Pecuarista de MT reclama que boi não tem preço diferenciado

Publicado em 20/08/2010 15:08 537 exibições

O número de propriedades habilitadas em Mato Grosso para comercializar o rebanho bovino com a União Européia está 73,55% acima do que foi registrado no ano passado. Em agosto de 2009, havia 208 propriedades auditadas e autorizadas para integrar a lista Tracer, segundo informações do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), da superintendência regional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O rebanho bovino existente nas propriedades habilitadas à comercialização com a União Europeia (UE) é negociado por um valor de mercado diferenciado nas indústrias frigoríficas aptas à negociação com a UE.

O prêmio pago por arroba pode variar entre R$ 3 e R$ 5 em Mato Grosso, segundo informações do presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Freitas. Ele revela que no Estado oito frigoríficos embarcam carne bovina para o mercado europeu, sendo eles o Marfrig, JBS/Friboi e Frialto.

Porém, alguns pecuaristas reclamam que, apesar de manter a rastreabilidade dos animais, não têm recebido a mais por isso das indústrias.

Como a situação se repete em outros estados brasileiros, o setor reivindica alteração na legislação do Sisbov. Basicamente, a solicitação é que seja concedida aos pecuaristas a opção de vender os animais como não rastreados, dependendo da situação comercial.

Atualmente, o animal chega com o brinco que identifica que é rastreado nos frigoríficos. O setor propõe que os brincos sejam removidos na saída da propriedade pelo próprio pecuarista. “Assim, ele poderá vender todos os animais como não aptos à exportação, caso não receba a mais pelos rastreados”, explica o coordenador do Centroboi/Famato, Carlos Augusto Zanata.

Mas o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, afirma desconhecer a existência desse movimento em Mato Groso exigindo essa medida, como ocorre em Goiás, por exemplo. A coordenadora do Sisbov/Mapa, Patricia Cristina Borges Dias, afirma que não há nenhuma decisão do ministério que atenda essa solicitação dos pecuaristas. No primeiro semestre deste ano, foram embarcadas 5,16 mil toneladas para a UE.

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Fonte:
Folha do Estado

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