INTERVENÇÃO 1: Esquerda papa-defunto e setores da imprensa quebram a cara: segue esmagador o apoio à ação federal no Rio

Publicado em 25/03/2018 12:55
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por REINALDO AZEVEDO

A esquerda papa-defunto e do miolo mole, liderada por Caetano Veloso (a que estágio chegamos!), e amplos setores da imprensa deram com os burros n’água. A que me refiro? Pesquisa Datafolha publicada pela Folha neste domingo evidencia que segue esmagador o apoio da população carioca à intervenção federal: 76%! Dizem-se contrários à ação 20%, e 5% não opinaram. No levantamento anterior, feito nos dias 8 e 9, antes do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, estes números eram, respectivamente, 79%, 17% e 3%. A variação, portanto, está dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais.

Vamos convir: é um tapa na cara daqueles que tentaram fazer do assassinato de Marielle uma bandeira contra a intervenção federal. Não funcionou. Faltou combinar com a população. Mesmo na Zona Sul do Rio, com seus vários tons de vermelho — isto é, de esquerdismo com vista para o mar —, a rejeição está longe de ser majoritária.

As esquerdas — no Rio, são lideradas pelo… PSOL!!! — não vão parar. É da sua tradição irrigar o solo de suas fantasias com o sangue ou de seus mártires ou da massa. Quem sabe a imprensa recobre o juízo. A julgar pelo que vejo, isso não acontece tão cedo.

INTERVENÇÃO 2: para 43% dos cariocas, imprensa dá ao caso Marielle importância superior à merecida; para 13%, inferior

A parcela dos cariocas que acredita que a imprensa está exagerando na cobertura da morte de Marielle — isto é, dando-lhe uma Importância editorial acima do necessário — é a maior entre os grupos de opinião: esse é o caso para 43% dos entrevistados. Dizem que o assunto está tendo a devida cobertura 38% dos ouvidos. Para 13%, dá-se ao atentado menos importância do que tem, e 6% não souberam responder.

As múltiplas tentativas de desacreditar o esforço oficial para chegar ao assassino também não estão dando resultado. Acham a investigação ótima ou boa 37% dos ouvidos; para 34%, ela é regular. Veem o trabalho como ruim ou péssimo apenas 17%, e 12% não sabem. Esse número é emblemático porque é evidente que as pessoas não dispõem de critérios técnicos para fazer a avaliação. Trata-se de mais um voto de confiança na ação federal, uma vez que a pregação na imprensa contra a intervenção chega a ser esmagadora, por meio de reportagens, colunas de opinião e mexericos.

Metade dos ouvidos acredita que se chegará à autoria do assassinato: para 41% vai demorar; para 19%, será em pouco tempo. Para 32%,  os autores seguirão desconhecidos, e 8% dizem não saber.

INTERVENÇÃO 3: maioria tomou, sim, conhecimento das “fake news” sobre Marielle, mas não lhes deu crédito

A preocupação com as “fake news”, nesse caso, se mostrou exagerada. Parece que a população é menos crédula do que supõem alguns. Combater os vagabundos que se dedicam a esse ofício é um dever. Mas é bom tomar cuidado para a coisa não degenerar em censura. A maioria tomou, sim, conhecimento das notícias falsas que circularam sobre Marielle, mas não acreditou nas ditas-cujas. A falsa informação de que ela fora casada com o traficante Marcinho VP, por exemplo, chegou a 60% dos entrevistados. Nesse grupo, 45% não acreditaram, contra apenas 6%. Ouviram que ela teria vínculos com facções criminosas 56% dos que responderam à pesquisa, mas 40% não lhe deram crédito, contra apenas 9% que acharam o contrário.

Convenham, as “fake news” sobre Jesus Cristo talvez convençam mais gente. Exagerar a importância do besteirol que circula na Internet — e nunca antes se fez tamanho alarde — é parte de uma estratégia política para transformar Marielle em mártir de uma causa: o fim da intervenção.

INTERVENÇÃO 4: Marielle estava longe de representar a vontade dos pobres: apoio à ação é maior nas favelas do que fora delas

A fatia da Zona Sul branca, endinheirada e escolarizada que resolveu atacar a intervenção está muito longe de representar aqueles que Caetano Veloso chama “pobres de tão pretos e pretos de tão pobres”. Aliás, é preciso que se diga com todas as letras: a própria Marielle não representava o pensamento dos pobres nesse particular e, tudo indica, em muitos outros. Não por acaso, dos mais de 46 mil votos que obteve, apenas 1.688 foram colhidos na zona eleitoral formada pelo Complexo da Maré, comunidade onde cresceu, e pelos bairros de Bonsucesso e Ramos. As dez zonas em que se saiu melhor incluem Cosme Velho, Laranjeiras, Botafogo, Flamengo, Gávea e Leblon. 

O apoio à intervenção entre as pessoas que moram nas favelas é de 78%, superior àquele dos que não moram: 75%. Quando se faz um corte pela cor da pele, os números são os mesmos: a adesão é de 76% entre negros, pardos e brancos.

INTERVENÇÃO 5: ainda esmagador, apoio é menor na Zona Sul, entre os mais ricos e os com maior escolaridade. Alguma surpresa?

Quando se faz o corte por renda e bairros, aí os sonhos e delírios de certa elite carioca se revelam de maneira até um tanto vexaminosa. De saída, note-se que a intervenção federal tem amplo apoio em todos os bairros, mas é de 81% na pobre Zona Oeste e de 63% na Zona Sul mais Tijuca. É de 80% entre as pessoas que têm até o ensino fundamental e de 60% entre aquelas com formação universitária. Dizem “sim” à ação federal 79% dos que ganham até dois salários mínimos, e 66% dos que ganham mais de 10. Aposto que, se o Datafolha resolvesse fazer um corte específico para saber a opinião dos que recebem mais de 100 salários mínimos, talvez a adesão à medida ficasse abaixo dos 50%.

O que isso quer dizer? Bem, a coisa me parece claríssima: os que mais sofrem com a ação dos criminosos — sejam traficantes, milicianos ou policiais bandidos — são os mais pobres. E, por óbvio, são eles a dar mais apoio à intervenção.

INTERVENÇÃO 6: para 71%, tudo segue na mesma, mas 52% apostam que segurança vai melhorar. Ou: PSOL e sanidade moral

A intervenção federal no Rio já dura um mês. A tarefa é de tal ordem gigantesca que, por óbvio, os efeitos são ainda modestos. E a população tem consciência disso. Para 71%, a realidade ainda não mudou. Dizem que a ação já provocou efeitos positivos 71%, e apenas 6% afirmam que piorou. Há, no entanto, um otimismo prudente a respeito: para 52%, a segurança estará melhor quando a intervenção acabar; dizem que ficará tudo na mesma 36% dos entrevistados. Só 8% acham que a coisa vai piorar.

Os números da pesquisa (vejam os demais posts a respeito) são bastante decepcionantes para os que acharam que poderiam transformar o cadáver de Marielle num símbolo de suas pretensões políticas. Diante desses dados, haverá quem diga que a resistência é maior entre os mais escolarizados e os mais ricos porque essas pessoas, afinal, são mais bem-informadas. É um jeito de ver as coisas.

Mas registro que é justamente nesse grupo, no Rio, que um partido como o PSOL seduz mais gente, tem maior penetração.

Bem, não é que eu desconfie da qualidade intelectual dos eleitores desse partido. Considerando os postulados dos valentes — ainda têm Cuba como referência, reverenciam um pistoleiro como Nicolás Maduro e andam de braços dados com black blocs —, é o caso de desconfiar de sua sanidade mental. Sobre a sanidade moral, não tenho nenhuma desconfiança, só certezas.

Os adoradores e aduladores de cadáveres perderam. Ponto.

FOLHA: Maioria no Rio aprova intervenção federal mas não vê melhora na cidade

Segundo Datafolha, 76% dos que vivem na capital do estado apoiam a medida

O vigia José Nascimento, 65, estava de plantão quando avistou uma viatura da Polícia Militar. O fundo do veículo se soltou ao passar em um quebra-molas, e José passou a tarde ajudando os policiais no conserto do carro. "Quer dizer, uma polícia nessas condições tem como correr atrás de bandido? Não dá, tinha que chamar o Exército mesmo."

Naquela mesma semana, José seguia de ônibus para a sua casa, na zona oeste do Rio, quando uma bala perdida atravessou um vidro e atingiu o braço de um passageiro. "Ou seja, não mudou nada, a situação continua péssima." 

A opinião do vigia é a mesma da maioria dos moradores da cidade do Rio. Segundo pesquisa Datafolha feita nos últimos dias na cidade, 76% são favoráveis à intervenção federal na segurança pública do estado, contra 20% de contrários —5% não opinaram.

No mesmo levantamento, o instituto mapeou a opinião dos cariocas sobre as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e a reprodução de informações falsas a respeito dela —bem como os atuais índices de popularidade do prefeito Marcelo Crivella (PRB) e do governador Luiz Fernando Pezão.

A maioria, porém, avalia que a ação do Exército desde o mês passado não fez diferença no combate à violência na cidade (71%). Outros 21% acham que a situação melhorou com os militares, enquanto 6% acham que piorou.

Ainda assim, 52% estão otimistas e acreditam que, até o fim da intervenção federal, marcada para dezembro, a segurança no município irá melhorar —36% acham que ficará como estava antes.

A intervenção foi determinada em 16 de fevereiro pelo presidente Michel Temer (MDB), que escalou como interventor o general do Exército Walter Braga Netto. 

Em todas as regiões da cidade e em todos os segmentos socioeconômicos há uma maioria a favor da intervenção. "Não tinha jeito. A polícia não tem moral para combater criminosos. Todos sabem que eles estão envolvidos. Trazer as Forças Armadas foi a única solução possível", afirma a aposentada Lucília de Castro, 89.

A região que mais apoia a intervenção é a zona oeste (81%), de onde vem o vigia José Nascimento, e a que menos a apoia é a sul (63%). Uma das taxas mais altas de reprovação vem dos mais jovens (31% entre os que têm de 16 e 24 anos), como o estudante de artes cênicas Gabriel Lopes, 21.

"As Forças Armadas não são treinadas para fazer o que estão fazendo. Podem até piorar. A gente já viu aí várias violações dos direitos das pessoas das favelas", diz ele.

Nos quesitos escolaridade e renda, o apoio à intervenção é mais baixo entre pessoas com nível superior completo (70%) e com renda familiar mensal de mais de dez salários mínimos (66%).

Há pouca diferença entre as opiniões de quem mora dentro e fora das favelas (78% e 75% são a favor da intervenção, respectivamente). A posição também não muda com a cor da pele: é de 76% entre brancos, pardos e negros.

Em comparação à pesquisa feita em outubro do ano passado, o apoio de maneira geral ao uso das Forças Armadas no Rio recuou. Naquele momento, 83% eram a favor da sua convocação --agora, 79% aprovam a sua atuação.

SENSAÇÃO

As Forças Armadas estão nas ruas do Rio desde setembro passado. Com a intervenção, um general do Exército também assumiu o comando das polícias Civil e Militar, além de todo o sistema penitenciário do estado.

"Eu tenho a sensação de que melhorou, mas não em todos os lugares. No Rio, me sinto mais segura hoje do que há um ano, mas na Baixada [Fluminense], onde moro, não mudou nada, está muito perigoso, como tem sido desde 2012", relata a cuidadora Mel Menne, 43.

Sem um plano e um orçamento definidos, a intervenção foi anunciada às pressas pelo Planalto, com aval do governador Luiz Fernando Pezão (MDB).

Inicialmente, cogitou-se o uso de mandados coletivos de prisão nas favelas, mas o governo logo recuou.

Depois, adotou-se a favela Vila Kennedy, na zona oeste, como espécie de laboratório da intervenção. Após um mês de operações, porém, o governo anunciou que pretende deixar o patrulhamento da comunidade até o início de abril.

Mesmo com a intervenção, episódios de violência continuam acontecendo na cidade. O caso mais emblemático foi o assassinato há 11 dias de Marielle Franco, 38, e de seu motorista, Anderson Gomes, 39,ainda não esclarecido.

Nos dias seguintes, um bebê de dois anos, uma mulher e um homem morreram alvos de bala perdida no Complexo do Alemão. Na semana passada, um tiroteio no centro da cidade matou um pedestre, e ao menos três policiais militares foram mortos no estado.

A opinião dos moradores do Rio mudou pouco depois do assassinato da vereadora. Pesquisa Datafolha feita na semana anterior ao crime mostrava que 79% dos entrevistados eram favoráveis à intervenção e 17%, contrários.

O questionário mais recente, feito em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ouviu 1.012 pessoas de quarta (20) a sexta-feira (22). A margem de erro é de três pontos percentuais.

A sensação de insegurança na cidade continua alta. A grande maioria dos moradores afirma que gostaria de deixar o Rio por causa da violência (73%). A proporção é similar à registrada em outubro de 2017 (72%). 

"Se pudesse, gostaria de ir morar no interior. O Rio já deixou de ser cidade maravilhosa faz tempo", afirma Menne.

Ainda sobre o medo da população, em outubro, 5% disseram não sair à noite por causa da insegurança. A proporção subiu para 12% na pesquisa da semana passada. 

"Tenho muito medo de assalto. Se for sair na rua perto de casa, levo o celular dentro da calça", conta a professora de culinária Carolina Lisboa, 27, moradora do bairro de Irajá (norte), que fica próximo a favelas violentas. 

O Rio passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o estado está em situação de calamidade pública.

O interventor federal cobra verba extra para que o estado possa equipar as polícias, por exemplo, o que deve ser aprovado somente no segundo semestre pelo Congresso. Atualmente, não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs já aprovados em concurso.

Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para o carro das corporações, e faltam equipamentos como coletes e munição. A falta de estrutura atinge em cheio o moral da tropa policial e torna os agentes vítimas da criminalidade.

Somente neste ano, 31 PMs foram assassinados no estado —foram 134 ao longo de todo o ano passado.
Policiais, por outro lado, também estão matando mais. O número de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial voltou a patamares anteriores à gestão de José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança (2007-2016), após uma queda de 2007 a 2013. No ano passado, 1.124 pessoas foram mortas pela polícia.

Na Reuters: Tiroteio deixa 7 mortos na Rocinha, diz PM do Rio de Janeiro

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ao menos sete pessoas morreram em confronto com a polícia neste sábado, na favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, informou a Polícia Militar em nota.

Os tiroteios começaram ainda de madrugada e os moradores, em pânico, começaram a postar nas redes sociais os barulhos do confronto.

Segundo a PM, homens do batalhão de choque, tropa de elite da corporação, faziam uma patrulha na comunidade "quando criminosos armados atiraram contra as equipes", dando origem a um confronto.

"Após cessar os disparos, sete criminosos feridos foram socorridos ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde vieram a óbito", disse a polícia em nota.

De acordo com o relato da polícia, com os baleados, foram apreendidos um fuzil, sete pistolas e duas granadas. A ocorrência será registrada na Delegacia de Homicídios.

O Rio de Janeiro está sob intervenção federal na área da segurança há mais de um mês, mas mesmo assim vários casos de violência vem sendo registrados no Estado.

Segundo a PM, o saldo operacional de sua atuação na Rocinha, nos últimos seis meses, contabiliza 105 prisões e apreensão de mais de 100 armas, dentre elas 38 fuzis. Também foram apreendidas 69 granadas/artefatos explosivos, dois PMs morreram e oito ficaram feridos.

Multidões saem às ruas nos EUA para pedir controles mais restritos para venda de armas

Por Ian Simpson e Zachary Fagenson

WASHINGTON/PARKLAND (Reuters) - Dezenas de milhares de norte-americanos se reuniram por todo país neste sábado em manifestações do movimento "March For Our Lives" para exigir leis de controle e venda de armas mais rígidas, conduzidos por sobreviventes do massacre em escola da Flórida, no mês passado, que acendeu a indignação pública em relação aos atentados cometidos por atiradores. 

Estudantes do colégio de Parkland, na Flórida, onde 17 pessoas foram mortas no dia 14 de fevereiro, estavam escalados para falar no maior dos eventos, na capital Washington, onde organizadores esperavam 500 mil pessoas na manifestação próxima ao Capitólio para pedir que o Congresso combata a violência por armas.

Os protestos têm como objetivo quebrar um bloqueio legislativo que há tempos impede os esforços para aumentar as restrições nas vendas de armas de fogo em um país onde tiroteios em escolas e faculdades se tornaram ocorrências assustadoramente frequentes. 

"Eu não quero que outra criança se torne uma estatística", disse Ashley Schlaeger, uma caloura de 18 anos da Ohio State University que se dirigiu a Washington com amigos para o protesto. 

No subúrbio de Parkland, em Fort Lauderdale, milhares de pessoas passaram por checkpoints da polícia para se reunirem em um parque para uma marcha. Muitos carregavam cartazes com slogans incluindo "Serei o próximo?", "Um chamado às armas para a Segurança de nossos filhos e filhas" e "Congresso=Assassinos". 

Adam Buchwald, que sobreviveu o tiroteio na escola Marjory Stoneman Douglas, disse ao público que ele e seus amigos estariam focados em conseguir a aprovação da nova legislação. 

(Reportagem adicional de Katanga Johnson em Washington e Jim Oliphant em West Palm Beach)

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Fonte: Blog Reinaldo Azevedo

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