Preços futuros do boi gordo recuam mais de 2% na B3 com rumores sobre restrições da China
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Os contratos futuros do boi gordo registraram forte queda na B3 na sessão desta quinta-feira (06), pressionados por rumores de que a China poderá adotar restrições às importações de carne bovina brasileira. As informações, ainda não oficiais, indicam que o governo chinês estaria avaliando a presença de resíduos de Fluazuron em carregamentos vindos do Brasil.
De acordo com as informações da Safras & Mercado, há especulações no mercado sobre a possível aplicação de salvaguardas globais à entrada de proteína bovina no país asiático, o que ampliou o clima de cautela entre os investidores.
Por volta das 14h12 (Horário de Brasília), os principais vencimentos trabalham com quedas. O contrato Novembro/25 registrava queda de 1,21% e trabalhando ao redor de R$ 322,65/@. O vencimento dezembro/25 apresentava queda de 2,73% e cotado em R$ 325,50/@.
Já o contrato Janeiro/26 registrava desvalorização de 2,59% e precificado em R$ 327,65/@ , enquanto o fevereiro/26 tinha baixa de 2,33% e cotado em R$ 329,10/@.
Ainda segundo as informações do Analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado está bem movimentado. "O vencimento Novembro tem mais de 7.190 contratos sendo negociados nesta sessão, já o dezembro conta com 8.900, o Janeiro 2.500 e o fevereiro está 849, isso mostra que está bem acima do normal", informou.
Durante teleconferência de resultados, o CEO da Minerva Foods afirmou que o bom desempenho das exportações no terceiro trimestre foi impulsionado justamente por uma antecipação de embarques, diante da expectativa de que o governo chinês pudesse adotar medidas restritivas em breve.
O movimento reflete a importância do mercado chinês para a indústria frigorífica brasileira e reforça a sensibilidade das cotações a qualquer sinal de mudança na política de importação do país.
O movimento de queda inicou no final da sessão desta quarta-feira (04) em que o vecimento Novembro/25 registrou queda de 1,82% no fechamento da Bolsa Brasileira (B3). Segundo analistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas, o recuo representava uma realização de lucros após as altas consecutivas observadas desde segunda-feira.
O pecuarista e fundador da comunidade Balcão do Boi, Lorenzo Junqueira, também acompanhou de perto o comportamento das negociações e destacou uma movimentação mais intensa nos contratos de novembro, o que chamou a atenção do mercado. “Teve uma virada com intensidade grande e muito volume no contrato mais curto. Pode haver duas hipóteses: ou vem alguma notícia sobre a salvaguarda chinesa, o que acho improvável, porque todos os contratos teriam caído com força, ou é a indústria tentando trabalhar no mercado futuro para gerar um temor e derrubar a arroba física, como aconteceu em novembro do ano passado”, analisou.
Lorenzo relembra o episódio de 2024, quando em apenas três dias a bolsa teve forte queda e acabou influenciando negativamente o preço físico do boi. “Na minha opinião, estão tentando repetir o movimento. Vamos esperar o fechamento do dia e acompanhar se sai alguma notícia da China, mas acredito que é apenas um ajuste provocado para conter a valorização da arroba”, completou.
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