Para JBS, união com Bertin não afetou preços de gado

Publicado em 02/05/2011 08:09 570 exibições
Depois de a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda ter condicionado a união dos frigoríficos JBS e Bertin à venda de fábricas de um deles nos Estados de Minas Gerais e Goiás, novos dados e estudos de mercado começam a ser preparados pela JBS para serem entregues ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O parecer da Seae aponta "sobreposições" em Minas e Goiás, por isso o órgão sugere a venda de uma ou mais unidades, que totalizem uma capacidade de abate equivalente à do Bertin nos dois Estados em 2009. A JBS adquiriu a concorrente no último trimestre daquele ano.

"Vamos providenciar novos dados e prestar todos os esclarecimentos necessários para entregar ao Cade, para eliminar qualquer preocupação da Seae", disse Jeremiah O'Callaghan, diretor de relações com investidores da JBS ao Valor.

O parecer da Seae considera "que as sobreposições geradas pela fusão podem favorecer o exercício unilateral de poder de mercado pelas requerentes", nas regiões mineira e goiana. O diretor da JBS afirma, no entanto, que nos últimos seis meses os preços da arroba do boi subiram cerca de 25%, mesmo no período da safra na pecuária de corte. Isso significa, segundo ele, que o menor número de compradores em Goiás e Minas não teria pressionado as cotações.

Apesar da recomendação da Seae, pela aprovação com ressalvas, ela pode ou não ser levada em consideração pelo Cade. A fusão dos dois frigoríficos deverá receber ainda o parecer da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, antes de o ato de concentração ser apreciado no Cade. Esse processo ainda não tem data definida para ser julgado.

"Estamos em constante comunicação com o Cade e conforme os novos estudos estiverem concluídos eles serão compartilhados com o órgão", afirma O'Callaghan.

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Valor Econômico

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