Aftosa no Paraguai deixa RS em situação de alerta

Publicado em 04/01/2012 06:29 663 exibições
Coordenadores da Secretaria da Agricultura decidiram intensificar ações de defesa sanitária.
O surgimento de um novo foco de aftosa no Estado de São Pedro, no norte do Paraguai, deixou os técnicos do Departamento de Defesa Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio em estado de alerta. O foco, segundo as autoridades paraguaias, foi constatado na fazenda Gustavo Trugger, localizada no distrito de Piri Pukú, na periferia de San Pedro, a cerca de 340 quilômetros da capital Assunção.

O estabelecimento fica a 20 quilômetros da estância Santa Helena, onde foi constatado um outro foco no mês de setembro do ano passado, o que implicou na declaração de emergência sanitária animal e a perda do status de país livre da aftosa pelo Paraguai. Este novo, que atinge pelo menos 170 cabeças da propriedade de Trugger, que está interditada, foi verificado no mesmo dia em que o governo paraguaio suspendia o estado de emergência sanitária.

Na manhã desta terça-feira, em reunião coordenada pelo diretor do Departamento de Defesa Agropecuária, Eraldo Leão Marques, que reuniu os coordenadores da Defesa Sanitária Animal, da Fiscalização de Trânsito de Animais e de Doenças Vesiculares, foi estabelecido um plano de ação para intensificar as ações de vigilância, especialmente na área entre Garruchos e Barra do Guarita, na fronteira noroeste do Estado. A área, às margens do Rio Uruguai, na Fronteira com a Argentina, totaliza aproximadamente 200 quilômetros de linha de fronteira e pelo menos 60 quilômetros para dentro do território brasileiro.

Nesta região, onde estão instaladas as coordenadorias regionais do Departamento de Defesa Agropecuária de Santa Rosa, São Luiz Gonzaga e Ijuí, abrangendo 29 municípios, serão montadas seis equipes volantes, cada uma com um médico veterinário e dois auxiliares, que contarão com o apoio da Brigada Militar. Estas equipes, conforme Eraldo Leão, exercerão o que ele denomina de vigilância ativa, com montagem de barreiras, vistoria a propriedades de risco, fiscalização de estabelecimentos que comercializam carnes e derivados e executarão ações de vigilância sanitária.

O diretor disse que não existam razões para semear um clima de pânico entre os produtores gaúchos. Eraldo enumera algumas razões que tranqüilizam o serviço de vigilância. “Acabamos de vacinar pelo menos 95,96% dos bovídeos com idade até dois anos, o foco verificado tem algumas barreiras antes de chegar ao Rio Grande do Sul, como os estados do Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina, por um lado, e a Argentina de outro e, além disso, nossos produtores estão bastante conscientes do risco que todos corremos de o vírus da aftosa voltar ao Estado e, por isso, tem agido de acordo com as determinações oficiais”, declara.

Participaram da reunião o coordenador de Defesa Sanitária Animal, Nelmo Adams, os coordenadores do serviço de controle e fiscalização de trânsito, Rodrigo Etges e Gabriela Maura Cavagni, os coordenadores do serviço de doenças vesiculares, Marcelo Göcks e Lucila Carboneiro dos Santos, o responsável pela área animal do DDA, André Mendes Ribeiro, e o coordenador regional do DDA em Ijui, José Emilio Stum.

A operação começa já nesta terça-feira. Ainda nessa segunda-feira, no final da tarde, o Departamento de Defesa Agropecuária emitiu nota oficial sobre o tema:

COMUNICADO OFICIAL DA SEAPA

O Estado do Rio Grande do Sul está em Alerta Sanitário frente à reincidência de febre aftosa no Paraguai.

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, em conjunto com o Ministério da Agricultura, está realizando atividades de vigilância sanitária nos municípios visando evitar a introdução do vírus da febre aftosa no nosso Estado.

Quando observar qualquer animal com algum sintoma característico de febre aftosa - salivação em excesso e manqueira ou tiver conhecimento de bovinos com procedência desconhecida - comunique imediatamente à unidade local do Serviço Veterinário Oficial (IVZ), ou ligue para:

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): 0800-7041995

Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPA): 51 3288-6200

Lembre-se: apesar de realizar regularmente as campanhas de vacinação, o Estado não está livre da ocorrência da doença. Faça sua parte, colabore com o serviço veterinário oficial nas ações de vigilância realizadas.

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Fonte:
Sec. de Agricultura de SP

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