Em Santa Catarina, CNA debate mercado de carnes
O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, participou na terça (9), em Chapecó (SC), do 24º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O evento é promovido anualmente pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet).
Lucchi abordou o tema ““Cenários e perspectivas para o mercado de carnes”, em que falou sobre o panorama das cadeias produtivas de carne bovina, suína e de aves, as vantagens competitivas do Brasil e os desafios deste setor.
O diretor lembrou alguns fatores que influenciaram os preços das carnes nos últimos anos, como a Peste Suína Africana (PSA) na China, a pandemia da Covid-19 e a guerra entre Rússia e Ucrânia, que contribuíram para a distorção do mercado e o aumento da demanda de maneira artificial.
Para explicar o contexto de como o Brasil enfrentou essas adversidades, Lucchi utilizou indicadores como exportações brasileiras de carnes, preços no atacado e valores pagos aos produtores, evolução do consumo per capita e crescimento na produção.
Como potencialidades brasileiras na produção de carnes, Lucchi enfatizou aspectos como disponibilidade de oferta, forte atuação no mercado internacional e custo de produção menor. No entanto, ressaltou, a oferta mundial e doméstica de milho e soja também podem direcionar os preços.
O diretor técnico da CNA também destacou como vantagem brasileira a questão sanitária, citando o trabalho realizado pelo Brasil no combate à febre aftosa. “Estamos caminhando para ser área livre de febre aftosa sem vacinação, faltando apenas quatro estados retirarem a vacina”. Ele mencionou, ainda, as ações para evitar a Peste Suína Clássica (PSC) e a Influenza Aviária.
Entre os desafios futuros do setor, Lucchi citou questões como a reforma tributária, a pressão sobre as margens dos produtores, a sanidade e a regulamentação da Lei de Autocontrole e o protecionismo internacional.
Segundo o diretor técnico, dependendo do texto da reforma tributária que for aprovado, ele pode resultar em aumento de custo para o produtor rural, para a indústria e para o consumidor.
“Trabalhamos para que isso não ocorra porque vai na contramão do que o mundo tem feito, que é dar tratamento diferenciado para o agro, garantido a segurança alimentar dos brasileiros”, justificou.
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