Carbono Neutro traz reflexos positivos ‘de ponta a ponta’ na produção agropecuária
Equilíbrio entre o social, econômico e ambiental. Esta é a premissa do desenvolvimento sustentável da agropecuária a partir de ações com foco na mitigação dos Gases Efeito Estufa (GEE). A neutralização do carbono e os reflexos positivos da aplicação são tema da editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (15).
O Brasil vem desenvolvendo ao longo dos anos tecnologias que somam na mitigação dos gases e o agro tem sido um grande aliado no processo de compensação. O plantio de florestas comerciais, a integração entre 2 ou mais cultivos (ILPF – integração lavoura-pecuária-floresta) e a adoção permanente do plantio direto são as tecnologias protagonistas na compensação de CO2.
“Quando o carbono é absorvido em uma floresta ocorre o chamado sequestro de carbono da atmosfera (no ar), ou seja, a neutralização de carbono, que é retirado do meio ambiente e fixado na biomassa da planta ou no solo. Além de ajudar o meio ambiente, as árvores ajudam os animais, promovendo o bem-estar na produção pecuária”, explica a consultora técnica do Sistema Famasul, Daniele Coelho.
Um estudo realizado pela Embrapa Gado de Corte aponta que cerca de 200 árvores por hectare seriam suficientes para neutralizar o metano emitido por 11 bovinos adultos por hectare ao ano, sendo que a taxa de lotação usual no Brasil é de um a 1,2 animal por hectare.
“O reflexo positivo do carbono neutro está no resultado. No caso da carne, por exemplo, além do produto final ser de qualidade e seguro, a eficiência da agropecuária está atrelada ao aumento da produtividade, à recuperação de pastagens degradas e ao conforto térmico para os animais, o que, consequentemente, impulsiona a exportação para mercados exigentes”, avalia.
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