflagrou a operação Maré Vermelha, que torna mais rigorosa a importação de vários bens de consumo. “Com 200 servidores envolvidos, a mobilização da operação é histórica”, disse Ernani Argolo Checcucci Filho, subsecretário de aduanas e relações internacionais. O órgão discute convênio com o Inmetro para verificar se os produtos importados respeitam normas de qualidade e segurança. Importadores temem que fiscalização vire barreira técnica.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

26/03/2012 às 7:29

PT pressiona por abertura de inquérito contra Demóstenes

Por Fábio Fabrini, no Estadão:
O PT e partidos aliados ameaçam representar contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, caso não encaminhe ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para investigar o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e outros parlamentares citados na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. A investida para pressionar Gurgel foi acertada ontem e é o primeiro passo de uma articulação para a abertura de processo no Senado contra Demóstenes, que poderia resultar na cassação de seu mandato. A partir de uma denúncia formal ao STF, o PT e partidos aliados teriam fundamento para pedir ao Conselho de Ética da Casa que avalie a situação do senador.

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (PT), anunciou que enviará representação a Gurgel pedindo que denuncie os parlamentares. “Se não houver resposta, vamos representar contra o procurador. Ele precisa cumprir a parte dele”, avisou ontem, acrescentando que só aguarda uma conversa com senadores do PSB e do PDT para preparar o documento. “De posse disso (as informações enviadas ao Supremo), a gente vai julgar se há quebra de decoro no caso de Demóstenes”, adiantou. O petista diz que, na última segunda-feira, o Ministério Público Federal em Goiás já denunciou, com base na operação da PF, 80 suspeitos de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis no Estado. “Se isso já foi feito, não há mais nenhuma ação da Polícia Federal em relação à Monte Carlo. Não há mais motivo para não tocar isso adiante”, cobrou.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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