Boi: Volume de abates deve seguir baixo até começo de 2011

Publicado em 12/11/2010 07:14
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A Associação Nacional dos Confinadores Assocon acaba de concluir o 3º Levantamento sobre Intenção de Confinamento para associados em 2010. Durante esses dias o departamento técnico da Assocon ouviu a opinião dos pecuaristas sobre vários aspectos relacionados à produção e ao comércio da carne bovina no País, e o cenário revelado foi de uma oferta restrita de bois para abate na indústria, com perspectiva de melhora apenas para os primeiros meses do ano que vem.

A entidade que atualmente representa 64 confinamentos, em dez estados brasileiros, manteve também sua projeção de queda para o rebanho confinado em 8,8%. Em geral, os pecuaristas entrevistados revelaram que a quantidade de animais em terminação nos confinamentos está bastante reduzida este ano, em média 36,8%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, zootecnista da Assocon e responsável técnico pelo levantamento, um fator que não pode ser desconsiderado ao analisarmos a falta de animais para engorda este ano, é a menor produção de bezerros por falta de matrizes. "Alguns associados já iniciaram o processo de compra da reposição para o segundo turno, porém sem adquirir grandes volumes. Para muitos deles os preços do bezerro ainda estão elevados demais e, mesmo vendendo o boi gordo no atual patamar de preços de R$ 110 por arroba, a realização da reposição ainda está fraca", destaca.

Os associados Assocon que trabalham com sistemas de boitel e/ou parceria com terceiros para engorda do gado revelaram à pesquisa que o número de consultas feitas para a ocupação de vagas dentro dos confinamentos tem sido bem maior do que a efetivação de negócios. Os motivos apontados por eles são basicamente dois: o custo elevado da diária dos animais que subiu acima da média registrada no primeiro semestre e a qualidade muito ruim do gado de reposição, que apesar disso tem se mantido super valorizado no mercado.

A Assocon foi ouvir também a opinião da indústria frigorífica sobre a pouca oferta de gado para abate. Para ela, a retomada dos abates deve ocorrer apenas em meados de fevereiro, isso se as chuvas começarem agora. Quando questionados sobre o valor de venda no balcão, os agentes sinalizaram que o poder de negociação e a qualidade do boi ofertado é que vão ditar o preço final da arroba paga ao produtor.
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Fonte: DCI

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