Importações de carne bovina pela China devem aumentar 4% em 2021, aponta USDA

As importações de carne bovina pela China devem registrar um incremento de 4% no próximo ano, totalizando 2,9 milhões de toneladas exportadas em 2021. De acordo com as informações do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o crescimento no consumo da carne e o aumento, relativamente, modesto da produção devem impulsionar as importações de carne bovina no próximo ano.
A previsão é que a maioria dos principais exportadores experimente exportações mais fortes no próximo ano; Austrália e Argentina são exceções, pois a produção recuando deve limitar os embarques.
Já as exportações do Brasil devem atingir um recorde histórico e terceiro ano consecutivo de altas, visto que a demanda contínua da China coincide com a recuperação da demanda nos mercados tradicionais.Durante o ano de 2021, o USDA projeta que os Estados Unidos se tornem o segundo maior exportador global de carne bovina, ultrapassando Austrália e Índia, mas ficando bem atrás do Brasil.
Produção
O USDA ainda estima que a produção de carne global pode crescer 2% no próximo ano com a recuperação das economias após o Covid-19. A estimativa é que a produção na Índia, Canadá e Estados Unidos se recuperem em 2021, após as indústrias passarem por interrupções de processamento relacionadas ao COVID-19 e que impactou no volume no animais abatidos.
Já no Brasil, a expectativa é que a produção deve aumentar com a melhora da demanda doméstica, exportações para a China aquecidas e a retomada das exportações de outros países.
Por outro lado, o USDA estima que a produção na Austrália reduza pelo segundo ano consecutivo. Já que os pecuaristas estão reconstruindo os rebanhos após a estiagem severa de vários anos. A Argentina também deve reduzir a produção que será impulsionada pela a reconstrução do rebanho e a retenção de matrizes.
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