Argentina: Pecuária pode perder um milhão de cabeças de gado

Publicado em 31/10/2013 15:34 e atualizado em 31/10/2013 16:40 1117 exibições

A pecuária argentina pode perder, ao final deste ano, um milhão de cabeças de seu gado. É um alerta aos produtores, uma vez que, entre 2007 e 2010, o estoque diminuiu em 10 milhões de cabeças por conta da intervenção do Governo argentino no mercado de carne e também por conta de por uma seca cruel.

A nova redução do estoque de carne de vaca, calculada exatamente em 1,02 milhões de cabeças, foi advertida pelo produtor Néstor Roulet em um comunicado que analisa o trabalho acumulado no período entre janeiro e setembro de 2013.

De acordo com o estudo, entre julho e setembro passado se acelerou o crescimento do abate bovino e o acumulado janeiro-setembro terminou em 9.575.451 cabeças. Segundo o comunicado, se essa tendência se repetir, este ano se encerrará com um total de 13.068.040 cabeças, 1,46 milhões a mais do que em 2012.

Neste contexto, considerando o estoque inicial de 2013, de 50,89 milhões de cabeças, há também uma taxa de mortalidade de 3% (1,52 milhões de cabeças) e o abate total estimado em quase 13,7 milhões de cabeças, para logo somar a uma produção de bezerros de 13,57 milhões de animais.

Segundo publicou o jornal La Nación, vale recordar que, depois de cair de 58 a 48 milhões de cabeças entre 2007 e 2010, o gado era capaz de se recuperar em até 50,89 milhões que Roulet menciona.

Anteontem, em uma reunião com exportadores e sindicatos de funcionários de frigoríficos para avançar em uma discussão a respeito da redução do imposto sobre a carne, o setor disse ao secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, que não esytava sendo respeitado o peso mínimo de 300 quilos para que os animais fossem ao abate, e que entre os animais com menos de 300 quilos, haviam muitas fêmeas.

Moreno instruiu para que os veterinários dos frigoríficos controlassem para que não entrassem animais abaixo deste peso. Caso isso não ocorra, o secretário prometeu fazer sanções. 

"O peso mínimo de abate não está sendo cumprido. Pode ser que se cumpra nos frigoríficos que estão mais controlados pelo Governo, que são cerca de 140 a 150, mas há outras 300 unidades nas quais a regra não é respeitada", disse um operador do mercado.

O consultor Victor Tonelli criticou a medida de Moreno. "Se querem que o peso do abate seja aumentado, que as exportações também sejam liberadas e que as retenções seja minimizadas. Automaticamente, o peso do abate irá subir", opinou.

Com informações do InfoCampo

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Por:
Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Alin Pedro Itumbiara - GO

    Dilma copiando o modelo argentino de interferir na agropecuária em 3, 2, 1...

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