Setor da pecuária vê mudança de governo com preocupação e espera que o presidente eleito olhe com carinho para o agronegócio
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Após o resultado das eleições presidenciais no Brasil, pecuaristas e entidades ligadas ao setor estão observando a mudança de governo presidencial com muita preocupação e na expectativa que o novo presidente não implemente políticas que possam inviabilizar a produção de carne bovina no País.
Em nota enviada para a imprensa, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou que, para o agronegócio, a mudança de governo traz, mais uma vez, as preocupações dos produtores rurais com novas políticas que podem ser implementadas para o setor e para toda a economia brasileira.
No entanto, a associação espera que o novo governo olhe com carinho para o produtor rural, que ofereça condições de segurança e estabilidade e que defenda de acusações infundadas. “Esperamos ainda que não deixe faltar crédito para os pequenos e médios produtores, que representam a maioria da classe produtora do Brasil”, informou em nota ao Notícias Agrícolas.
Confira na ìntegra a nota enviada a imprensa pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat)
A Associação dos Criadores de Nelore do Mato Grosso (ACNMT) destacou que a entidade está bem desapontada com o resultado das eleições. "Nós nos dedicamos nesta campanha eleitoral para mostrar a importância do nosso setor na economia do nosso país e que precisamos de um presidente que esteja ao lado do agronegócio”, comentou o presidente da entidade, Aldo Rezende Telles.
Para o diretor da CV Nelore Mocho, Ricardo Viacava, foi a eleição mais disputada da nossa história de forma democrática, que mostrou um país completamente dividido. “Essa polarização traz um clima muito ruim para toda a população. Temos que contar com a habilidade do governo eleito de trazer harmonia e governar para todos”, informou ao Notícias Agrícolas.
No cenário de mais longo prazo, Viacava espera que o novo governo tenha responsabilidade e continue trabalhando para abrir novos mercados. “Pautas como invasões de terras e taxação das exportações trazem grande preocupação ao setor. Pois sabemos que esse modelo de governo prejudicou a pecuária na Argentina”, comentou.
Após as eleições, o mercado pecuário iniciou a semana estável com a bolsa andando de lado. Por outro lado, os protestos e paralisações de caminhoneiros podem trazer impacto para nosso setor.
“Nesta segunda-feira, as tensões aumentaram bastante com os bloqueios das principais rodovias do Brasil e dependendo do tempo que esse protesto levar pode interferir tanto na logística da carne quanto na cadeia de suprimentos para a pecuária, especialmente os sistemas mais intensivos tanto de produção de corte como leite , sem falar nos mais sensíveis como aves e suínos”, destacou Viacava.
Os analistas estavam preocupados com a reação do câmbio após o resultado das eleições e as consequências disso para as negociações com as indústrias frigoríficas com os países que importam a carne bovina Brasileira. “No entanto, o dólar reagiu normalmente sem estresse até o momento. Por sinal, está caindo”, informou o consultor da Radar Investimentos, Gustavo Figueiredo.
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