Com menos gado confinado, oferta de bois cai

Publicado em 10/11/2010 12:05
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O mais recente levantamento da Assocon (Associação Nacional dos Confinadores), feito no final de outubro, indica que os frigoríficos vão continuar com oferta restrita de gado.

Há queda de 8,8% no número total de gado confinado neste ano em relação a 2009. No final de outubro, período da pesquisa, os pecuaristas disseram que tinham 37% menos gado.

A oferta menor provoca altas contínuas nos preços. Ontem, a AgraFNP apurou negócios a R$ 115 por arroba no noroeste de São Paulo. Já a média ponderada do Cepea indica R$ 116,40.

A queda no confinamento neste ano ocorre porque "as contas não fechavam" quando os confinadores faziam cálculos de custo e de retorno do investimento no primeiro semestre, diz Bruno Andrade, da Assocon.

Os preços dos insumos, como milho, estavam favoráveis, mas o boi magro era caro. Agora, a relação boi gordo em relação à do boi magro é favorável, mas foram poucos os pecuaristas que elevaram o número de gado confinado.

A alta do boi reanima os preços das carnes suína e de frango. Pesquisa da Folha apurou ontem que a arroba de suíno já é negociada a até R$ 67, enquanto o quilo da ave viva subiu para R$ 1,75.

Analistas estimam que a aceleração nos preços da carne bovina vai provocar uma "migração" para o frango.

Os preços da carne bovina têm boa recuperação também no mercado externo.

Dados de ontem da Abiec indicam que as empresas exportadoras colocaram 7% menos carne "in natura" no mercado externo no mês passado em relação a 2009, mas receberam 21% mais.

As exportações totais do país somaram 134 mil toneladas em outubro, com receitas de US$ 419 milhões.
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Fonte: Folha de São Paulo

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