Após operar no negativo a semana, contratos futuros do boi finalizam a 6ª feira com ganhos na B3

Publicado em 06/12/2019 16:59 e atualizado em 08/12/2019 12:53
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Os contratos futuros para o boi gordo finalizaram a sexta-feira (06) com valorizações na Bolsa Brasileira (B3). O Dezembro/19 terminou o dia cotado a R$ 206,00/@ e  com uma alta de 2,69%. O Janeiro/20 registrou um ganho de 4,47% e está precificado a R$ 205,80/@, enquanto, o Fevereiro/20 teve um incremento de 4,64% e foi negociado a R$ 203,00/@.

O mercado físico desta semana foi marcado pelas tentativas de compra em valores menores e um volume pequeno dos negócios em São Paulo. O intervalo dos preços de balcão é grande, assim como a diferença entre as escalas da indústria, conforme a Radar Investimentos divulgou em seu relatório.

Leia:

>> Boi Gordo, Por Radar Investimentos: Mercado físico foi marcado pelas tentativas de compra em valores menores

Compradores saíram completamente dos negócios nesta sexta-feira, ao ponto de não sinalizar referência de preço para arroba. A Informa Economics FNP apontou que teve Indústrias que manifestaram algum interesse em negociar gado, testam sistematicamente valores bem abaixo das máximas vigentes, mesmo sem ter pleno êxito na efetivação de novos negócios.

A Agrifatto destacou que as programações de abate também mostraram avanço ao longo desta semana, outro fator que retira a pressão altista do mercado. “As primeiras negociações nesta sexta-feira (06) mostram preços mais firmes, gerando expectativas para uma conjuntura mais sustentada na próxima semana”, disse em seu boletim diário.

O mercado está em transição após a tremenda volatilidade observada em novembro. “A pressão de baixa sobre a cotação do boi gordo foi o cenário desta semana. A cotação caiu em12 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria.

No aplicativo AgroBrazil, o valor negociado para o animal que atende exportação em Pirapozinho/SP foi de R$ 220,00/@, à vista e com data para abater em 09 de dezembro. Na região de Rancharia/SP, o boi gordo foi negociado a R$ 210,00/@, à vista 12 de dezembro.

Confira como ficaram as cotações para o Boi Gordo nesta sexta-feira:

>> BOI

Ministério da Agricultura diz que preço da carne caiu 9% desde início do mês

O Ministério da Agricultura informou nesta sexta-feira, 6, ter constatado recuo de 9% nos preços da carne bovina no mercado doméstico na primeira semana de dezembro. Em nota, informa que, no mercado físico, a arroba passou de R$ 216 na segunda-feira, 2, em Mato Grosso para R$ 197 na quinta-feira, 5. Na Bahia, a cotação caiu de R$ 225 para R$ 207, no mesmo período avaliado. Em Mato Grosso do Sul, a arroba saiu de R$ 220 para R$ 200. De acordo com a pasta, os resultados mostram a tendência iniciada na última semana de novembro.

Ao participar do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, em Medianeira (PR), a ministra Tereza Cristina ressaltou que o preço da proteína está se ajustando. "O preço daqui para frente deve se estabilizar", disse. A ministra explicou que a alta decorreu de diversos fatores: seca deste ano prejudicou o crescimento do pasto e, consequentemente, afetou a engorda do rebanho bovino de corte; a arroba do boi gordo ficou estável nos últimos dois, três anos inibindo os investimentos; e a abertura de mercados externos, em especial o aumento da demanda da China por proteína animal em razão da peste suína africana, que dizimou pelos menos 40% do rebanho suíno chinês.

No evento no Paraná, a ministra assinou a Instrução Normativa 63, que reconhece o Paraná nacionalmente como zona livre da peste suína clássica (PSC). Com essa medida, o Estado ficará desmembrado de um grupo formado atualmente por 14 Estados. Alguns Estados do grupo registraram casos recentes da doença e, com isso, o bloco pode deixar de ser reconhecido como livre da doença.

Além da peste suína clássica, o Paraná também busca o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. "Vamos perseguir a segunda fase para que OIE dê o reconhecimento ao Paraná como zona livre de aftosa sem vacinação, colocando o Estado no patamar da alta sanidade, afirmou a ministra.

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Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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