Rompimento do BNDES com Independência agrava situação de pecuaristas
Publicado em 08/10/2009 10:54
Depois de duas assembleias canceladas e todo embrolhio que envolve o plano de recuperação judicial do frigorífico Independência/Nova Carne, o pecuarista credor de Mato Grosso tem motivo ainda maior para se preocupar. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou que quer deixar a sociedade que possui na Independência Participações, holding controladora da Independência SA e Nova Carne, as duas empresas do grupo.
Além do rompimento da sociedade, o banco pretende usar uma cláusula contratual que obriga os proprietários do Independência, a recomprarem a participação de mais de 20% que o BNDES possui na holding, alegando que a empresa descumpriu termos contratuais, como o próprio pedido de recuperação sem o consentimento do banco.
Para o presidente da Comissão de Credores de Mato Grosso, criada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa, o rompimento do BNDS-Par com a empresa agrava ainda mais a situação dos pecuaristas que figuram nas últimas posições da lista dos credores prioritários no plano judicial. Na última assembleia de credores o Independência sugeriu aos pecuaristas pagamento integral das dívidas com limite até R$ 100 mil e o saldo restante em 36 parcelas mensais. Pela proposta original da empresa, o teto para pagamento integral era de R$ 80 mil.
“Devemos lembrar que continua praticamente do mesmo jeito, este montante aos que se enquadram em R$ 100 mil, só será realizado caso a empresa adquira o empréstimo estimado em R$ 330 milhões previsto no plano. O que queremos é que esteja explícito que o produtor terá garantias de recebimento, e que a Nova Independência se responsabilize em cumprir o acordo das dividas antigas. Se aprovarmos o plano dessa maneira, estaremos assinando uma carta em branco, o que não nos dará direito algum no futuro”.
Um novo encontro será realizado no próximo dia 19 de outubro. A reunião será realizada em São Paulo, a partir das 10 horas, no Hotel Transamérica.
Além do rompimento da sociedade, o banco pretende usar uma cláusula contratual que obriga os proprietários do Independência, a recomprarem a participação de mais de 20% que o BNDES possui na holding, alegando que a empresa descumpriu termos contratuais, como o próprio pedido de recuperação sem o consentimento do banco.
Para o presidente da Comissão de Credores de Mato Grosso, criada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa, o rompimento do BNDS-Par com a empresa agrava ainda mais a situação dos pecuaristas que figuram nas últimas posições da lista dos credores prioritários no plano judicial. Na última assembleia de credores o Independência sugeriu aos pecuaristas pagamento integral das dívidas com limite até R$ 100 mil e o saldo restante em 36 parcelas mensais. Pela proposta original da empresa, o teto para pagamento integral era de R$ 80 mil.
“Devemos lembrar que continua praticamente do mesmo jeito, este montante aos que se enquadram em R$ 100 mil, só será realizado caso a empresa adquira o empréstimo estimado em R$ 330 milhões previsto no plano. O que queremos é que esteja explícito que o produtor terá garantias de recebimento, e que a Nova Independência se responsabilize em cumprir o acordo das dividas antigas. Se aprovarmos o plano dessa maneira, estaremos assinando uma carta em branco, o que não nos dará direito algum no futuro”.
Um novo encontro será realizado no próximo dia 19 de outubro. A reunião será realizada em São Paulo, a partir das 10 horas, no Hotel Transamérica.
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Fonte:
Famato
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