Produtores devem ficar atentos aos casos de raiva bovina

Publicado em 03/02/2012 14:42 558 exibições
O Conselho de Sanidade Agropecuária (CSA) de Guarapuava, presidido pelo agropecuarista Rodolpho Luiz Werneck Botelho, informa que o monitoramento da incidência de raiva bovina no Estado continua sendo feito por técnicos da Secretaria do Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB).

A doença, que é transmitida pelas mordidas de morcegos hematófagos contaminados, já foi detectada no Paraná. Os 22 casos notificados estão distribuídos principalmente na região Norte do Estado. Dos casos encontrados, a maioria ocorreu em bovinos, mas houve também em equinos e mula.

Os sintomas iniciais apresentados pelos bovinos infectados são a perda de apetite, salivação, inquietação e mudança de hábitos, isolando-se dos demais animais do rebanho. O vírus da raiva acaba paralisando os membros posteriores dos animais, o que causa dificuldade na sua locomoção. Depois que eles caem, não conseguem mais se levantar e acabam morrendo.

É importante ressaltar que o diagnóstico para raiva só é definido com o resultado laboratorial e que os proprietários dos animais devem estar atentos sobre a existência de abrigos de morcegos hematófagos. Os locais de abrigo do animal podem ser bueiros, casas abandonadas, ocos de árvores, cavernas e outros locais.      

Prevenção

Para a prevenção o produtor deve vacinar seu rebanho a partir dos três meses de idade, com reforço após 30 dias, e depois uma vez por ano. Proprietários das áreas próximas onde tenham sido identificados os casos de raiva bovina devem vacinar seus rebanhos e também animais domésticos.

A veterinária da SEAB, Márcia Maria Vagos, ressalta a importância da prevenção. “É importante ficar atento à ao comportamento do animal, observando se há indícios da doença ou não. Para o produtor prevenir seu rebanho, a divulgação e a orientação sobre a vacina são essenciais”, comenta.

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Fonte:
Sindicato Rural de Guarapuava

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